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Capítulo 11 – A importância das regras (Unidade 3: Viver e agir em sociedade)

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Capítulo 11 – A importância das regras (Unidade 3: Viver e agir em sociedade)

Resumo completo

Capítulo 11 – A importância das regras (Unidade 3: Viver e agir em sociedade)

Resumo completo

1Abertura da Unidade: Viver e agir em sociedade

A unidade começa falando da série A árvore familiar dos Croods, que continua a história do filme Os Croods: uma nova era. Nela, duas famílias bem diferentes — os Croods (selvagens e livres) e os Bettermans (organizados e cheios de regras) — precisam viver juntas.

Essa convivência mostra algo importante: quando pessoas diferentes dividem o mesmo espaço, é preciso diálogo e é preciso criar regras que todos ajudem a construir e a cumprir.

Nesta unidade você vai estudar textos que organizam a vida em sociedade (regras, leis e regulamentos) e também conteúdos de gramática, como o modo subjuntivo.

Exemplos

  • Exemplo de conflito na série: os Bettermans querem horários e regras rígidas; os Croods querem liberdade total. A solução é conversar e combinar regras comuns.
  • Pergunta de abertura para pensar: 'Em que situações você tem contato com regras?' — Em casa, na escola, no trânsito, no jogo com os amigos.

O que você vai aprender na Unidade 3

AprendizagemDo que se trata
Gêneros normativosRegras de convivência e leis
Gêneros reivindicatóriosMensagens e e-mails de reivindicação
Artigo de opiniãoTexto para defender um ponto de vista
Modo subjuntivoVerbos que indicam dúvida, desejo e hipótese
Advérbios e preposiçõesPalavras que ligam e dão sentido ao texto
Frase, oração e períodoComo organizar as partes do texto
mau/mal e onde/aondeUso correto dessas palavras

1As regras no nosso dia a dia

Regras são combinados que dizem o que pode e o que não pode ser feito em um lugar ou situação. Muitas vezes seguimos regras sem nem perceber, de tão acostumados que estamos.

Atravessar na faixa de pedestres, levantar a mão para falar e entrar na fila para ser atendido são exemplos de regras que seguimos naturalmente.

As regras nos acompanham a vida toda e em vários espaços: em casa, no condomínio, nas ruas, no teatro, na biblioteca e no museu. Algumas estão escritas em documentos; outras aprendemos observando e convivendo com as pessoas.

Exemplos

  • Regra não escrita: falar baixo no cinema. Ninguém colou um cartaz, mas todos aprendem observando os outros.
  • Regra escrita: o regulamento de um condomínio, que diz os horários em que é permitido fazer barulho.

Onde encontramos regras

LugarExemplo de regraÉ escrita?
Rua/trânsitoAtravessar na faixa de pedestresSim (lei de trânsito)
EscolaLevantar a mão para falarÀs vezes (regulamento)
Fila do bancoRespeitar a ordem de chegadaNão (combinado social)
MuseuNão tocar nos objetosSim (placas e normas)
CondomínioRecolher as fezes do petSim (regimento interno)

2Texto em cena: "Pode? Não pode? Por quê?"

O texto foi publicado pela revista Ciência Hoje das Crianças e explica, com linguagem simples, as regras dos museus tradicionais (aqueles em que só olhamos as obras).

O objetivo do texto é citar o que é permitido ou não em um museu e explicar o porquê de cada regra. Ou seja, ele não cria regras novas: ele mostra a razão científica delas.

O texto também avisa que existem os museus interativos, onde é permitido tocar e experimentar. Por isso, as regras não valem igualmente para todos os museus.

Exemplos

  • Por que não tocar? Cada mão desgasta um pouquinho o objeto. Com milhares de visitantes por ano, o desgaste fica grande — como o pé da estátua de São Pedro, no Vaticano, que ficou arredondado de tanto ser tocado.
  • Por que a mão estraga? Nossa pele solta uma gordura que gruda no objeto (é a mesma marca que os dedos deixam no vidro) e essa gordura diminui a durabilidade do material.
  • Por que não usar flash? A luz do flash tem raios ultravioleta (como os do Sol) que desbotam tecidos e papéis. Por isso há salas escuras com uma luz especial só sobre a obra.
  • Comer: não é boa ideia, porque caem migalhas e o lugar fica sujo. (Proibição indireta, feita por um conselho.)

Pode ou não pode no museu tradicional?

AçãoPode?Por quê?
Tocar nos objetosNãoO toque desgasta e a gordura da mão danifica o material
Fotografar com flashNãoA luz ultravioleta desbota e desgasta as obras
Fotografar sem flashSimNão há luz forte que danifique a obra
ConversarSim, em voz baixaDesde que não atrapalhe os outros visitantes
Conversar altoNãoIncomoda quem está apreciando as obras
ComerNão é recomendadoMigalhas sujam o espaço
PerguntarSimQuanto mais observamos, mais perguntas surgem
Criticar / dar opiniãoSimOlhar com atenção ajuda a formar a própria opinião

Dois tipos de museu

TipoComo éRegra sobre tocar
TradicionalVamos apenas apreciar o que está expostoNão se pode tocar
InterativoTodos podem experimentar e mexerPode tocar e interagir

2.1A linguagem do texto e o público-alvo

Antes de escrever, o autor pensa em quem vai ler (o público-alvo). Como o texto é para crianças, a linguagem é simples e cheia de comparações do dia a dia.

O autor usa o ditado popular "água mole em pedra dura tanto bate até que fura" para explicar o desgaste causado pelo toque. Usa a marca dos dedos no vidro para mostrar a gordura da pele. E usa a etiqueta de roupa que manda secar à sombra para mostrar como a luz desbota.

Esses recursos deixam a linguagem simples e acessível para quaisquer pessoas, mesmo quem não entende de ciência.

Exemplos

  • Ditado + fato: 'água mole em pedra dura tanto bate até que fura' ➜ muitas mãos tocando desgastam a obra ao longo dos anos.
  • Exemplo do vidro ➜ prova que nossa mão solta gordura mesmo quando está limpa.
  • Exemplo da etiqueta secar à sombra ➜ prova que a luz altera e desbota materiais delicados.

Recursos de linguagem usados no texto

RecursoServe para explicar
Ditado popular da água e da pedraO desgaste lento causado pelo toque
Marca dos dedos no vidroA gordura da mão que estraga os materiais
Etiqueta secar à sombraO poder da luz de desbotar tecidos
Comparação com o cinemaFalar baixo para não atrapalhar os outros

2.2Proibição explícita e proibição implícita

Uma proibição explícita é escrita de forma direta, geralmente com palavras como é proibido, não é permitido, não pode.

Uma proibição implícita aparece disfarçada de conselho ou de explicação. É o caso do trecho sobre comer no museu: o texto diz que não é lá uma boa ideia e termina com a pergunta "E quem é que gosta de passear em um lugar sujo?".

Essa pergunta não espera resposta: ela serve para fazer o leitor refletir e concordar com o autor. Em um regulamento de verdade, essa mesma ideia viraria uma frase direta.

Exemplos

  • Trecho do texto (implícito): 'Comer no museu não é lá uma boa ideia, porque algumas pessoas não são cuidadosas e deixam cair migalhas pelo chão.'
  • Transformando em regra explícita: 'É proibido comer dentro das salas de exposição do museu.'
  • Outra forma: 'Não é permitido o consumo de alimentos e bebidas nas áreas de exposição.'

Comparando os dois jeitos de proibir

TipoComo apareceExemplo
ExplícitaFrase direta, com verbo de proibiçãoÉ proibido tocar nas obras.
ImplícitaConselho, explicação ou pergunta reflexivaComer no museu não é lá uma boa ideia...

2.3Acessibilidade no museu: a obra para tocar

No Museu do Ipiranga (São Paulo) fica a tela Independência ou Morte, de Pedro Américo (1888). Pela organização do espaço — quadros na parede, corrimão separando o público — percebemos que é um museu tradicional.

Mas o museu também oferece uma reprodução em alto-relevo da tela, menor, com a placa PARA TOCAR e uma legenda em braile, além de faixa de áudio.

Essa indicação avisa que, naquele objeto específico, é permitido tocar. Isso torna a visita mais acessível e inclusiva, principalmente para pessoas com deficiência visual, que podem sentir a obra com as mãos.

Exemplos

  • A tela Independência ou Morte fica no Museu do Ipiranga porque o museu conta a história do Brasil, e a obra retrata a independência (tema histórico ligado ao acervo).
  • A placa 'PARA TOCAR: reprodução de detalhe da pintura Independência ou morte' + braile + FAIXA 328 (áudio) = recursos de acessibilidade.

3Linguagem em foco: o modo subjuntivo

Os verbos podem ser conjugados em modos verbais. O modo indicativo mostra certeza (eu estudo, ele viajou). Já o modo subjuntivo expressa dúvida, hipótese, possibilidade ou desejo — ou seja, coisas que talvez aconteçam.

Na frase do texto "Cada vez que você põe a mão em um objeto está contribuindo para que ele se desgaste", o verbo põe indica certeza, a locução está contribuindo indica continuidade, e desgaste indica possibilidade: está no subjuntivo.

Guarde esta dica: o subjuntivo quase sempre vem depois de palavras como que, se, quando, caso, talvez, tomara que.

📐 Para guardar

  • Modo indicativo = CERTEZA | Modo subjuntivo = DÚVIDA, DESEJO, HIPÓTESE
  • Dicas de reconhecimento: talvez / tomara que / é necessário que / espero que + PRESENTE do subjuntivo
  • se / caso + PRETÉRITO IMPERFEITO do subjuntivo
  • quando / se (ideia de futuro) + FUTURO do subjuntivo

Exemplos

  • Que os visitantes mantenham o museu limpo para todos passearem. ➜ desejo que pode ocorrer (presente do subjuntivo).
  • Quando os visitantes mantiverem o museu limpo, todos poderão passear. ➜ condição futura para algo ocorrer (futuro do subjuntivo).
  • Se os visitantes mantivessem o museu limpo, todos poderiam ter passeado. ➜ hipótese que não se concretizou (pretérito imperfeito do subjuntivo).

Indicativo x Subjuntivo

ModoIdeia que passaExemplo
IndicativoCerteza, fato realEle visita o museu todo mês.
SubjuntivoDúvida, desejo, hipóteseTomara que ele visite o museu.

3.1Presente do subjuntivo

O presente do subjuntivo indica um fato incerto no presente ou no futuro. Também serve para expressar desejos, possibilidades e conselhos.

Ele costuma aparecer depois da palavra talvez e de expressões como é necessário que, é possível que, tomara que, convém que, espero que.

Repare que quase sempre existe um que antes do verbo.

📐 Para guardar

  • Talvez / Tomara que / Espero que / Convém que / É necessário que + verbo no presente do subjuntivo

Exemplos

  • Esperamos que você esteja ciente das regras.esteja está no presente do subjuntivo.
  • Tomara que ninguém fotografe com flash, pois isso danifica as obras.fotografe está no presente do subjuntivo.
  • Passo a passo: pegue a regra Sempre recolher as fezes do pet. Comece com Convém que o tutor... e conjugue: Convém que o tutor recolha sempre as fezes do pet.
  • Outro: Utilizar a caixa de transporteConvém que o tutor utilize a caixa de transporte.

3.2Pretérito imperfeito do subjuntivo

O pretérito imperfeito do subjuntivo indica uma hipótese, algo imaginado. Essa hipótese pode se ligar ao presente, ao passado ou ao futuro.

Ele costuma vir acompanhado das palavras se, que ou caso, e dentro da frase se relaciona com um verbo no indicativo (normalmente no futuro do pretérito: faria, haveria, poderia).

📐 Para guardar

  • Se / Caso + pretérito imperfeito do subjuntivo ... + futuro do pretérito do indicativo (-ria)

Exemplos

  • Se eu fosse artista, faria uma bela exposição no museu.fosse (pret. imperf. subj.) + faria (fut. do pretérito do indicativo).
  • Não haveria problemas se você soubesse se comportar.haveria (indicativo) + soubesse (subjuntivo).
  • Se ele explicasse as telas, o público saberia do que elas tratam.

3.3Futuro do subjuntivo

O futuro do subjuntivo indica um acontecimento possível no futuro: algo que ainda não aconteceu, mas pode acontecer.

Ele aparece quase sempre depois das palavras quando e se.

Cuidado para não confundir com o infinitivo: em quando formos, se quiser, se comer, o verbo está no futuro do subjuntivo porque depende de uma condição.

📐 Para guardar

  • Quando / Se + futuro do subjuntivo ... + futuro do presente do indicativo (-rei, -remos)

Exemplos

  • Lembraremos de você quando formos à exposição.formos (futuro do subjuntivo) + lembraremos (futuro do presente do indicativo).
  • Se quiser vir ao museu comigo, comprarei logo os ingressos.
  • Quando eu for à exposição, quero ver os quadros famosos.

Classificando frases (atividade 3 do livro)

FraseVerboTempo do subjuntivo
Se ele comer dentro do museu, vai ter confusão.comerFuturo
Que ninguém fale durante a visitação.falePresente
Se você viesse à exibição comigo, seria legal.viessePretérito imperfeito
Caso eu compre os ingressos, você vai?comprePresente
Quando eu for à exposição, quero ver os quadros.forFuturo
Se ele explicasse as telas, o público saberia...explicassePretérito imperfeito
Que eles falem durante a visitação guiada...falemPresente

3.4Para ir além: correlação verbal

Correlação verbal é a relação lógica entre os verbos de uma frase. Os tempos precisam combinar entre si para a frase fazer sentido.

Se o primeiro verbo indica uma hipótese, o segundo também precisa manter essa ideia de algo não certo. Se um verbo diz talvez e o outro diz com certeza, a frase fica estranha.

📐 Para guardar

  • hipótese + hipótese = frase lógica | hipótese + certeza = frase ilógica

Exemplos

  • ✔ Correto: Se todos os visitantes de um museu fotografassem um mesmo quadro diariamente, logo ele estaria desbotado. (fotografassem = pret. imperf. do subjuntivo; estaria = futuro do pretérito do indicativo — os dois mantêm a hipótese.)
  • ✘ Errado: Se todos os visitantes de um museu fotografassem um mesmo quadro diariamente, logo ele está desbotado. (está indica certeza e quebra a lógica.)

3.5Conjugação do modo subjuntivo

Para conjugar, observe as terminações de cada tempo. Elas mudam conforme a conjugação do verbo: 1ª (-AR), 2ª (-ER) e 3ª (-IR).

Uma dica prática: no presente do subjuntivo, verbos em -AR ganham -e; verbos em -ER e -IR ganham -a. No pretérito imperfeito, todos ganham -sse. No futuro, a forma se parece com o infinitivo.

📐 Para guardar

  • Presente: -AR ➜ e, es, e, emos, eis, em | -ER/-IR ➜ a, as, a, amos, ais, am
  • Pretérito imperfeito: -asse / -esse / -isse (+ s, mos, is, m)
  • Futuro: -ar / -er / -ir (+ es, mos, des, em)

Exemplos

  • Emprestar (1ª conjugação): presente ➜ que eu empreste, que tu emprestes, que ele empreste, que nós emprestemos, que vós empresteis, que eles emprestem.
  • Emprestar: pretérito imperfeito ➜ se eu emprestasse, se tu emprestasses, se ele emprestasse, se nós emprestássemos, se vós emprestásseis, se eles emprestassem.
  • Emprestar: futuro ➜ quando eu emprestar, emprestares, emprestar, emprestarmos, emprestardes, emprestarem.
  • Devolver (2ª conjugação): que eu devolva / se eu devolvesse / quando eu devolver.

Presente do subjuntivo

PessoaCantarVenderPartir
Eucantevendaparta
Tucantesvendaspartas
Ele/Elacantevendaparta
Nóscantemosvendamospartamos
Vóscanteisvendaispartais
Eles/Elascantemvendampartam

Pretérito imperfeito do subjuntivo

PessoaCantarVenderPartir
Eucantassevendessepartisse
Tucantassesvendessespartisses
Ele/Elacantassevendessepartisse
Nóscantássemosvendêssemospartíssemos
Vóscantásseisvendêsseispartísseis
Eles/Elascantassemvendessempartissem

Futuro do subjuntivo

PessoaCantarVenderPartir
Eucantarvenderpartir
Tucantaresvenderespartires
Ele/Elacantarvenderpartir
Nóscantarmosvendermospartirmos
Vóscantardesvenderdespartirdes
Eles/Elascantaremvenderempartirem

3.6O subjuntivo nas regras escritas

Textos de regras usam bastante o subjuntivo, principalmente o futuro do subjuntivo, porque falam de situações que podem acontecer no futuro.

No texto Regras para empréstimo de livros, aparecem formas como precise e haja, ligadas à palavra caso. Elas mostram um acontecimento possível: se aquela situação ocorrer, a regra explica o que fazer.

Exemplos

  • Caso o leitor precise de mais tempo para leitura, ele deve ir à biblioteca e renovar o aluguel. ➜ situação possível + o que fazer.
  • Caso haja mais de um leitor interessado no mesmo livro, o empréstimo será realizado de acordo com a ordem de cadastro.
  • Caso o leitor não o retire nesse tempo, o livro volta a ficar disponível para outros leitores.
  • Nova regra criada por você: Caso o leitor danifique o livro, ele deverá comunicar a biblioteca imediatamente.

Situação ➜ o que é feito (regras da biblioteca)

SituaçãoO que acontece
O aluno precisa de mais tempo para lerVai à biblioteca e renova o aluguel (só 1 renovação)
Mais de um interessado no mesmo livroO empréstimo segue a ordem de cadastro
Não retirou o livro em até 24 horasO livro volta a ficar disponível para outros leitores

3.7Tempo composto no modo subjuntivo

O subjuntivo também pode aparecer no tempo composto. Isso significa usar dois verbos: um verbo auxiliar (ter ou haver) conjugado no subjuntivo + o verbo principal no particípio (terminado em -ado ou -ido).

O tempo composto costuma indicar uma ação já concluída dentro daquela hipótese ou desejo.

📐 Para guardar

  • Tempo composto do subjuntivo = ter/haver (no subjuntivo) + verbo principal no particípio (-ado/-ido)

Exemplos

  • Simples: Se ele visitasse o museu, veria obras renomadas. ➜ Composto: Se ele tivesse visitado o museu, veria obras renomadas.
  • Vou adorar quando finalmente for ao museu.Vou adorar quando finalmente tiver ido ao museu.
  • Que nós decidamos as regras do condomínio.Que nós tenhamos decidido as regras do condomínio.
  • Se eu falasse durante a explicação do guia, não entenderia nada.Se eu tivesse falado durante a explicação do guia, não teria entendido nada.

Simples x Composto

TempoForma simplesForma composta
Presenteque eu canteque eu tenha cantado
Pretérito imperfeitose eu cantassese eu tivesse cantado
Futuroquando eu cantarquando eu tiver cantado

3.8(Com)Texto: o subjuntivo na fala do dia a dia

Na conversa informal, quase ninguém segue a norma-padrão o tempo todo. Trocamos viajarei por vou viajar e, muitas vezes, usamos o indicativo no lugar do subjuntivo.

É o que acontece em frases como "Talvez chegarei a tempo" ou "Se eu digo isso, ninguém acredita". O sentido continua sendo de dúvida, mas o verbo está no indicativo.

Na norma-padrão, o certo é usar o subjuntivo. Repare que a mensagem continua a mesma: só muda o grau de formalidade.

Exemplos

  • Fala informal: Vamos combinar uma coisa, João: se eu descumpro as regras, você me avisa?descumpro e avisa estão no presente do indicativo, mas o sentido é de possibilidade futura.
  • Norma-padrão: Se eu descumprir as regras, você me avisará?descumprir (futuro do subjuntivo) + avisará (futuro do presente do indicativo).
  • As duas frases passam a mesma mensagem; muda apenas a adequação à norma-padrão.

Fala informal x Norma-padrão

InformalNorma-padrão
Talvez chegarei a tempo.Talvez eu chegue a tempo.
Se eu digo isso, ninguém acredita.Se eu disser isso, ninguém acreditará.
Se eu descumpro as regras, você me avisa?Se eu descumprir as regras, você me avisará?

4Recapitulando o modo subjuntivo

Antes da prova, memorize o quadro-resumo: o modo subjuntivo expressa incerteza, possibilidade, hipótese ou desejo, e tem três tempos simples (presente, pretérito imperfeito e futuro) mais os tempos compostos.

Um erro comum é confundir o futuro do subjuntivo com o infinitivo, porque as formas se parecem. Use a dica: se vier depois de se ou quando e indicar condição, é futuro do subjuntivo.

📐 Para guardar

  • Presente do subjuntivo ➜ fato incerto no presente/futuro ou desejo
  • Pretérito imperfeito do subjuntivo ➜ hipótese
  • Futuro do subjuntivo ➜ acontecimento possível no futuro

Exemplos

  • Exercício resolvido: 'Se todos nós seguirmos com atenção as regras, teremos uma visitação tranquila.' ➜ seguirmos = futuro do subjuntivo; teremos = futuro do presente do indicativo. Alternativa correta: letra c.
  • Explicação: o primeiro verbo mostra uma condição possível no futuro (subjuntivo) e o segundo mostra o resultado certo dessa condição (indicativo) — há correlação verbal correta.
  • Complete: Se você tivesse mais tempo livre, conseguiria se exercitar. (ter ➜ pretérito imperfeito)
  • Complete: Tomara que nós voltemos mais cedo para casa hoje. (voltar ➜ presente)
  • Complete: Se tu chegares cedo, encontrarás tua avó aqui. (chegar ➜ futuro)
  • Complete: Quando ele chamar, você me avisa? (chamar ➜ futuro)
  • Frases com É importante que nós...: É importante que nós vejamos a exposição. / É importante que nós cantemos juntos. / É importante que nós ouçamos o guia.

Resumo dos tempos do subjuntivo

TempoIdeiaPalavras que acompanhamExemplo
PresenteFato incerto no presente/futuro; desejotalvez, tomara que, espero que, convém queTomara que minha mãe não venda o carro.
Pretérito imperfeitoHipótesese, que, casoEu seria mais feliz se abrissem uma sorveteria na minha rua.
FuturoAcontecimento possível no futuroquando, seTudo ficará melhor quando os pássaros cantarem.
CompostoAção concluída dentro da hipóteseter/haver + particípioSe ela tivesse cantado no show, todos teriam visto seu talento.

5Panorama: o ECA e a diferença entre norma e lei

Além das regras de lugares específicos (como o museu), existem regras mais amplas, que organizam a vida de toda a sociedade: as leis.

Em 1990 entrou em vigor no Brasil o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Ele reúne regras que protegem os direitos de crianças e adolescentes.

Segundo o ECA, criança é a pessoa até doze anos incompletos e adolescente é quem tem entre doze e dezoito anos. Definir isso é essencial: sem o artigo 2º, ninguém saberia exatamente a quem a lei se aplica.

Exemplos

  • Quem sancionou (aprovou) o ECA foi o Presidente da República. Como ele governa o país inteiro, a lei vale em todo o território nacional.
  • Art. 1º diz do que a lei trata (proteção integral); Art. 2º diz a quem ela se aplica (criança e adolescente). O 2º completa e delimita o 1º.
  • Art. 7º: o direito à vida e à saúde é garantido por meio de políticas sociais públicas que permitam nascimento e desenvolvimento sadio.
  • Dado do Unicef: em 2022, 37% das crianças não tinham acesso adequado a banheiro e esgoto e 5,4% não tinham água potável ➜ o artigo 7º não está sendo amplamente cumprido.
  • Art. 15 está escrito no presente do indicativo (têm), que dá ideia de certeza e objetividade — o mais adequado para uma lei.
  • Art. 18 começa com É dever, que expressa obrigatoriedade. Se fosse É permitido, viraria apenas uma opção, e ninguém seria obrigado a proteger a criança.

Norma x Lei

AspectoNormaLei
Quem estabeleceUm grupo específico de pessoasO governo / autoridade do país
Para quem valeSó para aquele grupoPara toda a sociedade
ObjetivoOrientar ações e garantir convívio harmoniosoManter a ordem, proteger direitos e garantir justiça
ExemplosRegras de uma brincadeira, regras da sala de aula, regras do museuECA, Código de Trânsito, Constituição

Direito à liberdade (Art. 16 do ECA)

IncisoAspecto do direito à liberdade
IIr, vir e estar em lugares públicos e comunitários
IIOpinião e expressão
IIICrença e culto religioso
IVBrincar, praticar esportes e divertir-se
VParticipar da vida familiar e comunitária, sem discriminação
VIParticipar da vida política, na forma da lei
VIIBuscar refúgio, auxílio e orientação

Como o ECA está organizado

ParteConteúdoFunção
Título I – Disposições PreliminaresArts. 1º e 2ºIntrodução da lei
Título II – Dos Direitos FundamentaisCapítulos I e IIDesenvolvimento: detalha os direitos
Capítulo IDo direito à vida e à saúdeDetalhamento
Capítulo IIDo direito à liberdade, ao respeito e à dignidadeDetalhamento

5.1Direito ao respeito (Art. 17)

O direito ao respeito significa que ninguém pode violar a integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente. Isso inclui proteger a imagem, a identidade, a autonomia, os valores, as ideias, as crenças e os objetos pessoais.

Por isso, na TV, os rostos de crianças costumam aparecer borrados quando elas não foram autorizadas a aparecer: isso preserva a identidade delas.

Exemplos

  • ✔ Preserva o direito: em uma reportagem sobre problemas sanitários, as crianças aparecem com os rostos borrados.
  • ✘ Viola o direito: crianças entrevistadas e filmadas sem permissão dos pais ou responsáveis.
  • ✘ Viola o direito: crianças trabalhando em fábrica de tijolos, expostas a calor e risco de acidente.

5.2Características do texto normativo

Texto normativo é aquele que estabelece regras, como leis e regulamentos. Ele tem características bem marcadas que você precisa saber identificar.

A linguagem é formal, clara e objetiva, escrita no tempo presente, para que não haja dúvida nem mais de uma interpretação possível.

Ele é organizado em partes com hierarquia: títulos ➜ capítulos ➜ artigos ➜ incisos. Começa pelo mais geral e vai detalhando. A finalidade é organizar a vida em sociedade, e ele circula em lugares de acesso livre, como sites do governo e impressos públicos.

📐 Para guardar

  • Hierarquia: Título ➜ Capítulo ➜ Artigo ➜ Inciso (I, II, III...)

Exemplos

  • Finalidade principal do ECA: regulamentar direitos e deveres de crianças e adolescentes para sua proteção.
  • O ECA circula em sites do governo, bibliotecas, escolas e impressos distribuídos em locais públicos, porque todos precisam poder consultar a lei.

Características do texto normativo

CaracterísticaExplicação
LinguagemFormal, clara e objetiva; sem duplo sentido
Tempo verbalGeralmente presente do indicativo (ideia de certeza)
OrganizaçãoTítulos, capítulos, artigos e incisos, em hierarquia
Ordem das ideiasDo mais geral (introdução) ao mais detalhado
FinalidadeOrganizar a sociedade com os mesmos direitos e deveres para todos
CirculaçãoSites, impressos e locais públicos de livre acesso

6Click! Mundo digital: quebra-cabeça da comunicação

Regras também existem no mundo digital. Para que computadores, celulares e outros aparelhos troquem informações, eles seguem conjuntos de regras que garantem uma transmissão rápida e segura de dados.

Na atividade, a turma se divide em quatro grupos (roxo, azul, verde e vermelho). Cada grupo escreve uma frase curta com verbos no subjuntivo, inspirada nos artigos do ECA, e depois transmite essa frase em cartões dentro de um envelope.

Cada envelope traz a cor do remetente (quem envia) na frente e a do destinatário (quem recebe) no verso. Isso imita o que acontece na internet: os dados viajam em pedaços e precisam de endereço para chegar ao lugar certo e serem remontados na ordem.

Exemplos

  • Frase criada a partir do ECA com subjuntivo: Que todos respeitem a liberdade das crianças.
  • Outra: Caso alguém desrespeite um adolescente, que a sociedade o proteja.
  • Regras de envio dos cartões: I – sem dicas; II – com algumas dicas (primeira palavra e última palavra no verso); III – com muitas dicas (posição da palavra nos cartões pares).
  • Se um cartão se perder, a mensagem chega incompleta e pode mudar de sentido — igual a um arquivo que chega corrompido na internet.

Comparação: atividade x internet

Na atividadeNa internet
Frase dividida em cartõesMensagem dividida em pacotes de dados
Cor do grupo no envelopeEndereço do remetente e do destinatário
Dicas de posição no versoNumeração que permite remontar os dados na ordem
Cartão perdidoPacote perdido: mensagem incompleta ou com erro

7Você constrói: criando o regulamento da turma

Agora é a vez de vocês produzirem um regulamento — um texto normativo com as regras que a turma deve seguir na escola.

A turma se divide em três grupos, e cada um fica com um tema. Todos listam ideias, conversam e escolhem o que vai virar artigo. As ideias devem ser organizadas em direitos, obrigações e proibições.

O regulamento é feito em etapas: planejar, escrever, votar, digitar coletivamente, revisar e, por fim, imprimir para que todos possam consultar. Lembre-se: as regras criadas não são enfeite — elas devem ser cumpridas por todos.

📐 Para guardar

  • Estrutura do regulamento: I – Disposições gerais | II – Dos direitos | III – Das obrigações | IV – Das proibições

Exemplos

  • Modelo de abertura: 'Art. 1º O presente Regulamento Interno da Turma do 6º ano tem por objetivo deixar claro quais são as normas que devem ser obedecidas por todos os integrantes da turma.'
  • 'Art. 2º O cumprimento rigoroso das regras abaixo possibilitará uma convivência harmoniosa, colaborativa e organizada para todos.'
  • Exemplo de artigo de proibição (Tema 3): 'Art. 8º É proibido deixar lixo embaixo das carteiras ao final da aula.'
  • Exemplo de artigo de obrigação (Tema 2): 'Art. 6º Caso um colega precise de ajuda, os demais devem auxiliá-lo com respeito.'

Os três temas do regulamento

TemaSobre o que pensar
1 – Comportamento durante a aulaAtitudes esperadas e atitudes que atrapalham a explicação
2 – Solidariedade, respeito e cuidadoAjudar os colegas, emprestar material, ouvir apresentações com respeito
3 – Organização da salaAções que mantêm o espaço adequado para todos aprenderem

Passo a passo da produção

PassoO que fazer
1Dividir-se em grupos, escolher o tema e pensar nas regras
2Escrever as regras do tema do grupo
3Compartilhar com a turma e votar quais entram no regulamento
4Digitar coletivamente o texto único, começando pelas Disposições gerais
5Revisar: estrutura, norma-padrão, clareza e possíveis dúvidas
6Imprimir e disponibilizar uma cópia para consulta de todos

Roteiro de revisão (checklist)

Pergunta para conferir
O texto está estruturado nos tópicos do modelo?
Há algo mal posicionado no texto?
A linguagem está na norma-padrão?
É possível interpretar de mais de uma forma?
Ficou compreensível para todos?
Há palavra ou ação que gere dúvida e precise de explicação?

8Neste capítulo, você estudou

Faça uma revisão rápida antes da prova. Este capítulo tratou de dois grandes blocos: textos normativos (regras, leis e regulamentos) e o modo subjuntivo.

Lembre-se das ideias-chave: as regras existem para garantir convivência justa e igualitária; normas valem para grupos e leis valem para toda a sociedade; e o subjuntivo é o modo da dúvida, do desejo e da hipótese.

Exemplos

  • Pergunta típica de prova: 'Qual a diferença entre norma e lei?' ➜ Norma é criada por um grupo e vale só para ele; lei é criada pelo governo e vale para toda a sociedade.
  • Pergunta típica: 'Por que as leis usam o presente do indicativo?' ➜ Porque ele dá ideia de certeza, tornando o texto objetivo e assertivo.

Checklist de estudo

ConteúdoPontos essenciais
Características do texto normativoLinguagem formal e clara; presente; títulos, capítulos e artigos; circula em locais públicos
Norma x leiGrupo específico x toda a sociedade
Modo verbal subjuntivoIncerteza, possibilidade, hipótese e desejo
Tempos do subjuntivoPresente, pretérito imperfeito, futuro e tempos compostos
Correlação verbalOs tempos dos verbos precisam combinar logicamente

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Capítulo 11 – A importância das regras (Unidade 3: Viver e agir em sociedade)

Resumo rápido

Capítulo 11 – A importância das regras (Unidade 3: Viver e agir em sociedade)

Resumo rápido

1Por que existem regras?

As regras são combinados que organizam a vida em sociedade. Elas aparecem em casa, na rua, na escola, no condomínio, no museu e na biblioteca.

Muitas vezes seguimos regras sem perceber, como atravessar na faixa de pedestres ou formar fila. Algumas regras estão escritas em documentos; outras aprendemos pela convivência.

Quando todos conhecem e cumprem as regras, a convivência fica mais justa e segura para todo mundo.

Exemplo

  • Levantar a mão para pedir a vez de falar em público é uma regra que não está escrita, mas quase todos seguem.

2Texto em cena: regras dos museus

O texto Pode? Não pode? Por quê? explica as regras dos museus tradicionais (aqueles em que só observamos as obras). Nos museus interativos, é permitido tocar e experimentar.

O que não pode: tocar nos objetos (o toque desgasta e a gordura da mão estraga o material) e fotografar com flash (a luz desbota as peças).

O que pode: conversar baixinho, perguntar e criticar, ou seja, formar sua própria opinião. Comer não é boa ideia por causa da sujeira.

A linguagem do texto é simples: usa ditados populares e exemplos do dia a dia para explicar ciência de um jeito fácil.

Exemplo

  • "Água mole em pedra dura tanto bate até que fura" explica por que o pé da estátua de São Pedro, no Vaticano, ficou arredondado de tanto ser tocado.

3Linguagem em foco: o modo subjuntivo

O modo subjuntivo é o modo verbal que expressa dúvida, hipótese, possibilidade ou desejo. Ele é diferente do modo indicativo, que expressa certeza.

Em "...está contribuindo para que ele se desgaste", o verbo desgaste mostra algo que pode acontecer, não algo certo.

Exemplo

  • Indicativo (certeza): Ele visita o museu. / Subjuntivo (dúvida): Talvez ele visite o museu.

3.1Presente do subjuntivo

Indica um fato incerto no presente ou no futuro e também desejos e conselhos. Costuma vir depois de talvez, é necessário que, é possível que, tomara que, convém que, espero que.

Exemplo

  • Tomara que ninguém fotografe com flash.

3.2Pretérito imperfeito do subjuntivo

Indica uma hipótese, algo que só aconteceria sob certa condição. Aparece com se, que ou caso e costuma se ligar a um verbo no futuro do pretérito do indicativo (faria, seria, haveria).

Exemplo

  • Se eu fosse artista, faria uma bela exposição no museu.

3.3Futuro do subjuntivo

Indica um acontecimento possível no futuro. Vem quase sempre com quando ou se.

Exemplo

  • Se quiser vir ao museu comigo, comprarei logo os ingressos.

3.4Como conjugar (terminações)

Presente: cante, venda, parta (eu) – as terminações mudam a vogal do verbo.

Pretérito imperfeito: terminam em -asse, -esse, -isse (cantasse, vendesse, partisse).

Futuro: parecem o infinitivo (cantar, vender, partir), mas mudam nas outras pessoas: cantares, cantarmos, cantarem.

3.5Correlação verbal

Correlação verbal é a combinação lógica entre os verbos de uma frase. Se o primeiro verbo indica hipótese, o segundo também precisa indicar algo incerto.

Exemplo

  • Certo: Se todos fotografassem o quadro, ele estaria desbotado. / Errado: Se todos fotografassem o quadro, ele está desbotado.

3.6Tempo composto do subjuntivo

É formado por um verbo auxiliar (ter ou haver) no subjuntivo + o verbo principal no particípio (terminado em -ado ou -ido).

📐 Para guardar

  • ter/haver (no subjuntivo) + verbo principal no particípio

Exemplo

  • Se ele tivesse visitado o museu, veria obras renomadas.

3.7Fala do dia a dia

Na conversa informal, muita gente troca o subjuntivo pelo indicativo, como em "Talvez chegarei a tempo" ou "Se eu digo isso, ninguém acredita". Na norma-padrão, o certo é usar o subjuntivo: Talvez eu chegue, Se eu disser.

Exemplo

  • Informal: Se eu descumpro as regras, você me avisa? → Norma-padrão: Se eu descumprir as regras, você me avisa?

4Panorama: normas e leis

Norma é uma regra criada por um grupo específico para organizar a convivência dele, como as regras de uma brincadeira, da sala de aula ou de um museu.

Lei é uma regra mais ampla, criada pelo governo para toda a sociedade. É obrigatória para todos os cidadãos e serve para manter a ordem e proteger direitos.

Um exemplo de lei é o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 1990). Ele garante a proteção integral de crianças (até 12 anos incompletos) e adolescentes (de 12 a 18 anos), com direitos à vida, à saúde, à liberdade, ao respeito e à dignidade.

Exemplo

  • Art. 15 do ECA: "A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade..." – verbo no presente do indicativo, que dá ideia de certeza.

5Características dos textos normativos

Textos normativos são aqueles que estabelecem regras (leis, estatutos, regulamentos). Sua finalidade é organizar a vida em sociedade, dando os mesmos direitos e deveres a todos.

Usam linguagem formal, clara e objetiva, quase sempre no presente do indicativo, para não deixar dúvidas nem permitir mais de uma interpretação.

São organizados em hierarquia: títulos → capítulos → artigos → incisos (números romanos). Começam pelas informações gerais e vão detalhando.

Circulam em locais de acesso livre, como sites oficiais e impressos em lugares públicos.

Exemplo

  • No ECA, o Título I – Das Disposições Preliminares funciona como a introdução da lei.

6Você constrói: regulamento da turma

A proposta é criar, junto com a turma, um regulamento interno para a escola, seguindo a estrutura dos textos normativos.

Passos: dividir-se em grupos por tema (comportamento na aula, respeito aos colegas, organização da sala); listar ideias; votar as regras que entrarão no texto; escrever em artigos numerados, começando pelas Disposições gerais.

Depois, revisar tudo: conferir se a linguagem está na norma-padrão, se o texto é claro e se não permite duas interpretações. Por fim, imprimir e distribuir para que todos consultem e cumpram.

Exemplo

  • *Art. 1º O presente Regulamento Interno da Turma do 6º ano tem por objetivo deixar claro quais são as normas que devem ser obedecidas por todos os integrantes da turma.*

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