Capítulo 11 – A importância das regras (Unidade 3: Viver e agir em sociedade)
Resumo completo
Capítulo 11 – A importância das regras (Unidade 3: Viver e agir em sociedade)
Resumo completo
1Abertura da Unidade: Viver e agir em sociedade
A unidade começa falando da série A árvore familiar dos Croods, que continua a história do filme Os Croods: uma nova era. Nela, duas famílias bem diferentes — os Croods (selvagens e livres) e os Bettermans (organizados e cheios de regras) — precisam viver juntas.
Essa convivência mostra algo importante: quando pessoas diferentes dividem o mesmo espaço, é preciso diálogo e é preciso criar regras que todos ajudem a construir e a cumprir.
Nesta unidade você vai estudar textos que organizam a vida em sociedade (regras, leis e regulamentos) e também conteúdos de gramática, como o modo subjuntivo.
Exemplos
Exemplo de conflito na série: os Bettermans querem horários e regras rígidas; os Croods querem liberdade total. A solução é conversar e combinar regras comuns.
Pergunta de abertura para pensar: 'Em que situações você tem contato com regras?' — Em casa, na escola, no trânsito, no jogo com os amigos.
O que você vai aprender na Unidade 3
Aprendizagem
Do que se trata
Gêneros normativos
Regras de convivência e leis
Gêneros reivindicatórios
Mensagens e e-mails de reivindicação
Artigo de opinião
Texto para defender um ponto de vista
Modo subjuntivo
Verbos que indicam dúvida, desejo e hipótese
Advérbios e preposições
Palavras que ligam e dão sentido ao texto
Frase, oração e período
Como organizar as partes do texto
mau/mal e onde/aonde
Uso correto dessas palavras
1As regras no nosso dia a dia
Regras são combinados que dizem o que pode e o que não pode ser feito em um lugar ou situação. Muitas vezes seguimos regras sem nem perceber, de tão acostumados que estamos.
Atravessar na faixa de pedestres, levantar a mão para falar e entrar na fila para ser atendido são exemplos de regras que seguimos naturalmente.
As regras nos acompanham a vida toda e em vários espaços: em casa, no condomínio, nas ruas, no teatro, na biblioteca e no museu. Algumas estão escritas em documentos; outras aprendemos observando e convivendo com as pessoas.
Exemplos
Regra não escrita: falar baixo no cinema. Ninguém colou um cartaz, mas todos aprendem observando os outros.
Regra escrita: o regulamento de um condomínio, que diz os horários em que é permitido fazer barulho.
Onde encontramos regras
Lugar
Exemplo de regra
É escrita?
Rua/trânsito
Atravessar na faixa de pedestres
Sim (lei de trânsito)
Escola
Levantar a mão para falar
Às vezes (regulamento)
Fila do banco
Respeitar a ordem de chegada
Não (combinado social)
Museu
Não tocar nos objetos
Sim (placas e normas)
Condomínio
Recolher as fezes do pet
Sim (regimento interno)
2Texto em cena: "Pode? Não pode? Por quê?"
O texto foi publicado pela revista Ciência Hoje das Crianças e explica, com linguagem simples, as regras dos museus tradicionais (aqueles em que só olhamos as obras).
O objetivo do texto é citar o que é permitido ou não em um museu e explicar o porquê de cada regra. Ou seja, ele não cria regras novas: ele mostra a razão científica delas.
O texto também avisa que existem os museus interativos, onde é permitido tocar e experimentar. Por isso, as regras não valem igualmente para todos os museus.
Exemplos
Por que não tocar? Cada mão desgasta um pouquinho o objeto. Com milhares de visitantes por ano, o desgaste fica grande — como o pé da estátua de São Pedro, no Vaticano, que ficou arredondado de tanto ser tocado.
Por que a mão estraga? Nossa pele solta uma gordura que gruda no objeto (é a mesma marca que os dedos deixam no vidro) e essa gordura diminui a durabilidade do material.
Por que não usar flash? A luz do flash tem raios ultravioleta (como os do Sol) que desbotam tecidos e papéis. Por isso há salas escuras com uma luz especial só sobre a obra.
Comer: não é boa ideia, porque caem migalhas e o lugar fica sujo. (Proibição indireta, feita por um conselho.)
Pode ou não pode no museu tradicional?
Ação
Pode?
Por quê?
Tocar nos objetos
Não
O toque desgasta e a gordura da mão danifica o material
Fotografar com flash
Não
A luz ultravioleta desbota e desgasta as obras
Fotografar sem flash
Sim
Não há luz forte que danifique a obra
Conversar
Sim, em voz baixa
Desde que não atrapalhe os outros visitantes
Conversar alto
Não
Incomoda quem está apreciando as obras
Comer
Não é recomendado
Migalhas sujam o espaço
Perguntar
Sim
Quanto mais observamos, mais perguntas surgem
Criticar / dar opinião
Sim
Olhar com atenção ajuda a formar a própria opinião
Dois tipos de museu
Tipo
Como é
Regra sobre tocar
Tradicional
Vamos apenas apreciar o que está exposto
Não se pode tocar
Interativo
Todos podem experimentar e mexer
Pode tocar e interagir
2.1A linguagem do texto e o público-alvo
Antes de escrever, o autor pensa em quem vai ler (o público-alvo). Como o texto é para crianças, a linguagem é simples e cheia de comparações do dia a dia.
O autor usa o ditado popular "água mole em pedra dura tanto bate até que fura" para explicar o desgaste causado pelo toque. Usa a marca dos dedos no vidro para mostrar a gordura da pele. E usa a etiqueta de roupa que manda secar à sombra para mostrar como a luz desbota.
Esses recursos deixam a linguagem simples e acessível para quaisquer pessoas, mesmo quem não entende de ciência.
Exemplos
Ditado + fato: 'água mole em pedra dura tanto bate até que fura' ➜ muitas mãos tocando desgastam a obra ao longo dos anos.
Exemplo do vidro ➜ prova que nossa mão solta gordura mesmo quando está limpa.
Exemplo da etiqueta secar à sombra ➜ prova que a luz altera e desbota materiais delicados.
Recursos de linguagem usados no texto
Recurso
Serve para explicar
Ditado popular da água e da pedra
O desgaste lento causado pelo toque
Marca dos dedos no vidro
A gordura da mão que estraga os materiais
Etiqueta secar à sombra
O poder da luz de desbotar tecidos
Comparação com o cinema
Falar baixo para não atrapalhar os outros
2.2Proibição explícita e proibição implícita
Uma proibição explícita é escrita de forma direta, geralmente com palavras como é proibido, não é permitido, não pode.
Uma proibição implícita aparece disfarçada de conselho ou de explicação. É o caso do trecho sobre comer no museu: o texto diz que não é lá uma boa ideia e termina com a pergunta "E quem é que gosta de passear em um lugar sujo?".
Essa pergunta não espera resposta: ela serve para fazer o leitor refletir e concordar com o autor. Em um regulamento de verdade, essa mesma ideia viraria uma frase direta.
Exemplos
Trecho do texto (implícito): 'Comer no museu não é lá uma boa ideia, porque algumas pessoas não são cuidadosas e deixam cair migalhas pelo chão.'
Transformando em regra explícita: 'É proibido comer dentro das salas de exposição do museu.'
Outra forma: 'Não é permitido o consumo de alimentos e bebidas nas áreas de exposição.'
Comparando os dois jeitos de proibir
Tipo
Como aparece
Exemplo
Explícita
Frase direta, com verbo de proibição
É proibido tocar nas obras.
Implícita
Conselho, explicação ou pergunta reflexiva
Comer no museu não é lá uma boa ideia...
2.3Acessibilidade no museu: a obra para tocar
No Museu do Ipiranga (São Paulo) fica a tela Independência ou Morte, de Pedro Américo (1888). Pela organização do espaço — quadros na parede, corrimão separando o público — percebemos que é um museu tradicional.
Mas o museu também oferece uma reprodução em alto-relevo da tela, menor, com a placa PARA TOCAR e uma legenda em braile, além de faixa de áudio.
Essa indicação avisa que, naquele objeto específico, é permitido tocar. Isso torna a visita mais acessível e inclusiva, principalmente para pessoas com deficiência visual, que podem sentir a obra com as mãos.
Exemplos
A tela Independência ou Morte fica no Museu do Ipiranga porque o museu conta a história do Brasil, e a obra retrata a independência (tema histórico ligado ao acervo).
A placa 'PARA TOCAR: reprodução de detalhe da pintura Independência ou morte' + braile + FAIXA 328 (áudio) = recursos de acessibilidade.
3Linguagem em foco: o modo subjuntivo
Os verbos podem ser conjugados em modos verbais. O modo indicativo mostra certeza (eu estudo, ele viajou). Já o modo subjuntivo expressa dúvida, hipótese, possibilidade ou desejo — ou seja, coisas que talvez aconteçam.
Na frase do texto "Cada vez que você põe a mão em um objeto está contribuindo para que ele se desgaste", o verbo põe indica certeza, a locução está contribuindo indica continuidade, e desgaste indica possibilidade: está no subjuntivo.
Guarde esta dica: o subjuntivo quase sempre vem depois de palavras como que, se, quando, caso, talvez, tomara que.
📐 Para guardar
Modo indicativo = CERTEZA | Modo subjuntivo = DÚVIDA, DESEJO, HIPÓTESE
Dicas de reconhecimento: talvez / tomara que / é necessário que / espero que + PRESENTE do subjuntivo
se / caso + PRETÉRITO IMPERFEITO do subjuntivo
quando / se (ideia de futuro) + FUTURO do subjuntivo
Exemplos
Que os visitantes mantenham o museu limpo para todos passearem. ➜ desejo que pode ocorrer (presente do subjuntivo).
Quando os visitantes mantiverem o museu limpo, todos poderão passear. ➜ condição futura para algo ocorrer (futuro do subjuntivo).
Se os visitantes mantivessem o museu limpo, todos poderiam ter passeado. ➜ hipótese que não se concretizou (pretérito imperfeito do subjuntivo).
Indicativo x Subjuntivo
Modo
Ideia que passa
Exemplo
Indicativo
Certeza, fato real
Ele visita o museu todo mês.
Subjuntivo
Dúvida, desejo, hipótese
Tomara que ele visite o museu.
3.1Presente do subjuntivo
O presente do subjuntivo indica um fato incerto no presente ou no futuro. Também serve para expressar desejos, possibilidades e conselhos.
Ele costuma aparecer depois da palavra talvez e de expressões como é necessário que, é possível que, tomara que, convém que, espero que.
Repare que quase sempre existe um que antes do verbo.
📐 Para guardar
Talvez / Tomara que / Espero que / Convém que / É necessário que + verbo no presente do subjuntivo
Exemplos
Esperamos que você esteja ciente das regras. ➜ esteja está no presente do subjuntivo.
Tomara que ninguém fotografe com flash, pois isso danifica as obras. ➜ fotografe está no presente do subjuntivo.
Passo a passo: pegue a regra Sempre recolher as fezes do pet. Comece com Convém que o tutor... e conjugue: Convém que o tutor recolha sempre as fezes do pet.
Outro: Utilizar a caixa de transporte ➜ Convém que o tutor utilize a caixa de transporte.
3.2Pretérito imperfeito do subjuntivo
O pretérito imperfeito do subjuntivo indica uma hipótese, algo imaginado. Essa hipótese pode se ligar ao presente, ao passado ou ao futuro.
Ele costuma vir acompanhado das palavras se, que ou caso, e dentro da frase se relaciona com um verbo no indicativo (normalmente no futuro do pretérito: faria, haveria, poderia).
📐 Para guardar
Se / Caso + pretérito imperfeito do subjuntivo ... + futuro do pretérito do indicativo (-ria)
Exemplos
Se eu fosse artista, faria uma bela exposição no museu. ➜ fosse (pret. imperf. subj.) + faria (fut. do pretérito do indicativo).
Não haveria problemas se você soubesse se comportar. ➜ haveria (indicativo) + soubesse (subjuntivo).
Se ele explicasse as telas, o público saberia do que elas tratam.
3.3Futuro do subjuntivo
O futuro do subjuntivo indica um acontecimento possível no futuro: algo que ainda não aconteceu, mas pode acontecer.
Ele aparece quase sempre depois das palavras quando e se.
Cuidado para não confundir com o infinitivo: em quando formos, se quiser, se comer, o verbo está no futuro do subjuntivo porque depende de uma condição.
📐 Para guardar
Quando / Se + futuro do subjuntivo ... + futuro do presente do indicativo (-rei, -remos)
Exemplos
Lembraremos de você quando formos à exposição. ➜ formos (futuro do subjuntivo) + lembraremos (futuro do presente do indicativo).
Se quiser vir ao museu comigo, comprarei logo os ingressos.
Quando eu for à exposição, quero ver os quadros famosos.
Classificando frases (atividade 3 do livro)
Frase
Verbo
Tempo do subjuntivo
Se ele comer dentro do museu, vai ter confusão.
comer
Futuro
Que ninguém fale durante a visitação.
fale
Presente
Se você viesse à exibição comigo, seria legal.
viesse
Pretérito imperfeito
Caso eu compre os ingressos, você vai?
compre
Presente
Quando eu for à exposição, quero ver os quadros.
for
Futuro
Se ele explicasse as telas, o público saberia...
explicasse
Pretérito imperfeito
Que eles falem durante a visitação guiada...
falem
Presente
3.4Para ir além: correlação verbal
Correlação verbal é a relação lógica entre os verbos de uma frase. Os tempos precisam combinar entre si para a frase fazer sentido.
Se o primeiro verbo indica uma hipótese, o segundo também precisa manter essa ideia de algo não certo. Se um verbo diz talvez e o outro diz com certeza, a frase fica estranha.
✔ Correto: Se todos os visitantes de um museu fotografassem um mesmo quadro diariamente, logo ele estaria desbotado. (fotografassem = pret. imperf. do subjuntivo; estaria = futuro do pretérito do indicativo — os dois mantêm a hipótese.)
✘ Errado: Se todos os visitantes de um museu fotografassem um mesmo quadro diariamente, logo ele está desbotado. (está indica certeza e quebra a lógica.)
3.5Conjugação do modo subjuntivo
Para conjugar, observe as terminações de cada tempo. Elas mudam conforme a conjugação do verbo: 1ª (-AR), 2ª (-ER) e 3ª (-IR).
Uma dica prática: no presente do subjuntivo, verbos em -AR ganham -e; verbos em -ER e -IR ganham -a. No pretérito imperfeito, todos ganham -sse. No futuro, a forma se parece com o infinitivo.
📐 Para guardar
Presente: -AR ➜ e, es, e, emos, eis, em | -ER/-IR ➜ a, as, a, amos, ais, am
Pretérito imperfeito: -asse / -esse / -isse (+ s, mos, is, m)
Futuro: -ar / -er / -ir (+ es, mos, des, em)
Exemplos
Emprestar (1ª conjugação): presente ➜ que eu empreste, que tu emprestes, que ele empreste, que nós emprestemos, que vós empresteis, que eles emprestem.
Emprestar: pretérito imperfeito ➜ se eu emprestasse, se tu emprestasses, se ele emprestasse, se nós emprestássemos, se vós emprestásseis, se eles emprestassem.
Emprestar: futuro ➜ quando eu emprestar, emprestares, emprestar, emprestarmos, emprestardes, emprestarem.
Devolver (2ª conjugação): que eu devolva / se eu devolvesse / quando eu devolver.
Presente do subjuntivo
Pessoa
Cantar
Vender
Partir
Eu
cante
venda
parta
Tu
cantes
vendas
partas
Ele/Ela
cante
venda
parta
Nós
cantemos
vendamos
partamos
Vós
canteis
vendais
partais
Eles/Elas
cantem
vendam
partam
Pretérito imperfeito do subjuntivo
Pessoa
Cantar
Vender
Partir
Eu
cantasse
vendesse
partisse
Tu
cantasses
vendesses
partisses
Ele/Ela
cantasse
vendesse
partisse
Nós
cantássemos
vendêssemos
partíssemos
Vós
cantásseis
vendêsseis
partísseis
Eles/Elas
cantassem
vendessem
partissem
Futuro do subjuntivo
Pessoa
Cantar
Vender
Partir
Eu
cantar
vender
partir
Tu
cantares
venderes
partires
Ele/Ela
cantar
vender
partir
Nós
cantarmos
vendermos
partirmos
Vós
cantardes
venderdes
partirdes
Eles/Elas
cantarem
venderem
partirem
3.6O subjuntivo nas regras escritas
Textos de regras usam bastante o subjuntivo, principalmente o futuro do subjuntivo, porque falam de situações que podem acontecer no futuro.
No texto Regras para empréstimo de livros, aparecem formas como precise e haja, ligadas à palavra caso. Elas mostram um acontecimento possível: se aquela situação ocorrer, a regra explica o que fazer.
Exemplos
Caso o leitor precise de mais tempo para leitura, ele deve ir à biblioteca e renovar o aluguel. ➜ situação possível + o que fazer.
Caso haja mais de um leitor interessado no mesmo livro, o empréstimo será realizado de acordo com a ordem de cadastro.
Caso o leitor não o retire nesse tempo, o livro volta a ficar disponível para outros leitores.
Nova regra criada por você: Caso o leitor danifique o livro, ele deverá comunicar a biblioteca imediatamente.
Situação ➜ o que é feito (regras da biblioteca)
Situação
O que acontece
O aluno precisa de mais tempo para ler
Vai à biblioteca e renova o aluguel (só 1 renovação)
Mais de um interessado no mesmo livro
O empréstimo segue a ordem de cadastro
Não retirou o livro em até 24 horas
O livro volta a ficar disponível para outros leitores
3.7Tempo composto no modo subjuntivo
O subjuntivo também pode aparecer no tempo composto. Isso significa usar dois verbos: um verbo auxiliar (ter ou haver) conjugado no subjuntivo + o verbo principal no particípio (terminado em -ado ou -ido).
O tempo composto costuma indicar uma ação já concluída dentro daquela hipótese ou desejo.
📐 Para guardar
Tempo composto do subjuntivo = ter/haver (no subjuntivo) + verbo principal no particípio (-ado/-ido)
Exemplos
Simples: Se ele visitasse o museu, veria obras renomadas. ➜ Composto: Se ele tivesse visitado o museu, veria obras renomadas.
Vou adorar quando finalmente for ao museu. ➜ Vou adorar quando finalmente tiver ido ao museu.
Que nós decidamos as regras do condomínio. ➜ Que nós tenhamos decidido as regras do condomínio.
Se eu falasse durante a explicação do guia, não entenderia nada. ➜ Se eu tivesse falado durante a explicação do guia, não teria entendido nada.
Simples x Composto
Tempo
Forma simples
Forma composta
Presente
que eu cante
que eu tenha cantado
Pretérito imperfeito
se eu cantasse
se eu tivesse cantado
Futuro
quando eu cantar
quando eu tiver cantado
3.8(Com)Texto: o subjuntivo na fala do dia a dia
Na conversa informal, quase ninguém segue a norma-padrão o tempo todo. Trocamos viajarei por vou viajar e, muitas vezes, usamos o indicativo no lugar do subjuntivo.
É o que acontece em frases como "Talvez chegarei a tempo" ou "Se eu digo isso, ninguém acredita". O sentido continua sendo de dúvida, mas o verbo está no indicativo.
Na norma-padrão, o certo é usar o subjuntivo. Repare que a mensagem continua a mesma: só muda o grau de formalidade.
Exemplos
Fala informal: Vamos combinar uma coisa, João: se eu descumpro as regras, você me avisa? ➜ descumpro e avisa estão no presente do indicativo, mas o sentido é de possibilidade futura.
Norma-padrão: Se eu descumprir as regras, você me avisará? ➜ descumprir (futuro do subjuntivo) + avisará (futuro do presente do indicativo).
As duas frases passam a mesma mensagem; muda apenas a adequação à norma-padrão.
Fala informal x Norma-padrão
Informal
Norma-padrão
Talvez chegarei a tempo.
Talvez eu chegue a tempo.
Se eu digo isso, ninguém acredita.
Se eu disser isso, ninguém acreditará.
Se eu descumpro as regras, você me avisa?
Se eu descumprir as regras, você me avisará?
4Recapitulando o modo subjuntivo
Antes da prova, memorize o quadro-resumo: o modo subjuntivo expressa incerteza, possibilidade, hipótese ou desejo, e tem três tempos simples (presente, pretérito imperfeito e futuro) mais os tempos compostos.
Um erro comum é confundir o futuro do subjuntivo com o infinitivo, porque as formas se parecem. Use a dica: se vier depois de se ou quando e indicar condição, é futuro do subjuntivo.
📐 Para guardar
Presente do subjuntivo ➜ fato incerto no presente/futuro ou desejo
Pretérito imperfeito do subjuntivo ➜ hipótese
Futuro do subjuntivo ➜ acontecimento possível no futuro
Exemplos
Exercício resolvido: 'Se todos nós seguirmos com atenção as regras, teremos uma visitação tranquila.' ➜ seguirmos = futuro do subjuntivo; teremos = futuro do presente do indicativo. Alternativa correta: letra c.
Explicação: o primeiro verbo mostra uma condição possível no futuro (subjuntivo) e o segundo mostra o resultado certo dessa condição (indicativo) — há correlação verbal correta.
Complete: Se você tivesse mais tempo livre, conseguiria se exercitar. (ter ➜ pretérito imperfeito)
Complete: Tomara que nós voltemos mais cedo para casa hoje. (voltar ➜ presente)
Complete: Se tu chegares cedo, encontrarás tua avó aqui. (chegar ➜ futuro)
Complete: Quando ele chamar, você me avisa? (chamar ➜ futuro)
Frases com É importante que nós...: É importante que nós vejamos a exposição. / É importante que nós cantemos juntos. / É importante que nós ouçamos o guia.
Resumo dos tempos do subjuntivo
Tempo
Ideia
Palavras que acompanham
Exemplo
Presente
Fato incerto no presente/futuro; desejo
talvez, tomara que, espero que, convém que
Tomara que minha mãe não venda o carro.
Pretérito imperfeito
Hipótese
se, que, caso
Eu seria mais feliz se abrissem uma sorveteria na minha rua.
Futuro
Acontecimento possível no futuro
quando, se
Tudo ficará melhor quando os pássaros cantarem.
Composto
Ação concluída dentro da hipótese
ter/haver + particípio
Se ela tivesse cantado no show, todos teriam visto seu talento.
5Panorama: o ECA e a diferença entre norma e lei
Além das regras de lugares específicos (como o museu), existem regras mais amplas, que organizam a vida de toda a sociedade: as leis.
Em 1990 entrou em vigor no Brasil o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Ele reúne regras que protegem os direitos de crianças e adolescentes.
Segundo o ECA, criança é a pessoa até doze anos incompletos e adolescente é quem tem entre doze e dezoito anos. Definir isso é essencial: sem o artigo 2º, ninguém saberia exatamente a quem a lei se aplica.
Exemplos
Quem sancionou (aprovou) o ECA foi o Presidente da República. Como ele governa o país inteiro, a lei vale em todo o território nacional.
Art. 1º diz do que a lei trata (proteção integral); Art. 2º diz a quem ela se aplica (criança e adolescente). O 2º completa e delimita o 1º.
Art. 7º: o direito à vida e à saúde é garantido por meio de políticas sociais públicas que permitam nascimento e desenvolvimento sadio.
Dado do Unicef: em 2022, 37% das crianças não tinham acesso adequado a banheiro e esgoto e 5,4% não tinham água potável ➜ o artigo 7º não está sendo amplamente cumprido.
Art. 15 está escrito no presente do indicativo (têm), que dá ideia de certeza e objetividade — o mais adequado para uma lei.
Art. 18 começa com É dever, que expressa obrigatoriedade. Se fosse É permitido, viraria apenas uma opção, e ninguém seria obrigado a proteger a criança.
Norma x Lei
Aspecto
Norma
Lei
Quem estabelece
Um grupo específico de pessoas
O governo / autoridade do país
Para quem vale
Só para aquele grupo
Para toda a sociedade
Objetivo
Orientar ações e garantir convívio harmonioso
Manter a ordem, proteger direitos e garantir justiça
Exemplos
Regras de uma brincadeira, regras da sala de aula, regras do museu
ECA, Código de Trânsito, Constituição
Direito à liberdade (Art. 16 do ECA)
Inciso
Aspecto do direito à liberdade
I
Ir, vir e estar em lugares públicos e comunitários
II
Opinião e expressão
III
Crença e culto religioso
IV
Brincar, praticar esportes e divertir-se
V
Participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação
VI
Participar da vida política, na forma da lei
VII
Buscar refúgio, auxílio e orientação
Como o ECA está organizado
Parte
Conteúdo
Função
Título I – Disposições Preliminares
Arts. 1º e 2º
Introdução da lei
Título II – Dos Direitos Fundamentais
Capítulos I e II
Desenvolvimento: detalha os direitos
Capítulo I
Do direito à vida e à saúde
Detalhamento
Capítulo II
Do direito à liberdade, ao respeito e à dignidade
Detalhamento
5.1Direito ao respeito (Art. 17)
O direito ao respeito significa que ninguém pode violar a integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente. Isso inclui proteger a imagem, a identidade, a autonomia, os valores, as ideias, as crenças e os objetos pessoais.
Por isso, na TV, os rostos de crianças costumam aparecer borrados quando elas não foram autorizadas a aparecer: isso preserva a identidade delas.
Exemplos
✔ Preserva o direito: em uma reportagem sobre problemas sanitários, as crianças aparecem com os rostos borrados.
✘ Viola o direito: crianças entrevistadas e filmadas sem permissão dos pais ou responsáveis.
✘ Viola o direito: crianças trabalhando em fábrica de tijolos, expostas a calor e risco de acidente.
5.2Características do texto normativo
Texto normativo é aquele que estabelece regras, como leis e regulamentos. Ele tem características bem marcadas que você precisa saber identificar.
A linguagem é formal, clara e objetiva, escrita no tempo presente, para que não haja dúvida nem mais de uma interpretação possível.
Ele é organizado em partes com hierarquia: títulos ➜ capítulos ➜ artigos ➜ incisos. Começa pelo mais geral e vai detalhando. A finalidade é organizar a vida em sociedade, e ele circula em lugares de acesso livre, como sites do governo e impressos públicos.
📐 Para guardar
Hierarquia: Título ➜ Capítulo ➜ Artigo ➜ Inciso (I, II, III...)
Exemplos
Finalidade principal do ECA: regulamentar direitos e deveres de crianças e adolescentes para sua proteção.
O ECA circula em sites do governo, bibliotecas, escolas e impressos distribuídos em locais públicos, porque todos precisam poder consultar a lei.
Características do texto normativo
Característica
Explicação
Linguagem
Formal, clara e objetiva; sem duplo sentido
Tempo verbal
Geralmente presente do indicativo (ideia de certeza)
Organização
Títulos, capítulos, artigos e incisos, em hierarquia
Ordem das ideias
Do mais geral (introdução) ao mais detalhado
Finalidade
Organizar a sociedade com os mesmos direitos e deveres para todos
Circulação
Sites, impressos e locais públicos de livre acesso
6Click! Mundo digital: quebra-cabeça da comunicação
Regras também existem no mundo digital. Para que computadores, celulares e outros aparelhos troquem informações, eles seguem conjuntos de regras que garantem uma transmissão rápida e segura de dados.
Na atividade, a turma se divide em quatro grupos (roxo, azul, verde e vermelho). Cada grupo escreve uma frase curta com verbos no subjuntivo, inspirada nos artigos do ECA, e depois transmite essa frase em cartões dentro de um envelope.
Cada envelope traz a cor do remetente (quem envia) na frente e a do destinatário (quem recebe) no verso. Isso imita o que acontece na internet: os dados viajam em pedaços e precisam de endereço para chegar ao lugar certo e serem remontados na ordem.
Exemplos
Frase criada a partir do ECA com subjuntivo: Que todos respeitem a liberdade das crianças.
Outra: Caso alguém desrespeite um adolescente, que a sociedade o proteja.
Regras de envio dos cartões: I – sem dicas; II – com algumas dicas (primeira palavra e última palavra no verso); III – com muitas dicas (posição da palavra nos cartões pares).
Se um cartão se perder, a mensagem chega incompleta e pode mudar de sentido — igual a um arquivo que chega corrompido na internet.
Comparação: atividade x internet
Na atividade
Na internet
Frase dividida em cartões
Mensagem dividida em pacotes de dados
Cor do grupo no envelope
Endereço do remetente e do destinatário
Dicas de posição no verso
Numeração que permite remontar os dados na ordem
Cartão perdido
Pacote perdido: mensagem incompleta ou com erro
7Você constrói: criando o regulamento da turma
Agora é a vez de vocês produzirem um regulamento — um texto normativo com as regras que a turma deve seguir na escola.
A turma se divide em três grupos, e cada um fica com um tema. Todos listam ideias, conversam e escolhem o que vai virar artigo. As ideias devem ser organizadas em direitos, obrigações e proibições.
O regulamento é feito em etapas: planejar, escrever, votar, digitar coletivamente, revisar e, por fim, imprimir para que todos possam consultar. Lembre-se: as regras criadas não são enfeite — elas devem ser cumpridas por todos.
📐 Para guardar
Estrutura do regulamento: I – Disposições gerais | II – Dos direitos | III – Das obrigações | IV – Das proibições
Exemplos
Modelo de abertura: 'Art. 1º O presente Regulamento Interno da Turma do 6º ano tem por objetivo deixar claro quais são as normas que devem ser obedecidas por todos os integrantes da turma.'
'Art. 2º O cumprimento rigoroso das regras abaixo possibilitará uma convivência harmoniosa, colaborativa e organizada para todos.'
Exemplo de artigo de proibição (Tema 3): 'Art. 8º É proibido deixar lixo embaixo das carteiras ao final da aula.'
Exemplo de artigo de obrigação (Tema 2): 'Art. 6º Caso um colega precise de ajuda, os demais devem auxiliá-lo com respeito.'
Os três temas do regulamento
Tema
Sobre o que pensar
1 – Comportamento durante a aula
Atitudes esperadas e atitudes que atrapalham a explicação
2 – Solidariedade, respeito e cuidado
Ajudar os colegas, emprestar material, ouvir apresentações com respeito
3 – Organização da sala
Ações que mantêm o espaço adequado para todos aprenderem
Passo a passo da produção
Passo
O que fazer
1
Dividir-se em grupos, escolher o tema e pensar nas regras
2
Escrever as regras do tema do grupo
3
Compartilhar com a turma e votar quais entram no regulamento
4
Digitar coletivamente o texto único, começando pelas Disposições gerais
5
Revisar: estrutura, norma-padrão, clareza e possíveis dúvidas
6
Imprimir e disponibilizar uma cópia para consulta de todos
Roteiro de revisão (checklist)
Pergunta para conferir
O texto está estruturado nos tópicos do modelo?
Há algo mal posicionado no texto?
A linguagem está na norma-padrão?
É possível interpretar de mais de uma forma?
Ficou compreensível para todos?
Há palavra ou ação que gere dúvida e precise de explicação?
8Neste capítulo, você estudou
Faça uma revisão rápida antes da prova. Este capítulo tratou de dois grandes blocos: textos normativos (regras, leis e regulamentos) e o modo subjuntivo.
Lembre-se das ideias-chave: as regras existem para garantir convivência justa e igualitária; normas valem para grupos e leis valem para toda a sociedade; e o subjuntivo é o modo da dúvida, do desejo e da hipótese.
Exemplos
Pergunta típica de prova: 'Qual a diferença entre norma e lei?' ➜ Norma é criada por um grupo e vale só para ele; lei é criada pelo governo e vale para toda a sociedade.
Pergunta típica: 'Por que as leis usam o presente do indicativo?' ➜ Porque ele dá ideia de certeza, tornando o texto objetivo e assertivo.
Checklist de estudo
Conteúdo
Pontos essenciais
Características do texto normativo
Linguagem formal e clara; presente; títulos, capítulos e artigos; circula em locais públicos
Norma x lei
Grupo específico x toda a sociedade
Modo verbal subjuntivo
Incerteza, possibilidade, hipótese e desejo
Tempos do subjuntivo
Presente, pretérito imperfeito, futuro e tempos compostos
Correlação verbal
Os tempos dos verbos precisam combinar logicamente
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Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Leitura e interpretação: regras em espaços públicos (texto "Pode? Não pode? Por quê?")
1Múltipla escolha
Leia o texto abaixo, publicado no mural de uma biblioteca pública.
*"Você já se perguntou por que a biblioteca pede silêncio? A resposta é simples: cada leitor está mergulhado em uma história diferente. Uma conversa alta quebra essa concentração. Por isso, pode conversar, sim! Mas em voz baixa, como quem conta um segredo. E comer? Aí já é outra história: migalhas atraem insetos, e insetos adoram roer papel. Em poucos meses, um livro pode virar renda."*
Qual é o objetivo principal desse texto?
Resposta
Alternativa b) Explicar o que pode e o que não pode ser feito na biblioteca e por quê.
Resolução passo a passo
Primeiro, olhe o título e a pergunta que abre o texto: "Você já se perguntou por que a biblioteca pede silêncio?". Quem começa assim quer explicar alguma coisa.
Depois, veja o que o texto faz em cada parte: diz que pode conversar em voz baixa e que não pode comer. E, em cada caso, dá o motivo (a concentração dos leitores, os insetos que roem papel).
Esse é o objetivo principal: mostrar as regras do espaço e a razão de cada uma. Por isso a resposta é a letra b.
As outras alternativas não servem: o texto não conta a história das bibliotecas (a), não pede para ninguém deixar de ir lá (c) e não ensina a consertar livros (d).
2Verdadeiro ou falso
Ainda sobre o texto do mural da biblioteca, marque pode (P) ou não pode (N) em cada ação, de acordo com o que se diz no texto.
( ) Conversar em voz baixa com um colega. ( ) Comer um salgadinho entre as estantes. ( ) Gritar para chamar um amigo do outro lado da sala. ( ) Ler em silêncio ao lado de outras pessoas.
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Resposta
( P ) Conversar em voz baixa com um colega. ( N ) Comer um salgadinho entre as estantes. ( N ) Gritar para chamar um amigo do outro lado da sala. ( P ) Ler em silêncio ao lado de outras pessoas.
Resolução passo a passo
Para responder, procure no texto a frase que fala de cada ação. Isso se chama localizar a informação.
1ª ação: o texto diz "pode conversar, sim! Mas em voz baixa". Então conversar baixinho é P (pode).
2ª ação: sobre comer, o texto diz "Aí já é outra história" e explica que as migalhas atraem insetos que roem o papel. Logo, comer é N (não pode).
3ª ação: gritar é o contrário de falar baixo. Se só se pode conversar "como quem conta um segredo", gritar é N.
4ª ação: ler em silêncio é exatamente o que a biblioteca espera do visitante. Portanto, P.
3Dissertativo
No texto do mural, o autor diz que o livro "pode virar renda". Explique o que essa comparação quer dizer e por que o autor escolheu usá-la em vez de simplesmente escrever "o livro será danificado".
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Resposta
A expressão quer dizer que o livro pode ficar todo furadinho, cheio de buracos feitos pelos insetos, parecendo um tecido de renda. O autor usou essa comparação para criar uma imagem engraçada e fácil de imaginar, que assusta mais (e diverte mais) do que a frase seca "o livro será danificado".
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a palavra renda. Renda é um tecido delicado, cheio de furinhos e desenhos vazados.
Passo 2: ligue isso ao problema descrito no texto. Os insetos roem o papel e deixam o livro cheio de buracos. Um livro roído fica parecido com uma renda.
Passo 3: pense no efeito. Quando o autor usa uma linguagem figurada (palavras em sentido diferente do comum), o leitor cria a imagem na cabeça e nunca mais esquece.
Passo 4: compare com a frase comum. "O livro será danificado" informa, mas não emociona nem diverte. Como o texto é para crianças e adolescentes, a imagem da renda deixa a leitura mais leve e o aviso mais forte.
4Dissertativo
Releia este trecho do texto "Pode? Não pode? Por quê?":
"Comer no museu não é lá uma boa ideia, porque algumas pessoas não são cuidadosas e deixam cair migalhas pelo chão."
O trecho traz uma proibição direta (como "é proibido comer")? Explique sua resposta e reescreva a informação em forma de regra escrita para um cartaz.
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Resposta
Não, o trecho não traz uma proibição direta. Ele explica um motivo e usa uma linguagem suave ("não é lá uma boa ideia"), como um conselho. Reescrita em forma de regra para cartaz: "É proibido comer e beber nas salas de exposição." (ou "Não é permitido consumir alimentos dentro do museu.").
Resolução passo a passo
Passo 1: leia com atenção a expressão usada. "Não é lá uma boa ideia" é um jeito educado e informal de desaconselhar. Não é a mesma coisa que "é proibido".
Passo 2: veja que, logo depois, vem a palavra porque. Ela introduz a justificativa: as migalhas caem no chão. O texto explica, não manda.
Passo 3: lembre-se de que o texto é informativo, escrito em tom de conversa. Já um cartaz é um texto normativo: ele precisa ser curto, claro e direto.
Passo 4: transforme. Tire a conversa e deixe só a ordem: "É proibido comer e beber nas salas de exposição." Se quiser, o cartaz pode ter uma linha menor com o motivo: "Migalhas atraem insetos que danificam as obras."
5Dissertativo
O texto "Pode? Não pode? Por quê?" foi escrito para crianças e adolescentes. Cite dois recursos de linguagem usados pelo autor para deixar o texto simples e divertido e explique como eles ajudam o leitor a entender o assunto.
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Resposta
Dois recursos possíveis: (1) o uso de perguntas diretas ao leitor, como "Pode? Não pode? Por quê?" e "E comer?"; (2) o uso de linguagem informal e figurada, com comparações do dia a dia, como "em voz baixa, como quem conta um segredo" e "um livro pode virar renda". As perguntas fazem o leitor pensar e continuar lendo para achar a resposta; as comparações criam imagens fáceis de imaginar e explicam o motivo das regras sem dar sermão.
Resolução passo a passo
Passo 1: releia o texto procurando marcas de conversa. Aparecem perguntas ("Você já se perguntou...?") e até exclamações ("pode conversar, sim!"). Isso aproxima o autor do leitor.
Passo 2: procure palavras usadas em sentido diferente do comum. "Virar renda" e "como quem conta um segredo" são comparações: o autor explica o desconhecido usando algo que a criança já conhece.
Passo 3: explique o efeito de cada recurso. A pergunta desperta a curiosidade: quem lê quer saber a resposta. A comparação ajuda a entender e a lembrar.
Passo 4: monte a resposta juntando recurso + exemplo + efeito. Outros recursos aceitáveis: frases curtas, uso do você, humor.
6Múltipla escolha
Observe as duas situações:
I. Um museu de ciências em que o visitante pode girar manivelas, apertar botões e montar peças. II. Um museu de arte em que as pinturas ficam protegidas por cordas e uma luz fraca ilumina cada quadro.
Qual afirmação está correta, segundo o que você leu no capítulo?
Resposta
Alternativa b) I é um museu interativo e II é um museu tradicional.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda os dois nomes. Museu interativo é aquele em que o visitante pode agir: tocar, apertar, montar, experimentar. Museu tradicional é aquele em que se deve apenas observar as obras, sem tocar.
Passo 2: analise a situação I. Girar manivelas, apertar botões e montar peças é agir. Logo, I é interativo.
Passo 3: analise a situação II. Cordas de proteção e luz fraca existem justamente para preservar as pinturas e impedir o toque. Logo, II é tradicional.
Passo 4: elimine as outras. A letra a inverte tudo; c e d dizem que os dois são iguais, o que não é verdade, pois as regras de cada um são diferentes.
7Dissertativo
Em alguns museus há placas com a indicação "PARA TOCAR" ao lado de reproduções em alto-relevo das obras, acompanhadas de textos em braile. Explique de que forma essa indicação muda a experiência do visitante e por que ela não desrespeita a regra de não tocar nas obras originais.
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Resposta
A placa "PARA TOCAR" permite que o visitante conheça a obra com as mãos, e não só com os olhos. Isso torna o museu acessível, principalmente para pessoas cegas ou com baixa visão, que leem o braile e sentem as formas no alto-relevo. A regra de não tocar continua valendo, porque o que se toca é uma reprodução (uma cópia feita para isso), e não a obra original.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre por que existe a regra de não tocar. A gordura das mãos, o suor e o atrito estragam tintas e tecidos antigos. A obra original é única e não pode ser substituída.
Passo 2: veja o que está na placa. Ao lado dela não está o quadro original, e sim uma reprodução em alto-relevo, feita de material resistente exatamente para ser tocada.
Passo 3: pense na mudança para o visitante. Quem não enxerga passa a "ver" a obra pelo tato e pelo texto em braile. Quem enxerga também aproveita, sentindo as formas e as texturas.
Passo 4: conclua. Não há desrespeito à regra: o museu criou um caminho para incluir todo mundo sem colocar o original em risco. A regra protege a obra; a placa protege o direito de todos de participar.
8Dissertativo
Em sua opinião, como a existência de regras ajuda a garantir que todas as pessoas usem um espaço público de forma igualitária? Dê um exemplo de um lugar do seu dia a dia (escola, praça, ônibus, cinema) e mostre como isso acontece nele.
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Resposta
Resposta pessoal. Exemplo: as regras garantem que ninguém use o espaço público de um jeito que atrapalhe os outros, então todos têm a mesma chance de aproveitá-lo. No ônibus, por exemplo, a regra de reservar os assentos preferenciais e a de formar fila para entrar fazem com que idosos, grávidas e pessoas com deficiência viajem com segurança e ninguém "fure" a vez de quem chegou antes.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a palavra-chave. Espaço público é aquele que pertence a todos: escola, praça, ônibus, biblioteca. Como é de todos, ninguém pode usá-lo como se fosse só seu.
Passo 2: pense no que aconteceria sem regras. O mais forte, o mais rápido ou o mais barulhento levaria vantagem. Quem é mais quieto ou mais frágil ficaria de fora.
Passo 3: mostre o papel das regras. Elas valem igual para todos e organizam o uso do espaço, garantindo o mesmo direito a cada pessoa.
Passo 4: escolha um lugar do seu dia a dia e dê um exemplo concreto de regra e do efeito dela. Outras possibilidades: no cinema, o silêncio e o celular guardado deixam todos assistirem bem; na escola, a regra de esperar a vez de falar garante que cada aluno seja ouvido.
Modo subjuntivo: sentidos e tempos verbais
9Múltipla escolha
O modo subjuntivo é o modo verbal que mostra ideias de dúvida, desejo, hipótese e possibilidade. Marque a frase em que o verbo destacado está nesse modo.
Resposta
Alternativa c) Talvez a professora marque a visita para sexta-feira.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o que é o modo subjuntivo. É o modo do verbo que mostra o que é duvidoso, desejado ou possível, e não o que é certo.
Passo 2: procure palavras que dão pista, como talvez, se, quando, tomara que, espero que, caso. Na letra c aparece talvez.
Passo 3: teste o sentido. Talvez a professora marque = não se sabe se vai marcar. É possibilidade. Verbo no presente do subjuntivo.
Passo 4: elimine as outras. Explicou, visitamos e chegarão mostram fatos certos (o que aconteceu ou o que vai acontecer). Esses verbos estão no modo indicativo.
10Dissertativo
Relacione cada frase ao sentido que o verbo em destaque expressa.
1. Espero que todos respeitem as regras da sala. 2. Quando vocês entrarem no museu, guardem as mochilas. 3. Se a escola tivesse mais verba, já teríamos ido ao museu.
( ) Hipótese que não se realizou. ( ) Desejo que ainda pode acontecer. ( ) Condição para algo acontecer no futuro.
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Resposta
( 3 ) Hipótese que não se realizou. ( 1 ) Desejo que ainda pode acontecer. ( 2 ) Condição para algo acontecer no futuro.
Resolução passo a passo
Passo 1: analise a frase 1 — Espero que todos respeitem. O verbo esperar mostra desejo. O verbo respeitem está no presente do subjuntivo, e o respeito ainda pode acontecer. Por isso a frase 1 vai no espaço do desejo.
Passo 2: analise a frase 2 — Quando vocês entrarem no museu. Entrarem está no futuro do subjuntivo. Primeiro é preciso entrar; só depois é que se guardam as mochilas. Isso é uma condição futura.
Passo 3: analise a frase 3 — Se a escola tivesse mais verba, já teríamos ido. O verbo tivesse está no pretérito imperfeito do subjuntivo e mostra algo que não aconteceu: a escola não tem essa verba. É a hipótese não realizada.
Passo 4: coloque os números na ordem dos parênteses: 3, 1, 2.
11Verdadeiro ou falso
Indique o tempo do modo subjuntivo de cada verbo em destaque, usando a legenda: 1 – Presente, 2 – Pretérito imperfeito, 3 – Futuro.
( ) Se você guardasse o celular, aproveitaria melhor a exposição. ( ) Tomara que o guia fale sobre a tela mais famosa. ( ) Quando nós chegarmos à biblioteca, faremos o cadastro. ( ) É necessário que os moradores cuidem das áreas comuns. ( ) Se eu puder, levarei meu irmão à exposição. ( ) Caso o livro estivesse disponível, eu já o teria levado.
Passo 1: guarde as terminações que identificam cada tempo. Pretérito imperfeito do subjuntivo termina em -sse (guardasse, estivesse). Futuro do subjuntivo parece o infinitivo (chegarmos, puder, for, fizer). O presente do subjuntivo muda a vogal final (fale, cuidem, ame, parta).
Passo 2: use também as palavras que vêm antes. Se costuma puxar o imperfeito (se guardasse) ou o futuro (se eu puder). Tomara que e é necessário que puxam o presente. Quando puxa o futuro. Caso puxa presente ou imperfeito.
Passo 3: aplique item a item. Guardasse tem -sse → 2. Fale, depois de tomara que → 1. Chegarmos, depois de quando e com cara de infinitivo → 3. Cuidem, depois de é necessário que → 1. Puder, futuro do verbo poder → 3. Estivesse, com -sse → 2.
Passo 4: confira se o sentido combina: desejo/necessidade no presente, hipótese no imperfeito, condição futura no futuro.
12Calcule
Complete as frases com o verbo entre parênteses em um dos tempos do modo subjuntivo.
a) Tomara que a turma ______________ o regulamento com atenção. (ler) b) Se eu ______________ mais perto do museu, iria todo domingo. (morar) c) Quando você ______________ o cartaz na parede, avise os colegas. (fixar) d) É importante que nós ______________ as regras juntos. (decidir) e) Caso o porteiro ______________ o aviso, entregue a ele o bilhete. (ver)
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Resposta
a) leia — Tomara que a turma leia o regulamento com atenção. b) morasse — Se eu morasse mais perto do museu, iria todo domingo. c) fixar — Quando você fixar o cartaz na parede, avise os colegas. d) decidamos — É importante que nós decidamos as regras juntos. e) veja — Caso o porteiro veja o aviso, entregue a ele o bilhete.
Resolução passo a passo
Passo 1: em cada frase, procure a palavra que anuncia o subjuntivo: tomara que, se, quando, é importante que, caso.
Passo 2 (a): Tomara que indica desejo e pede o presente do subjuntivo. O verbo ler fica que ela leia.
Passo 3 (b): Se... iria mostra hipótese que não é real. Isso pede o pretérito imperfeito do subjuntivo: morasse.
Passo 4 (c): Quando + ação que ainda vai acontecer pede o futuro do subjuntivo. De fixar, a forma é igual ao infinitivo: fixar.
Passo 5 (d): É importante que pede presente do subjuntivo. Com nós, o verbo decidir vira decidamos.
Passo 6 (e): Caso pede presente do subjuntivo. O verbo ver faz que ele veja (cuidado: não é vê nem visse aqui).
13Dissertativo
Leia a lista de atitudes que ajudam na boa convivência em um condomínio:
• Recolher as fezes do animal; • Usar a caixa de transporte no elevador; • Respeitar os locais em que os animais podem circular.
Reescreva duas dessas atitudes começando as frases com "Convém que o tutor...", usando o presente do subjuntivo e fazendo as mudanças necessárias.
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Resposta
Duas possibilidades (bastam duas): • Convém que o tutor recolha as fezes do animal. • Convém que o tutor use a caixa de transporte no elevador. • Convém que o tutor respeite os locais em que os animais podem circular.
Resolução passo a passo
Passo 1: observe que a lista original usa verbos no infinitivo (recolher, usar, respeitar), aquela forma que termina em -r.
Passo 2: a expressão Convém que pede um verbo no presente do subjuntivo, porque indica aquilo que é aconselhável fazer.
Passo 3: conjugue na 3ª pessoa do singular, já que o sujeito é o tutor: recolher → recolha; usar → use; respeitar → respeite.
Passo 4: monte a frase completa e mantenha o resto igual. Não esqueça o ponto final e a letra maiúscula no começo.
14Dissertativo
No exercício anterior, se você trocasse "Convém que o tutor..." por "Tomara que o tutor...", o sentido das frases mudaria? Explique sua resposta.
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Resposta
Sim, o sentido muda. Convém que o tutor... é um conselho/recomendação: diz o que é certo e adequado fazer, como acontece em regulamentos. Já Tomara que o tutor... é um desejo, uma torcida para que a pessoa faça aquilo. A segunda forma dá a entender que ninguém pode exigir nada, só esperar — por isso não serve para um regulamento.
Resolução passo a passo
Passo 1: veja que o tempo verbal continua o mesmo nas duas frases: presente do subjuntivo (recolha, use).
Passo 2: perceba que o que muda é a expressão inicial. Ela é que dá o sentido da frase.
Passo 3: compare os sentidos. Convir significa "ser adequado, ser recomendável" — tem força de norma. Tomara expressa torcida, vontade — não obriga ninguém.
Passo 4: conclua pensando no objetivo do texto. Um regulamento de condomínio precisa orientar e cobrar; por isso usa expressões como convém que, é dever de, deve. Tomara que ficaria fraco demais.
Conjugação do modo subjuntivo e correlação verbal
15Calcule
Complete o quadro de conjugação do verbo avisar no modo subjuntivo.
Presente: que eu ________, que tu ________, que ele ________, que nós ________, que vós ________, que eles ________. Pretérito imperfeito: se eu ________, se tu ________, se ele ________, se nós ________, se vós ________, se eles ________. Futuro: quando eu ________, quando tu ________, quando ele ________, quando nós ________, quando vós ________, quando eles ________.
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Resposta
Presente: que eu avise, que tu avises, que ele avise, que nós avisemos, que vós aviseis, que eles avisem. Pretérito imperfeito: se eu avisasse, se tu avisasses, se ele avisasse, se nós avisássemos, se vós avisásseis, se eles avisassem. Futuro: quando eu avisar, quando tu avisares, quando ele avisar, quando nós avisarmos, quando vós avisardes, quando eles avisarem.
Resolução passo a passo
Passo 1: identifique a conjugação. Avisar termina em -ar, então é da 1ª conjugação. Tire o -ar e fique com o radical avis-.
Passo 2 (presente): nos verbos de -ar, o presente do subjuntivo usa a vogal e: avis + e, es, e, emos, eis, em.
Passo 3 (imperfeito): parta do passado eles avisaram, tire o -ram e acrescente as terminações com -sse: avisasse, avisasses, avisasse, avisássemos, avisásseis, avisassem. Repare no acento em avisássemos.
Passo 4 (futuro): parta de novo de avisaram, tire o -am e junte: avisar, avisares, avisar, avisarmos, avisardes, avisarem. A 1ª e a 3ª pessoa do singular ficam iguais ao infinitivo.
16Calcule
Complete o quadro de conjugação do verbo proteger no modo subjuntivo, nas três pessoas do singular e nas três do plural, nos tempos presente, pretérito imperfeito e futuro.
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Resposta
Presente: que eu proteja, que tu protejas, que ele proteja, que nós protejamos, que vós protejais, que eles protejam. Pretérito imperfeito: se eu protegesse, se tu protegesses, se ele protegesse, se nós protegêssemos, se vós protegêsseis, se eles protegessem. Futuro: quando eu proteger, quando tu protegeres, quando ele proteger, quando nós protegermos, quando vós protegerdes, quando eles protegerem.
Resolução passo a passo
Passo 1: proteger termina em -er: é da 2ª conjugação. O radical é proteg-.
Passo 2 (presente): nos verbos de -er, o presente do subjuntivo usa a vogal a. Mas atenção à ortografia: antes de a, o som do g mudaria, então o g vira j. Por isso escrevemos proteja, protejamos, protejam (e não "protega").
Passo 3 (imperfeito): use o passado eles protegeram, tire o -ram e acrescente -sse: protegesse, protegesses, protegesse, protegêssemos, protegêsseis, protegessem. Aqui o g continua, porque vem e depois.
Passo 4 (futuro): de protegeram, tire o -am: proteger, protegeres, proteger, protegermos, protegerdes, protegerem.
Passo 5: teste em frases — É preciso que todos protejam as obras; Se o museu protegesse melhor os quadros...; Quando a lei proteger as crianças...
17Múltipla escolha
A correlação verbal é a combinação lógica entre os verbos de uma frase. Assinale a frase em que essa combinação está CORRETA.
Resposta
Alternativa b) Se todos os visitantes tocassem na estátua, ela estaria gasta em poucos anos.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a correlação verbal. É a combinação certa entre os verbos das duas partes da frase, para que o tempo faça sentido.
Passo 2: guarde a dupla mais comum das hipóteses: se + pretérito imperfeito do subjuntivo (tocassem) combina com o futuro do pretérito (estaria).
Passo 3: confira a letra b. Se... tocassem + estaria gasta — combinação perfeita, e o sentido é claro: é uma situação imaginada.
Passo 4: elimine as erradas. Em a, tocassem (hipótese) não combina com está hoje (fato presente). Em c, tocarem aponta para o futuro e esteve ontem para o passado — impossível. Em d, se tocavam não é subjuntivo e estaria gastasse nem existe como forma verbal.
18Dissertativo
As frases a seguir têm problemas de correlação verbal. Reescreva cada uma corrigindo o erro.
a) Se a turma criasse um regulamento, a convivência melhora muito. b) Quando nós chegarmos à biblioteca, pegávamos o livro reservado. c) Se eu soubesse as regras, eu não errei na visita.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Se a turma criasse um regulamento, a convivência melhoraria muito. b) Quando nós chegarmos à biblioteca, pegaremos o livro reservado. c) Se eu soubesse as regras, eu não erraria na visita. (ou: Se eu tivesse sabido as regras, eu não teria errado na visita.)
Resolução passo a passo
Passo 1 (a): criasse é pretérito imperfeito do subjuntivo e mostra hipótese. Ele pede o futuro do pretérito: melhoraria. O presente melhora dá a ideia de fato real, o que não combina.
Passo 2 (b): chegarmos é futuro do subjuntivo, ou seja, algo que ainda vai acontecer. Não dá para continuar com pegávamos, que é passado. O certo é o futuro do presente: pegaremos (também vale o imperativo peguemos).
Passo 3 (c): soubesse é hipótese; errei é passado real. A dupla correta é soubesse + erraria. Se você quiser falar de algo que já passou, use os dois no tempo composto: tivesse sabido + teria errado.
Passo 4: releia cada frase corrigida em voz alta. Se o sentido do tempo (passado, presente, futuro) bater nas duas partes, a correlação está certa.
19Dissertativo
Leia o trecho de um regulamento de clube:
*"O sócio poderá levar um convidado. Caso o convidado queira usar a piscina, ele deverá apresentar o exame médico. Se houver mais de um convidado por sócio, será cobrada uma taxa extra. Quando a lotação atingir o limite, novas entradas serão suspensas."*
a) Copie do trecho os verbos que estão no modo subjuntivo. b) Em que tempo do subjuntivo eles estão? c) Que sentido esse tempo verbal dá ao regulamento?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Verbos no subjuntivo: queira, houver e atingir. b) Queira está no presente do subjuntivo; houver e atingir estão no futuro do subjuntivo. c) Esses tempos dão ideia de situação possível: a regra não fala de um caso já acontecido, e sim de qualquer situação que venha a acontecer. Assim, o regulamento vale sempre, para todos os casos futuros.
Resolução passo a passo
Passo 1: procure as palavras que anunciam o subjuntivo: caso, se, quando. Elas aparecem em três trechos do regulamento.
Passo 2: analise Caso o convidado queira. Caso pede presente do subjuntivo, e a forma do verbo querer é queira.
Passo 3: analise Se houver e Quando a lotação atingir. As duas formas parecem infinitivos (haver, atingir) e vêm depois de se e quando apontando para o futuro: são futuro do subjuntivo.
Passo 4: pense no efeito. O regulamento precisa prever situações que talvez aconteçam. Por isso combina subjuntivo (queira, atingir) com futuro do indicativo nas consequências (deverá apresentar, serão suspensas).
20Dissertativo
Escreva duas novas regras para o regulamento do clube do exercício 19, usando verbos no modo subjuntivo. Atenção à correlação verbal entre as partes de cada frase.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Resposta pessoal. Exemplos: • Caso o sócio perca a carteirinha, ele deverá pedir uma segunda via na secretaria. • Quando o sócio usar a quadra, deverá devolver os materiais esportivos ao final do jogo. • Se algum convidado descumprir as normas, o clube poderá pedir que ele se retire.
Resolução passo a passo
Passo 1: escolha uma situação possível no clube (perder a carteirinha, usar a quadra, chegar depois do horário).
Passo 2: comece a frase com uma palavra que puxa o subjuntivo: caso, se ou quando.
Passo 3: conjugue o verbo certo. Depois de caso, use o presente do subjuntivo (perca, queira). Depois de quando e se, use o futuro do subjuntivo (usar, descumprir, chegar).
Passo 4: cuide da correlação verbal: a segunda parte da frase deve vir no futuro do indicativo (deverá, poderá, será cobrada), como nas regras do modelo.
Passo 5: releia para ver se a regra está clara e não permite duas interpretações.
Tempo composto do modo subjuntivo
21Múltipla escolha
O tempo composto do subjuntivo usa um verbo auxiliar (ter ou haver) no subjuntivo mais um verbo principal no particípio. Assinale a frase que está nesse tempo composto.
Resposta
Alternativa b) Se ele tivesse visitado o museu, teria visto obras famosas.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre a fórmula do tempo composto: verbo auxiliar (ter ou haver) no subjuntivo + verbo principal no particípio (aquela forma que termina em -ado ou -ido, como visitado, lido, visto).
Passo 2: procure essa dupla nas alternativas. Em b aparece tivesse (auxiliar no pretérito imperfeito do subjuntivo) + visitado (particípio). É o tempo composto.
Passo 3: elimine a letra a. Visitasse é subjuntivo, mas está sozinho: é tempo simples.
Passo 4: elimine c e d. Visitou e viu são indicativo (fato certo do passado); visitar em Quando ele visitar é futuro do subjuntivo simples.
22Dissertativo
Reescreva as frases a seguir usando o modo subjuntivo composto.
a) Espero que a turma leia o regulamento até amanhã. b) Se eu chegasse mais cedo, encontraria o guia. c) Quando você devolver o livro, avise a bibliotecária.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Espero que a turma tenha lido o regulamento até amanhã. b) Se eu tivesse chegado mais cedo, teria encontrado o guia. c) Quando você tiver devolvido o livro, avise a bibliotecária.
Resolução passo a passo
Passo 1: em todas as frases, mantenha o auxiliar ter no mesmo tempo em que estava o verbo original, e passe o verbo principal para o particípio.
Passo 2 (a): leia está no presente do subjuntivo. O auxiliar vai para o presente do subjuntivo (tenha) e ler vira lido: tenha lido. Sentido: a leitura já estará concluída antes de amanhã.
Passo 3 (b): chegasse está no imperfeito do subjuntivo → tivesse chegado. Para a correlação ficar certa, encontraria também vira composto: teria encontrado. Agora a frase fala de algo que já não pode mais acontecer.
Passo 4 (c): devolver está no futuro do subjuntivo → tiver devolvido. Sentido: só depois de a devolução estar feita é que se avisa a bibliotecária.
23Dissertativo
Compare as duas frases e explique a diferença de sentido entre elas:
I. Se eles seguissem as regras, o museu ficaria limpo. II. Se eles tivessem seguido as regras, o museu teria ficado limpo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Na frase I, a hipótese ainda está aberta: fala-se de uma situação imaginada que poderia acontecer (se eles passassem a seguir as regras, o museu ficaria limpo). Na frase II, o tempo composto mostra que a chance já passou: eles não seguiram as regras e o museu não ficou limpo. A frase II fala de algo que não se realizou no passado.
Resolução passo a passo
Passo 1: olhe os verbos da frase I: seguissem e ficaria. São tempos simples — imperfeito do subjuntivo + futuro do pretérito. Eles imaginam uma situação, sem dizer que ela já acabou.
Passo 2: olhe os verbos da frase II: tivessem seguido e teria ficado. São tempos compostos, formados com o auxiliar ter + particípio.
Passo 3: entenda o que o composto acrescenta. Ele indica uma ação encerrada no passado. Por isso a frase II deixa claro que a oportunidade se perdeu: a sujeira já aconteceu.
Passo 4: guarde a dica prática. Hipótese possível → se seguissem... ficaria. Arrependimento sobre o passado → se tivessem seguido... teria ficado.
24Calcule
Complete cada frase com o tempo composto do subjuntivo do verbo entre parênteses.
a) Tomara que os alunos já ______________ o aviso. (ler) b) Se nós ______________ a ficha antes, teríamos entrado logo. (preencher) c) Quando você ______________ o formulário, receberá a senha. (enviar)
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Resposta
a) tenham lido — Tomara que os alunos já tenham lido o aviso. b) tivéssemos preenchido — Se nós tivéssemos preenchido a ficha antes, teríamos entrado logo. c) tiver enviado — Quando você tiver enviado o formulário, receberá a senha.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre a receita: auxiliar ter no subjuntivo + verbo principal no particípio.
Passo 2 (a): Tomara que pede presente do subjuntivo. Com os alunos (eles), o auxiliar fica tenham; ler no particípio é lido. Resultado: tenham lido.
Passo 3 (b): a segunda parte é teríamos entrado, que fala de algo que não aconteceu. Então o auxiliar vai para o imperfeito do subjuntivo com nós: tivéssemos, mais preenchido. Repare no acento em tivéssemos.
Passo 4 (c): Quando + ação futura pede o futuro do subjuntivo do auxiliar: tiver, mais enviado. A ideia é: primeiro o envio fica pronto, depois vem a senha.
(Com)Texto: subjuntivo na fala do dia a dia
25Dissertativo
Leia a fala de um menino para a irmã:
"Combinado, Bia: se eu esqueço de guardar a bola, você me lembra?"
a) Identifique os verbos da frase destacada e diga em que modo verbal eles estão. b) A mensagem tem sentido de certeza sobre o presente, de possibilidade no futuro ou de dúvida sobre o passado? Justifique.
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Resposta
a) Os verbos são esqueço e lembra (há também guardar, no infinitivo). Os dois verbos conjugados estão no presente do modo indicativo. b) A mensagem tem sentido de possibilidade no futuro: o menino não esqueceu ainda; ele fala de algo que pode vir a acontecer e pede ajuda para esse caso.
Resolução passo a passo
Passo 1 (a): separe os verbos da frase. Esqueço (verbo esquecer) e lembra (verbo lembrar). Guardar aparece no infinitivo, ligado a esquecer.
Passo 2: classifique. Esqueço e lembra são formas do presente do indicativo, o modo que normalmente indica fato certo.
Passo 3 (b): olhe o contexto, não só a forma. A palavra se e a palavra combinado mostram que os dois estão fazendo um acordo sobre algo que talvez aconteça depois.
Passo 4: conclua. Mesmo com o verbo no indicativo, o sentido é de possibilidade futura. Na fala do dia a dia, isso acontece bastante: o contexto "conserta" o sentido.
26Dissertativo
Reescreva a frase do exercício 25 adequando o verbo esquecer ao modo subjuntivo da norma-padrão do português, fazendo os demais ajustes necessários. Depois, diga se as duas versões passam a mesma mensagem e explique por quê.
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Resposta
Versão na norma-padrão: "Combinado, Bia: se eu esquecer de guardar a bola, você me lembra?" Sim, as duas versões passam a mesma mensagem (a ideia de possibilidade futura). O que muda é o registro: a primeira é da linguagem informal do dia a dia; a segunda segue a norma-padrão, que usa o futuro do subjuntivo depois de se para falar de algo que ainda pode acontecer.
Resolução passo a passo
Passo 1: identifique o verbo que precisa mudar: esqueço, no presente do indicativo.
Passo 2: veja qual tempo a norma-padrão pede. Depois de se, quando falamos de uma ação possível no futuro, usa-se o futuro do subjuntivo.
Passo 3: conjugue. O futuro do subjuntivo de esquecer na 1ª pessoa é esquecer (igual ao infinitivo): se eu esquecer.
Passo 4: verifique o resto da frase. Você me lembra? pode ficar assim mesmo (presente com valor de futuro) ou virar você me lembrará? / você poderia me lembrar?.
Passo 5: compare as versões. O sentido é igual; a diferença está na situação de uso: conversa entre irmãos aceita a forma informal, mas um texto escrito formal pede a forma padrão.
27Múltipla escolha
Assinale a alternativa em que a frase falada foi reescrita corretamente de acordo com a norma-padrão.
Resposta
Alternativa a) "Talvez eu vou ao museu amanhã." → "Talvez eu vá ao museu amanhã."
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre que a palavra talvez expressa dúvida e, na norma-padrão, pede o presente do subjuntivo.
Passo 2: conjugue o verbo ir nesse tempo: que eu vá, que tu vás, que ele vá. Logo, Talvez eu vá está correto. A letra a acerta.
Passo 3: elimine b. Talvez eu irei mistura dúvida (talvez) com futuro do indicativo (irei), que indica certeza. Não combina.
Passo 4: elimine c e d. Em c, depois de se com sentido de possibilidade não se usa futuro do indicativo (direi); o certo seria Se eu disser isso.... Em d, Quando eu cheguei joga a frase para o passado, mas o aviso é futuro; o certo seria Quando eu chegar lá, te aviso.
28Dissertativo
Em conversas informais, muita gente troca formas do subjuntivo por formas do indicativo. Isso significa que a pessoa "fala errado"? Explique sua opinião pensando nas diferentes situações de comunicação (uma conversa entre amigos e um texto de lei, por exemplo).
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Resposta
Resposta pessoal, com esta ideia central: não, não significa que a pessoa "fala errado". Toda língua tem variações, e cada situação pede um jeito de falar. Numa conversa entre amigos, dizer "se eu esqueço, você me lembra" funciona bem e todos entendem. Já num texto de lei, num regulamento ou numa redação escolar, é preciso usar a norma-padrão (se eu esquecer), porque esses textos valem para muita gente e não podem deixar dúvida. O certo é aprender as duas formas e saber escolher a adequada para cada momento.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe as ideias de "errado" e de "adequado". A linguagem informal não é erro: é uma variação usada em situações do dia a dia.
Passo 2: pense no objetivo da conversa entre amigos. O que importa é ser entendido rápido, e a troca do subjuntivo pelo indicativo não atrapalha a compreensão.
Passo 3: pense agora no texto de lei. Ele precisa ser preciso, formal e igual para todo mundo, então segue a norma-padrão à risca.
Passo 4: conclua com a ideia de adequação: saber variar o jeito de falar é sinal de domínio da língua. Quem conhece as duas formas escolhe a certa para cada situação.
Textos normativos: leis e normas (ECA)
29Verdadeiro ou falso
Leia as afirmações e escreva V para verdadeiro e F para falso.
( ) Uma norma é uma regra criada por um grupo específico, como uma turma ou uma família. ( ) Uma lei é estabelecida pelo governo e vale para toda a sociedade. ( ) As regras de um jogo entre amigos são um exemplo de lei. ( ) O ECA é uma lei que protege os direitos de crianças e adolescentes. ( ) Normas e leis têm exatamente o mesmo alcance e a mesma obrigatoriedade.
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Resposta
( V ) Uma norma é uma regra criada por um grupo específico. ( V ) Uma lei é estabelecida pelo governo e vale para toda a sociedade. ( F ) As regras de um jogo entre amigos são um exemplo de lei. ( V ) O ECA é uma lei que protege os direitos de crianças e adolescentes. ( F ) Normas e leis têm exatamente o mesmo alcance e a mesma obrigatoriedade.
Resolução passo a passo
Passo 1: fixe a diferença. Norma é a regra de um grupo (turma, família, condomínio, jogo). Lei é criada pelo poder público e vale para todos os cidadãos do país.
Passo 2 (itens 1 e 2): as duas afirmações repetem exatamente essas definições. Portanto, são V.
Passo 3 (item 3): as regras de um jogo entre amigos valem só para quem está jogando. São normas, não leis. F.
Passo 4 (item 4): o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) é a Lei nº 8.069, de 1990. É lei mesmo. V.
Passo 5 (item 5): quem descumpre uma lei pode sofrer punição prevista pelo Estado; quem descumpre uma norma de grupo responde só dentro daquele grupo. O alcance é diferente. F.
30Múltipla escolha
Leia o trecho abaixo, inspirado no Estatuto da Criança e do Adolescente:
*"Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa e ao preparo para o exercício da cidadania."*
Em que tempo e modo verbal está escrito esse artigo?
Resposta
Alternativa b) Presente do indicativo.
Resolução passo a passo
Passo 1: encontre o verbo principal do artigo: têm (do verbo ter).
Passo 2: pergunte quando a ação acontece. A criança e o adolescente têm direito — é agora, sempre, como um fato. Isso é presente.
Passo 3: pergunte que modo é. Não há dúvida nem desejo; há uma afirmação de certeza. Isso é modo indicativo.
Passo 4: elimine as outras. No pretérito perfeito seria tiveram; no presente do subjuntivo, tenham; no futuro do subjuntivo, tiverem. Nenhuma dessas formas aparece no texto.
31Múltipla escolha
O modo verbal usado no artigo do exercício 30 é o mais adequado para a escrita de uma lei porque
Resposta
Alternativa b) expressa certeza, o que dá objetividade e firmeza ao texto da lei.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre do que faz o modo indicativo: ele apresenta os fatos como certos e verdadeiros.
Passo 2: pense no objetivo de uma lei. Ela precisa afirmar direitos e deveres sem deixar margem para dúvida.
Passo 3: compare. Se o artigo dissesse "talvez a criança tenha direito à educação", o direito ficaria fraco e cada pessoa entenderia de um jeito.
Passo 4: elimine a, c e d, porque todas ligam a lei a dúvida, hipótese ou desejo — justamente o contrário do que a lei precisa transmitir.
32Dissertativo
Observe este artigo:
*"Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura."*
Explique, com suas palavras, qual é o dever apresentado nesse artigo e quem deve cumpri-lo.
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Resposta
O artigo 58 determina que, na educação, sejam respeitados os valores culturais, artísticos e históricos do lugar onde a criança e o adolescente vivem, e que eles tenham liberdade para criar e acesso à cultura. Quem deve cumprir esse dever são as escolas e todos os responsáveis pela educação (professores, gestores, redes de ensino e o poder público).
Resolução passo a passo
Passo 1: leia devagar e troque as palavras difíceis. Processo educacional = tudo o que acontece na educação. Valores culturais próprios do contexto social = a cultura do lugar onde o estudante vive (festas, músicas, histórias, modo de falar).
Passo 2: encontre a ação central: respeitar-se-ão os valores.... Essa forma antiga quer dizer serão respeitados os valores.
Passo 3: veja o que mais o artigo garante: liberdade de criação (poder inventar, desenhar, escrever, compor) e acesso às fontes de cultura (livros, museus, teatro, internet).
Passo 4: descubra o responsável. O artigo não cita um nome, mas fala do processo educacional; logo, o dever é da escola e de quem organiza a educação, inclusive o Estado.
Passo 5: escreva a resposta com suas palavras, citando o dever e o responsável.
33Múltipla escolha
Leia o artigo do ECA organizado em itens:
*"Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: I – ir, vir e estar nos logradouros públicos; II – opinião e expressão; III – crença e culto religioso; IV – brincar, praticar esportes e divertir-se; [...]"*
Nesse artigo, as informações indicadas pelos algarismos romanos
Resposta
Alternativa b) detalham o que é considerado "direito à liberdade" pela lei.
Resolução passo a passo
Passo 1: leia a parte inicial do artigo: "O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos". A palavra compreende significa "inclui, abrange".
Passo 2: entenda a função dos algarismos romanos (I, II, III, IV). Eles organizam os incisos, que são os itens que detalham o artigo.
Passo 3: observe o conteúdo dos itens: ir e vir, opinar, ter crença, brincar. São exemplos concretos de liberdade. Logo, eles ampliam e explicam o direito, não o restringem.
Passo 4: elimine as outras. A letra a diz o contrário; c fala de criação de leis, que não está no texto; d fala de deveres, e os itens são direitos.
34Dissertativo
Leia este trecho de notícia:
"Segundo levantamento divulgado em 2023, milhares de crianças brasileiras ainda frequentam escolas sem biblioteca, quadra ou laboratório."
Com base nesse dado e no artigo 53 do ECA (exercício 30), é possível afirmar que o direito à educação de qualidade está sendo plenamente garantido no Brasil? Justifique.
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Resposta
Não. Se milhares de crianças estudam em escolas sem biblioteca, quadra ou laboratório, o direito à educação garantido no artigo 53 não está sendo plenamente cumprido. O ECA fala em educação que leve ao "pleno desenvolvimento" da pessoa, e isso exige espaços de leitura, esporte e experimentação. Ou seja, a lei existe, mas ainda falta transformá-la em realidade para todos.
Resolução passo a passo
Passo 1: releia o que o artigo 53 promete: educação voltada ao pleno desenvolvimento e ao preparo para o exercício da cidadania.
Passo 2: entenda a palavra pleno: completo, inteiro. Não basta ter sala de aula; é preciso oferecer condições completas de aprendizagem.
Passo 3: compare com o dado da notícia. Escolas sem biblioteca, quadra ou laboratório não oferecem essas condições a milhares de estudantes.
Passo 4: conclua mostrando a diferença entre ter a lei e cumprir a lei. A lei garante o direito no papel; a realidade mostra que falta investimento para que ele chegue a todos.
Passo 5: se quiser, acrescente uma sugestão (mais verba, construção de bibliotecas, cobrança da população), o que enriquece a resposta.
35Dissertativo
Compare estes dois começos de artigo:
I. "É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente." II. "É permitido a todos velar pela dignidade da criança e do adolescente."
Qual é a diferença de sentido entre eles? Qual das duas formas é mais adequada para uma lei de proteção? Explique.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Em I, é dever indica obrigação: todos têm de zelar pela dignidade da criança e do adolescente. Em II, é permitido indica apenas autorização: quem quiser pode cuidar, quem não quiser não faz nada de errado. A forma mais adequada para uma lei de proteção é a I, porque proteger criança não pode ser opcional — precisa ser uma obrigação de toda a sociedade.
Resolução passo a passo
Passo 1: compare as duas expressões iniciais, que são a única diferença entre as frases: é dever e é permitido.
Passo 2: defina cada uma. Dever é algo que a pessoa tem de fazer, não pode escolher. Permissão é algo que a pessoa pode fazer, se quiser.
Passo 3: pense na consequência prática. Com a frase II, ninguém poderia ser cobrado por deixar de proteger uma criança.
Passo 4: conclua. Uma lei de proteção existe para garantir direitos, por isso usa verbos de obrigação (é dever, deve, é proibido). A frase I é a adequada — e é justamente assim que está no ECA, no artigo 18.
36Múltipla escolha
Observe a organização de uma lei:
Título I – Das Disposições Preliminares Título II – Dos Direitos Fundamentais Capítulo I – Do Direito à Vida e à Saúde Capítulo II – Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade
Sobre essa organização, é correto afirmar que a lei parte
Resposta
Alternativa b) de um tema mais geral para um mais específico.
Resolução passo a passo
Passo 1: observe a ordem das partes. Primeiro vêm os títulos, depois, dentro deles, os capítulos (e, dentro dos capítulos, os artigos).
Passo 2: compare os assuntos. Dos Direitos Fundamentais é um tema amplo; Do Direito à Vida e à Saúde é uma parte desse tema; Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade é outra parte.
Passo 3: conclua que a lei vai do maior para o menor, do geral para o detalhe. Isso facilita a consulta: o leitor procura o título, depois o capítulo e por fim o artigo.
Passo 4: elimine as outras. A letra a inverte a ordem; c e d falam de importância e de opinião, coisas que a estrutura dos títulos não indica.
37Verdadeiro ou falso
Marque V ou F sobre as características dos textos normativos estudadas no capítulo.
( ) Usam linguagem informal, cheia de gírias, para ficarem mais divertidos. ( ) Organizam-se em partes com hierarquia: títulos, capítulos e artigos. ( ) A linguagem deve ser clara e objetiva, sem permitir duas interpretações. ( ) Circulam apenas dentro de tribunais, longe do acesso da população. ( ) Têm a finalidade de organizar a vida em sociedade.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( F ) Usam linguagem informal, cheia de gírias. ( V ) Organizam-se em partes com hierarquia: títulos, capítulos e artigos. ( V ) A linguagem deve ser clara e objetiva, sem permitir duas interpretações. ( F ) Circulam apenas dentro de tribunais, longe do acesso da população. ( V ) Têm a finalidade de organizar a vida em sociedade.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o que é um texto normativo: aquele que estabelece regras, como leis, estatutos e regulamentos.
Passo 2 (item 1): esses textos usam linguagem formal, seguindo a norma-padrão. Gíria tornaria o texto impreciso e datado. F.
Passo 3 (itens 2 e 3): a divisão em títulos, capítulos, artigos e incisos e a clareza sem ambiguidade são características típicas. V e V.
Passo 4 (item 4): leis são públicas. O ECA, por exemplo, circula em escolas, sites, cartilhas e livros didáticos. F.
Passo 5 (item 5): a razão de existir das regras é organizar a convivência. V.
38Dissertativo
Você acha que jovens da sua idade costumam procurar textos de lei para ler? Explique sua resposta e sugira duas formas de tornar o conteúdo do ECA mais conhecido entre crianças e adolescentes.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Resposta pessoal. Exemplo: em geral, jovens não procuram textos de lei, porque acham a linguagem difícil e distante do seu dia a dia. Duas formas de divulgar o ECA: (1) criar cartilhas, histórias em quadrinhos e vídeos curtos que expliquem os artigos com exemplos do cotidiano; (2) organizar na escola projetos como murais, podcasts, peças de teatro ou uma "semana dos direitos", em que cada turma apresente um artigo do ECA.
Resolução passo a passo
Passo 1: responda primeiro à pergunta (sim ou não) e explique o motivo. Vale dizer que a linguagem jurídica costuma ser formal e cheia de termos técnicos.
Passo 2: pense no que já chama a atenção de quem tem a sua idade: vídeos curtos, quadrinhos, jogos, redes sociais, teatro, música.
Passo 3: transforme essas ideias em duas sugestões concretas de divulgação, dizendo onde elas aconteceriam (escola, internet, biblioteca, praça).
Passo 4: feche mostrando a importância disso: quem conhece os próprios direitos consegue defendê-los e também respeitar os direitos dos outros.
Mundo digital: regras de comunicação entre aparelhos
39Múltipla escolha
No mundo digital, computadores e celulares também seguem regras para trocar informações. Qual é a principal função dessas regras?
Resposta
Alternativa b) Garantir que os dados sejam transmitidos de forma rápida e segura.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a ideia. Na internet, as mensagens são quebradas em pedacinhos chamados pacotes de dados. Regras combinadas entre os aparelhos (os protocolos) dizem como enviar, numerar e remontar esses pacotes.
Passo 2: pense no objetivo dessas regras: fazer a informação chegar ao destino certo, completa e sem demora.
Passo 3: compare com as regras da vida em sociedade. Assim como as normas organizam a convivência, os protocolos organizam a conversa entre as máquinas.
Passo 4: elimine as outras. Deixar a internet lenta (a) e impedir mensagens (c) são o contrário do objetivo; escolher o aparelho mais bonito (d) não faz sentido nenhum.
40Dissertativo
Na brincadeira do "quebra-cabeça da comunicação", cada grupo escreve as palavras de uma frase em cartões separados e envia o envelope para outro grupo. Explique por que é importante escrever no envelope a cor do grupo que envia (remetente) e a cor do grupo que recebe (destinatário).
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque, sem a identificação, o envelope pode chegar ao grupo errado ou ninguém saberá quem enviou a mensagem e para quem responder. A cor do remetente mostra a origem, e a cor do destinatário mostra o destino. É assim que funciona na internet: cada pacote de dados carrega o endereço de quem envia e de quem recebe, para não se perder no caminho.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda os dois termos. Remetente é quem envia; destinatário é quem recebe. Igual a uma carta.
Passo 2: imagine a brincadeira sem as cores. Vários envelopes circulando e nenhum jeito de saber quem mandou o quê — a mensagem se perde ou chega a quem não devia.
Passo 3: veja a utilidade de saber o remetente: o grupo que recebe consegue responder e conferir se a frase chegou completa.
Passo 4: faça a ligação com o mundo digital. Cada pacote enviado pela internet leva o endereço IP de origem e o de destino, exatamente como as cores no envelope. Sem isso, a rede não saberia entregar nada.
41Dissertativo
Imagine que um dos cartões do envelope se perdeu no caminho e a frase chegou incompleta ao grupo destinatário. O que pode acontecer com a mensagem? Relacione essa situação com o que acontece quando um vídeo trava ou uma mensagem chega cortada no celular.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A frase chega incompleta e pode ficar sem sentido ou com um sentido diferente do pretendido; o grupo que recebe precisaria pedir o cartão que faltou. O mesmo acontece no celular: quando alguns pacotes de dados se perdem ou demoram a chegar, o vídeo trava, a imagem fica embaralhada ou a mensagem chega cortada, e o aparelho pede o reenvio das partes que faltam.
Resolução passo a passo
Passo 1: pense na brincadeira. Se a frase era "Toda criança tem direito de brincar" e o cartão "direito" sumiu, o grupo lê "Toda criança tem de brincar" — o sentido muda.
Passo 2: conclua que a mensagem depende de todas as partes chegarem, e na ordem certa.
Passo 3: faça a comparação com o celular. Os dados viajam em pacotes; se alguns se perdem pelo caminho (sinal fraco, rede congestionada), o aparelho não consegue montar a informação completa.
Passo 4: descreva o efeito: o vídeo trava ou fica com qualidade ruim, o áudio corta, a mensagem chega pela metade. O sistema então reenvia os pacotes que faltaram — como pedir o cartão perdido de volta.
42Dissertativo
Inspirando-se nos artigos do ECA, escreva duas frases curtas usando verbos no modo subjuntivo que poderiam ser enviadas como mensagem no jogo dos cartões. Exemplo: "Que todos respeitem a opinião das crianças."
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Resposta
Resposta pessoal. Exemplos: • "Que todas as crianças tenham acesso à escola." • "Espero que ninguém maltrate um colega." • "Caso alguém sofra violência, que os adultos a protejam." • "Tomara que todos brinquem com segurança."
Resolução passo a passo
Passo 1: escolha um direito do ECA: educação, liberdade, brincar, respeito, saúde, proteção contra a violência.
Passo 2: comece a frase com uma expressão que puxa o subjuntivo: que, espero que, tomara que, é preciso que, caso.
Passo 3: conjugue o verbo no presente do subjuntivo: tenham, respeitem, brinquem, protejam, maltrate.
Passo 4: deixe a frase curta, porque cada palavra vai em um cartão. Depois conte as palavras e escreva uma em cada cartão, na ordem certa.
Você constrói: produção de um regulamento
43Múltipla escolha
A turma do 6º ano vai criar um regulamento interno. Qual das alternativas apresenta um artigo bem escrito para esse documento?
Resposta
Alternativa b) Art. 3º É dever de todos os alunos manter a sala organizada ao fim de cada aula.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre como deve ser um artigo de regulamento: linguagem formal, clara, objetiva e com a regra bem definida.
Passo 2: analise a letra b. Ela usa a expressão é dever de, diz quem deve cumprir (todos os alunos), o que deve ser feito (manter a sala organizada) e quando (ao fim de cada aula). Está completa.
Passo 3: elimine a e c. Acho que, sei lá, a gente, talvez, de vez em quando são marcas de opinião e informalidade, que não cabem num texto normativo.
Passo 4: elimine d. Essa frase apenas descreve um problema e ainda julga os colegas; não estabelece nenhuma regra.
44Dissertativo
Escreva três artigos para o regulamento da sua turma, um para cada tema: comportamento durante a aula, respeito e cuidado com os colegas e organização da sala. Use linguagem formal, clara e objetiva, como nos textos normativos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Resposta pessoal. Exemplo de modelo: Art. 1º (comportamento durante a aula) É dever do aluno permanecer em seu lugar durante as explicações e solicitar a palavra antes de falar, respeitando a vez dos colegas. Art. 2º (respeito e cuidado com os colegas) É proibido o uso de apelidos ofensivos, empurrões ou qualquer forma de agressão física ou verbal entre os estudantes. Art. 3º (organização da sala) Ao final de cada aula, é dever de todos recolher o lixo, guardar os materiais e deixar as carteiras alinhadas.
Resolução passo a passo
Passo 1: numere os artigos (Art. 1º, Art. 2º, Art. 3º), como se faz nos textos normativos.
Passo 2: escreva cada regra com uma fórmula de obrigação: É dever de..., É proibido..., Os alunos devem....
Passo 3: responda dentro da frase a três perguntas: quem cumpre, o que deve fazer e quando/onde. Isso evita dúvidas.
Passo 4: use a norma-padrão: nada de gírias, a gente, sei lá ou abreviações de mensagem.
Passo 5: releia e pergunte-se: "alguém poderia entender isso de outro jeito?". Se sim, deixe a frase mais específica.
45Dissertativo
Leia o artigo abaixo, retirado do rascunho de um regulamento de turma:
"Art. 7º Os alunos não devem usar o celular na hora errada."
Esse artigo apresenta um problema típico de texto normativo. Identifique qual é o problema e reescreva o artigo de modo que não reste dúvida sobre o que se espera.
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Resposta
O problema é a imprecisão (falta de clareza): a expressão "na hora errada" é vaga e cada aluno pode interpretá-la de um jeito. Um texto normativo não pode permitir duas interpretações. Reescrita possível: "Art. 7º É proibido o uso do celular durante as aulas, salvo quando o professor autorizar seu uso para atividades pedagógicas."
Resolução passo a passo
Passo 1: procure a parte que gera dúvida. "Hora errada" não indica um momento definido: é o intervalo? A prova? A explicação?
Passo 2: lembre a característica principal do texto normativo: a linguagem deve ser clara e objetiva, sem espaço para interpretações diferentes.
Passo 3: troque a expressão vaga por informações precisas: diga quando o uso é proibido (durante as aulas) e, se houver, qual é a exceção (quando o professor autorizar).
Passo 4: use uma fórmula de obrigação (é proibido, é vedado) e mantenha a numeração do artigo.
Passo 5: releia e teste com um colega: se as duas pessoas entenderem a mesma coisa, o artigo está bem escrito.
46Verdadeiro ou falso
Depois de escrever o regulamento, a turma faz a revisão. Marque V ou F nos pontos que devem ser conferidos nessa etapa.
( ) Se o texto está organizado nos tópicos corretos (disposições gerais, direitos, obrigações, proibições). ( ) Se a linguagem está na norma-padrão. ( ) Se as regras podem ser interpretadas de mais de uma forma. ( ) Se o regulamento tem desenhos coloridos em todas as páginas. ( ) Se há palavras que geram dúvida e precisam de explicação.
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Resposta
( V ) Se o texto está organizado nos tópicos corretos. ( V ) Se a linguagem está na norma-padrão. ( V ) Se as regras podem ser interpretadas de mais de uma forma. ( F ) Se o regulamento tem desenhos coloridos em todas as páginas. ( V ) Se há palavras que geram dúvida e precisam de explicação.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o que é a revisão: o momento de reler o texto e corrigir o que não está bom, antes da versão final.
Passo 2 (itens 1 e 2): a organização em partes (disposições gerais, direitos, obrigações, proibições) e o uso da norma-padrão são exigências do gênero. Devem ser conferidos: V.
Passo 3 (item 3): sim, é preciso verificar se alguma regra permite duas interpretações. Se permitir, ela deve ser reescrita. Por isso o item é V — ele é um ponto de checagem.
Passo 4 (item 4): desenhos coloridos podem enfeitar, mas não são exigência de um texto normativo nem garantem a qualidade das regras. F.
Passo 5 (item 5): palavras difíceis ou vagas precisam ser explicadas ou trocadas, para que todos entendam igual. V.
47Dissertativo
Por que é importante que a maioria da turma vote e concorde com as regras antes de elas entrarem no regulamento? Relacione sua resposta à ideia de participação de todos na criação e no cumprimento das regras.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Resposta pessoal, com esta ideia: quando a turma discute e vota as regras, todos entendem por que cada uma existe e se sentem responsáveis por elas. Regras impostas de cima costumam ser vistas como castigo e acabam desobedecidas; regras construídas em conjunto viram um acordo coletivo, e é mais fácil que sejam cumpridas e cobradas pelos próprios colegas. Além disso, votar é um exercício de democracia: cada pessoa dá sua opinião e a decisão da maioria é respeitada.
Resolução passo a passo
Passo 1: pense na diferença entre receber uma regra pronta e ajudar a criá-la. No segundo caso, você conhece o motivo de cada item.
Passo 2: ligue isso à ideia de participação. Quem participa da decisão sente que a regra também é sua e a defende.
Passo 3: pense no cumprimento. Um regulamento só funciona se as pessoas o respeitarem no dia a dia; o acordo da maioria aumenta muito essa chance.
Passo 4: lembre do valor da votação: todos falam, ouvem e decidem juntos. É o mesmo princípio que vale na sociedade, quando os representantes eleitos criam as leis.
Passo 5: feche sua resposta com um exemplo da sua turma, se quiser (uma regra que todos aceitaram e passaram a cumprir).
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Capítulo 11 – A importância das regras (Unidade 3: Viver e agir em sociedade)
Resumo rápido
Capítulo 11 – A importância das regras (Unidade 3: Viver e agir em sociedade)
Resumo rápido
1Por que existem regras?
As regras são combinados que organizam a vida em sociedade. Elas aparecem em casa, na rua, na escola, no condomínio, no museu e na biblioteca.
Muitas vezes seguimos regras sem perceber, como atravessar na faixa de pedestres ou formar fila. Algumas regras estão escritas em documentos; outras aprendemos pela convivência.
Quando todos conhecem e cumprem as regras, a convivência fica mais justa e segura para todo mundo.
Exemplo
Levantar a mão para pedir a vez de falar em público é uma regra que não está escrita, mas quase todos seguem.
2Texto em cena: regras dos museus
O texto Pode? Não pode? Por quê? explica as regras dos museus tradicionais (aqueles em que só observamos as obras). Nos museus interativos, é permitido tocar e experimentar.
O que não pode: tocar nos objetos (o toque desgasta e a gordura da mão estraga o material) e fotografar com flash (a luz desbota as peças).
O que pode: conversar baixinho, perguntar e criticar, ou seja, formar sua própria opinião. Comer não é boa ideia por causa da sujeira.
A linguagem do texto é simples: usa ditados populares e exemplos do dia a dia para explicar ciência de um jeito fácil.
Exemplo
"Água mole em pedra dura tanto bate até que fura" explica por que o pé da estátua de São Pedro, no Vaticano, ficou arredondado de tanto ser tocado.
3Linguagem em foco: o modo subjuntivo
O modo subjuntivo é o modo verbal que expressa dúvida, hipótese, possibilidade ou desejo. Ele é diferente do modo indicativo, que expressa certeza.
Em "...está contribuindo para que ele se desgaste", o verbo desgaste mostra algo que pode acontecer, não algo certo.
Exemplo
Indicativo (certeza): Ele visita o museu. / Subjuntivo (dúvida): Talvez ele visite o museu.
3.1Presente do subjuntivo
Indica um fato incerto no presente ou no futuro e também desejos e conselhos. Costuma vir depois de talvez, é necessário que, é possível que, tomara que, convém que, espero que.
Exemplo
Tomara que ninguém fotografe com flash.
3.2Pretérito imperfeito do subjuntivo
Indica uma hipótese, algo que só aconteceria sob certa condição. Aparece com se, que ou caso e costuma se ligar a um verbo no futuro do pretérito do indicativo (faria, seria, haveria).
Exemplo
Se eu fosse artista, faria uma bela exposição no museu.
3.3Futuro do subjuntivo
Indica um acontecimento possível no futuro. Vem quase sempre com quando ou se.
Exemplo
Se quiser vir ao museu comigo, comprarei logo os ingressos.
3.4Como conjugar (terminações)
Presente: cante, venda, parta (eu) – as terminações mudam a vogal do verbo.
Pretérito imperfeito: terminam em -asse, -esse, -isse (cantasse, vendesse, partisse).
Futuro: parecem o infinitivo (cantar, vender, partir), mas mudam nas outras pessoas: cantares, cantarmos, cantarem.
3.5Correlação verbal
Correlação verbal é a combinação lógica entre os verbos de uma frase. Se o primeiro verbo indica hipótese, o segundo também precisa indicar algo incerto.
Exemplo
Certo: Se todos fotografassem o quadro, ele estaria desbotado. / Errado: Se todos fotografassem o quadro, ele está desbotado.
3.6Tempo composto do subjuntivo
É formado por um verbo auxiliar (ter ou haver) no subjuntivo + o verbo principal no particípio (terminado em -ado ou -ido).
📐 Para guardar
ter/haver (no subjuntivo) + verbo principal no particípio
Exemplo
Se ele tivesse visitado o museu, veria obras renomadas.
3.7Fala do dia a dia
Na conversa informal, muita gente troca o subjuntivo pelo indicativo, como em "Talvez chegarei a tempo" ou "Se eu digo isso, ninguém acredita". Na norma-padrão, o certo é usar o subjuntivo: Talvez eu chegue, Se eu disser.
Exemplo
Informal: Se eu descumpro as regras, você me avisa? → Norma-padrão: Se eu descumprir as regras, você me avisa?
4Panorama: normas e leis
Norma é uma regra criada por um grupo específico para organizar a convivência dele, como as regras de uma brincadeira, da sala de aula ou de um museu.
Lei é uma regra mais ampla, criada pelo governo para toda a sociedade. É obrigatória para todos os cidadãos e serve para manter a ordem e proteger direitos.
Um exemplo de lei é o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069, de 1990). Ele garante a proteção integral de crianças (até 12 anos incompletos) e adolescentes (de 12 a 18 anos), com direitos à vida, à saúde, à liberdade, ao respeito e à dignidade.
Exemplo
Art. 15 do ECA: "A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade..." – verbo no presente do indicativo, que dá ideia de certeza.
5Características dos textos normativos
Textos normativos são aqueles que estabelecem regras (leis, estatutos, regulamentos). Sua finalidade é organizar a vida em sociedade, dando os mesmos direitos e deveres a todos.
Usam linguagem formal, clara e objetiva, quase sempre no presente do indicativo, para não deixar dúvidas nem permitir mais de uma interpretação.
São organizados em hierarquia: títulos → capítulos → artigos → incisos (números romanos). Começam pelas informações gerais e vão detalhando.
Circulam em locais de acesso livre, como sites oficiais e impressos em lugares públicos.
Exemplo
No ECA, o Título I – Das Disposições Preliminares funciona como a introdução da lei.
6Você constrói: regulamento da turma
A proposta é criar, junto com a turma, um regulamento interno para a escola, seguindo a estrutura dos textos normativos.
Passos: dividir-se em grupos por tema (comportamento na aula, respeito aos colegas, organização da sala); listar ideias; votar as regras que entrarão no texto; escrever em artigos numerados, começando pelas Disposições gerais.
Depois, revisar tudo: conferir se a linguagem está na norma-padrão, se o texto é claro e se não permite duas interpretações. Por fim, imprimir e distribuir para que todos consultem e cumpram.
Exemplo
*Art. 1º O presente Regulamento Interno da Turma do 6º ano tem por objetivo deixar claro quais são as normas que devem ser obedecidas por todos os integrantes da turma.*
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Leitura e interpretação: regras em espaços públicos (texto "Pode? Não pode? Por quê?")
1Múltipla escolha
Leia o texto abaixo, publicado no mural de uma biblioteca pública.
*"Você já se perguntou por que a biblioteca pede silêncio? A resposta é simples: cada leitor está mergulhado em uma história diferente. Uma conversa alta quebra essa concentração. Por isso, pode conversar, sim! Mas em voz baixa, como quem conta um segredo. E comer? Aí já é outra história: migalhas atraem insetos, e insetos adoram roer papel. Em poucos meses, um livro pode virar renda."*
Qual é o objetivo principal desse texto?
Resposta
Alternativa b) Explicar o que pode e o que não pode ser feito na biblioteca e por quê.
Resolução passo a passo
Primeiro, olhe o título e a pergunta que abre o texto: "Você já se perguntou por que a biblioteca pede silêncio?". Quem começa assim quer explicar alguma coisa.
Depois, veja o que o texto faz em cada parte: diz que pode conversar em voz baixa e que não pode comer. E, em cada caso, dá o motivo (a concentração dos leitores, os insetos que roem papel).
Esse é o objetivo principal: mostrar as regras do espaço e a razão de cada uma. Por isso a resposta é a letra b.
As outras alternativas não servem: o texto não conta a história das bibliotecas (a), não pede para ninguém deixar de ir lá (c) e não ensina a consertar livros (d).
2Verdadeiro ou falso
Ainda sobre o texto do mural da biblioteca, marque pode (P) ou não pode (N) em cada ação, de acordo com o que se diz no texto.
( ) Conversar em voz baixa com um colega. ( ) Comer um salgadinho entre as estantes. ( ) Gritar para chamar um amigo do outro lado da sala. ( ) Ler em silêncio ao lado de outras pessoas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( P ) Conversar em voz baixa com um colega. ( N ) Comer um salgadinho entre as estantes. ( N ) Gritar para chamar um amigo do outro lado da sala. ( P ) Ler em silêncio ao lado de outras pessoas.
Resolução passo a passo
Para responder, procure no texto a frase que fala de cada ação. Isso se chama localizar a informação.
1ª ação: o texto diz "pode conversar, sim! Mas em voz baixa". Então conversar baixinho é P (pode).
2ª ação: sobre comer, o texto diz "Aí já é outra história" e explica que as migalhas atraem insetos que roem o papel. Logo, comer é N (não pode).
3ª ação: gritar é o contrário de falar baixo. Se só se pode conversar "como quem conta um segredo", gritar é N.
4ª ação: ler em silêncio é exatamente o que a biblioteca espera do visitante. Portanto, P.
3Dissertativo
Releia este trecho do texto "Pode? Não pode? Por quê?":
"Comer no museu não é lá uma boa ideia, porque algumas pessoas não são cuidadosas e deixam cair migalhas pelo chão."
O trecho traz uma proibição direta (como "é proibido comer")? Explique sua resposta e reescreva a informação em forma de regra escrita para um cartaz.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Não, o trecho não traz uma proibição direta. Ele explica um motivo e usa uma linguagem suave ("não é lá uma boa ideia"), como um conselho. Reescrita em forma de regra para cartaz: "É proibido comer e beber nas salas de exposição." (ou "Não é permitido consumir alimentos dentro do museu.").
Resolução passo a passo
Passo 1: leia com atenção a expressão usada. "Não é lá uma boa ideia" é um jeito educado e informal de desaconselhar. Não é a mesma coisa que "é proibido".
Passo 2: veja que, logo depois, vem a palavra porque. Ela introduz a justificativa: as migalhas caem no chão. O texto explica, não manda.
Passo 3: lembre-se de que o texto é informativo, escrito em tom de conversa. Já um cartaz é um texto normativo: ele precisa ser curto, claro e direto.
Passo 4: transforme. Tire a conversa e deixe só a ordem: "É proibido comer e beber nas salas de exposição." Se quiser, o cartaz pode ter uma linha menor com o motivo: "Migalhas atraem insetos que danificam as obras."
4Múltipla escolha
Observe as duas situações:
I. Um museu de ciências em que o visitante pode girar manivelas, apertar botões e montar peças. II. Um museu de arte em que as pinturas ficam protegidas por cordas e uma luz fraca ilumina cada quadro.
Qual afirmação está correta, segundo o que você leu no capítulo?
Resposta
Alternativa b) I é um museu interativo e II é um museu tradicional.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda os dois nomes. Museu interativo é aquele em que o visitante pode agir: tocar, apertar, montar, experimentar. Museu tradicional é aquele em que se deve apenas observar as obras, sem tocar.
Passo 2: analise a situação I. Girar manivelas, apertar botões e montar peças é agir. Logo, I é interativo.
Passo 3: analise a situação II. Cordas de proteção e luz fraca existem justamente para preservar as pinturas e impedir o toque. Logo, II é tradicional.
Passo 4: elimine as outras. A letra a inverte tudo; c e d dizem que os dois são iguais, o que não é verdade, pois as regras de cada um são diferentes.
Modo subjuntivo: sentidos e tempos verbais
5Múltipla escolha
O modo subjuntivo é o modo verbal que mostra ideias de dúvida, desejo, hipótese e possibilidade. Marque a frase em que o verbo destacado está nesse modo.
Resposta
Alternativa c) Talvez a professora marque a visita para sexta-feira.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o que é o modo subjuntivo. É o modo do verbo que mostra o que é duvidoso, desejado ou possível, e não o que é certo.
Passo 2: procure palavras que dão pista, como talvez, se, quando, tomara que, espero que, caso. Na letra c aparece talvez.
Passo 3: teste o sentido. Talvez a professora marque = não se sabe se vai marcar. É possibilidade. Verbo no presente do subjuntivo.
Passo 4: elimine as outras. Explicou, visitamos e chegarão mostram fatos certos (o que aconteceu ou o que vai acontecer). Esses verbos estão no modo indicativo.
6Verdadeiro ou falso
Indique o tempo do modo subjuntivo de cada verbo em destaque, usando a legenda: 1 – Presente, 2 – Pretérito imperfeito, 3 – Futuro.
( ) Se você guardasse o celular, aproveitaria melhor a exposição. ( ) Tomara que o guia fale sobre a tela mais famosa. ( ) Quando nós chegarmos à biblioteca, faremos o cadastro. ( ) É necessário que os moradores cuidem das áreas comuns. ( ) Se eu puder, levarei meu irmão à exposição. ( ) Caso o livro estivesse disponível, eu já o teria levado.
Passo 1: guarde as terminações que identificam cada tempo. Pretérito imperfeito do subjuntivo termina em -sse (guardasse, estivesse). Futuro do subjuntivo parece o infinitivo (chegarmos, puder, for, fizer). O presente do subjuntivo muda a vogal final (fale, cuidem, ame, parta).
Passo 2: use também as palavras que vêm antes. Se costuma puxar o imperfeito (se guardasse) ou o futuro (se eu puder). Tomara que e é necessário que puxam o presente. Quando puxa o futuro. Caso puxa presente ou imperfeito.
Passo 3: aplique item a item. Guardasse tem -sse → 2. Fale, depois de tomara que → 1. Chegarmos, depois de quando e com cara de infinitivo → 3. Cuidem, depois de é necessário que → 1. Puder, futuro do verbo poder → 3. Estivesse, com -sse → 2.
Passo 4: confira se o sentido combina: desejo/necessidade no presente, hipótese no imperfeito, condição futura no futuro.
7Calcule
Complete as frases com o verbo entre parênteses em um dos tempos do modo subjuntivo.
a) Tomara que a turma ______________ o regulamento com atenção. (ler) b) Se eu ______________ mais perto do museu, iria todo domingo. (morar) c) Quando você ______________ o cartaz na parede, avise os colegas. (fixar) d) É importante que nós ______________ as regras juntos. (decidir) e) Caso o porteiro ______________ o aviso, entregue a ele o bilhete. (ver)
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) leia — Tomara que a turma leia o regulamento com atenção. b) morasse — Se eu morasse mais perto do museu, iria todo domingo. c) fixar — Quando você fixar o cartaz na parede, avise os colegas. d) decidamos — É importante que nós decidamos as regras juntos. e) veja — Caso o porteiro veja o aviso, entregue a ele o bilhete.
Resolução passo a passo
Passo 1: em cada frase, procure a palavra que anuncia o subjuntivo: tomara que, se, quando, é importante que, caso.
Passo 2 (a): Tomara que indica desejo e pede o presente do subjuntivo. O verbo ler fica que ela leia.
Passo 3 (b): Se... iria mostra hipótese que não é real. Isso pede o pretérito imperfeito do subjuntivo: morasse.
Passo 4 (c): Quando + ação que ainda vai acontecer pede o futuro do subjuntivo. De fixar, a forma é igual ao infinitivo: fixar.
Passo 5 (d): É importante que pede presente do subjuntivo. Com nós, o verbo decidir vira decidamos.
Passo 6 (e): Caso pede presente do subjuntivo. O verbo ver faz que ele veja (cuidado: não é vê nem visse aqui).
8Dissertativo
Leia a lista de atitudes que ajudam na boa convivência em um condomínio:
• Recolher as fezes do animal; • Usar a caixa de transporte no elevador; • Respeitar os locais em que os animais podem circular.
Reescreva duas dessas atitudes começando as frases com "Convém que o tutor...", usando o presente do subjuntivo e fazendo as mudanças necessárias.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Duas possibilidades (bastam duas): • Convém que o tutor recolha as fezes do animal. • Convém que o tutor use a caixa de transporte no elevador. • Convém que o tutor respeite os locais em que os animais podem circular.
Resolução passo a passo
Passo 1: observe que a lista original usa verbos no infinitivo (recolher, usar, respeitar), aquela forma que termina em -r.
Passo 2: a expressão Convém que pede um verbo no presente do subjuntivo, porque indica aquilo que é aconselhável fazer.
Passo 3: conjugue na 3ª pessoa do singular, já que o sujeito é o tutor: recolher → recolha; usar → use; respeitar → respeite.
Passo 4: monte a frase completa e mantenha o resto igual. Não esqueça o ponto final e a letra maiúscula no começo.
Conjugação do modo subjuntivo e correlação verbal
9Calcule
Complete o quadro de conjugação do verbo avisar no modo subjuntivo.
Presente: que eu ________, que tu ________, que ele ________, que nós ________, que vós ________, que eles ________. Pretérito imperfeito: se eu ________, se tu ________, se ele ________, se nós ________, se vós ________, se eles ________. Futuro: quando eu ________, quando tu ________, quando ele ________, quando nós ________, quando vós ________, quando eles ________.
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Resposta
Presente: que eu avise, que tu avises, que ele avise, que nós avisemos, que vós aviseis, que eles avisem. Pretérito imperfeito: se eu avisasse, se tu avisasses, se ele avisasse, se nós avisássemos, se vós avisásseis, se eles avisassem. Futuro: quando eu avisar, quando tu avisares, quando ele avisar, quando nós avisarmos, quando vós avisardes, quando eles avisarem.
Resolução passo a passo
Passo 1: identifique a conjugação. Avisar termina em -ar, então é da 1ª conjugação. Tire o -ar e fique com o radical avis-.
Passo 2 (presente): nos verbos de -ar, o presente do subjuntivo usa a vogal e: avis + e, es, e, emos, eis, em.
Passo 3 (imperfeito): parta do passado eles avisaram, tire o -ram e acrescente as terminações com -sse: avisasse, avisasses, avisasse, avisássemos, avisásseis, avisassem. Repare no acento em avisássemos.
Passo 4 (futuro): parta de novo de avisaram, tire o -am e junte: avisar, avisares, avisar, avisarmos, avisardes, avisarem. A 1ª e a 3ª pessoa do singular ficam iguais ao infinitivo.
10Múltipla escolha
A correlação verbal é a combinação lógica entre os verbos de uma frase. Assinale a frase em que essa combinação está CORRETA.
Resposta
Alternativa b) Se todos os visitantes tocassem na estátua, ela estaria gasta em poucos anos.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a correlação verbal. É a combinação certa entre os verbos das duas partes da frase, para que o tempo faça sentido.
Passo 2: guarde a dupla mais comum das hipóteses: se + pretérito imperfeito do subjuntivo (tocassem) combina com o futuro do pretérito (estaria).
Passo 3: confira a letra b. Se... tocassem + estaria gasta — combinação perfeita, e o sentido é claro: é uma situação imaginada.
Passo 4: elimine as erradas. Em a, tocassem (hipótese) não combina com está hoje (fato presente). Em c, tocarem aponta para o futuro e esteve ontem para o passado — impossível. Em d, se tocavam não é subjuntivo e estaria gastasse nem existe como forma verbal.
11Dissertativo
As frases a seguir têm problemas de correlação verbal. Reescreva cada uma corrigindo o erro.
a) Se a turma criasse um regulamento, a convivência melhora muito. b) Quando nós chegarmos à biblioteca, pegávamos o livro reservado. c) Se eu soubesse as regras, eu não errei na visita.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Se a turma criasse um regulamento, a convivência melhoraria muito. b) Quando nós chegarmos à biblioteca, pegaremos o livro reservado. c) Se eu soubesse as regras, eu não erraria na visita. (ou: Se eu tivesse sabido as regras, eu não teria errado na visita.)
Resolução passo a passo
Passo 1 (a): criasse é pretérito imperfeito do subjuntivo e mostra hipótese. Ele pede o futuro do pretérito: melhoraria. O presente melhora dá a ideia de fato real, o que não combina.
Passo 2 (b): chegarmos é futuro do subjuntivo, ou seja, algo que ainda vai acontecer. Não dá para continuar com pegávamos, que é passado. O certo é o futuro do presente: pegaremos (também vale o imperativo peguemos).
Passo 3 (c): soubesse é hipótese; errei é passado real. A dupla correta é soubesse + erraria. Se você quiser falar de algo que já passou, use os dois no tempo composto: tivesse sabido + teria errado.
Passo 4: releia cada frase corrigida em voz alta. Se o sentido do tempo (passado, presente, futuro) bater nas duas partes, a correlação está certa.
12Dissertativo
Leia o trecho de um regulamento de clube:
*"O sócio poderá levar um convidado. Caso o convidado queira usar a piscina, ele deverá apresentar o exame médico. Se houver mais de um convidado por sócio, será cobrada uma taxa extra. Quando a lotação atingir o limite, novas entradas serão suspensas."*
a) Copie do trecho os verbos que estão no modo subjuntivo. b) Em que tempo do subjuntivo eles estão? c) Que sentido esse tempo verbal dá ao regulamento?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Verbos no subjuntivo: queira, houver e atingir. b) Queira está no presente do subjuntivo; houver e atingir estão no futuro do subjuntivo. c) Esses tempos dão ideia de situação possível: a regra não fala de um caso já acontecido, e sim de qualquer situação que venha a acontecer. Assim, o regulamento vale sempre, para todos os casos futuros.
Resolução passo a passo
Passo 1: procure as palavras que anunciam o subjuntivo: caso, se, quando. Elas aparecem em três trechos do regulamento.
Passo 2: analise Caso o convidado queira. Caso pede presente do subjuntivo, e a forma do verbo querer é queira.
Passo 3: analise Se houver e Quando a lotação atingir. As duas formas parecem infinitivos (haver, atingir) e vêm depois de se e quando apontando para o futuro: são futuro do subjuntivo.
Passo 4: pense no efeito. O regulamento precisa prever situações que talvez aconteçam. Por isso combina subjuntivo (queira, atingir) com futuro do indicativo nas consequências (deverá apresentar, serão suspensas).
Tempo composto do modo subjuntivo
13Múltipla escolha
O tempo composto do subjuntivo usa um verbo auxiliar (ter ou haver) no subjuntivo mais um verbo principal no particípio. Assinale a frase que está nesse tempo composto.
Resposta
Alternativa b) Se ele tivesse visitado o museu, teria visto obras famosas.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre a fórmula do tempo composto: verbo auxiliar (ter ou haver) no subjuntivo + verbo principal no particípio (aquela forma que termina em -ado ou -ido, como visitado, lido, visto).
Passo 2: procure essa dupla nas alternativas. Em b aparece tivesse (auxiliar no pretérito imperfeito do subjuntivo) + visitado (particípio). É o tempo composto.
Passo 3: elimine a letra a. Visitasse é subjuntivo, mas está sozinho: é tempo simples.
Passo 4: elimine c e d. Visitou e viu são indicativo (fato certo do passado); visitar em Quando ele visitar é futuro do subjuntivo simples.
14Dissertativo
Reescreva as frases a seguir usando o modo subjuntivo composto.
a) Espero que a turma leia o regulamento até amanhã. b) Se eu chegasse mais cedo, encontraria o guia. c) Quando você devolver o livro, avise a bibliotecária.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Espero que a turma tenha lido o regulamento até amanhã. b) Se eu tivesse chegado mais cedo, teria encontrado o guia. c) Quando você tiver devolvido o livro, avise a bibliotecária.
Resolução passo a passo
Passo 1: em todas as frases, mantenha o auxiliar ter no mesmo tempo em que estava o verbo original, e passe o verbo principal para o particípio.
Passo 2 (a): leia está no presente do subjuntivo. O auxiliar vai para o presente do subjuntivo (tenha) e ler vira lido: tenha lido. Sentido: a leitura já estará concluída antes de amanhã.
Passo 3 (b): chegasse está no imperfeito do subjuntivo → tivesse chegado. Para a correlação ficar certa, encontraria também vira composto: teria encontrado. Agora a frase fala de algo que já não pode mais acontecer.
Passo 4 (c): devolver está no futuro do subjuntivo → tiver devolvido. Sentido: só depois de a devolução estar feita é que se avisa a bibliotecária.
15Dissertativo
Compare as duas frases e explique a diferença de sentido entre elas:
I. Se eles seguissem as regras, o museu ficaria limpo. II. Se eles tivessem seguido as regras, o museu teria ficado limpo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Na frase I, a hipótese ainda está aberta: fala-se de uma situação imaginada que poderia acontecer (se eles passassem a seguir as regras, o museu ficaria limpo). Na frase II, o tempo composto mostra que a chance já passou: eles não seguiram as regras e o museu não ficou limpo. A frase II fala de algo que não se realizou no passado.
Resolução passo a passo
Passo 1: olhe os verbos da frase I: seguissem e ficaria. São tempos simples — imperfeito do subjuntivo + futuro do pretérito. Eles imaginam uma situação, sem dizer que ela já acabou.
Passo 2: olhe os verbos da frase II: tivessem seguido e teria ficado. São tempos compostos, formados com o auxiliar ter + particípio.
Passo 3: entenda o que o composto acrescenta. Ele indica uma ação encerrada no passado. Por isso a frase II deixa claro que a oportunidade se perdeu: a sujeira já aconteceu.
Passo 4: guarde a dica prática. Hipótese possível → se seguissem... ficaria. Arrependimento sobre o passado → se tivessem seguido... teria ficado.
(Com)Texto: subjuntivo na fala do dia a dia
16Dissertativo
Leia a fala de um menino para a irmã:
"Combinado, Bia: se eu esqueço de guardar a bola, você me lembra?"
a) Identifique os verbos da frase destacada e diga em que modo verbal eles estão. b) A mensagem tem sentido de certeza sobre o presente, de possibilidade no futuro ou de dúvida sobre o passado? Justifique.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Os verbos são esqueço e lembra (há também guardar, no infinitivo). Os dois verbos conjugados estão no presente do modo indicativo. b) A mensagem tem sentido de possibilidade no futuro: o menino não esqueceu ainda; ele fala de algo que pode vir a acontecer e pede ajuda para esse caso.
Resolução passo a passo
Passo 1 (a): separe os verbos da frase. Esqueço (verbo esquecer) e lembra (verbo lembrar). Guardar aparece no infinitivo, ligado a esquecer.
Passo 2: classifique. Esqueço e lembra são formas do presente do indicativo, o modo que normalmente indica fato certo.
Passo 3 (b): olhe o contexto, não só a forma. A palavra se e a palavra combinado mostram que os dois estão fazendo um acordo sobre algo que talvez aconteça depois.
Passo 4: conclua. Mesmo com o verbo no indicativo, o sentido é de possibilidade futura. Na fala do dia a dia, isso acontece bastante: o contexto "conserta" o sentido.
17Múltipla escolha
Assinale a alternativa em que a frase falada foi reescrita corretamente de acordo com a norma-padrão.
Resposta
Alternativa a) "Talvez eu vou ao museu amanhã." → "Talvez eu vá ao museu amanhã."
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre que a palavra talvez expressa dúvida e, na norma-padrão, pede o presente do subjuntivo.
Passo 2: conjugue o verbo ir nesse tempo: que eu vá, que tu vás, que ele vá. Logo, Talvez eu vá está correto. A letra a acerta.
Passo 3: elimine b. Talvez eu irei mistura dúvida (talvez) com futuro do indicativo (irei), que indica certeza. Não combina.
Passo 4: elimine c e d. Em c, depois de se com sentido de possibilidade não se usa futuro do indicativo (direi); o certo seria Se eu disser isso.... Em d, Quando eu cheguei joga a frase para o passado, mas o aviso é futuro; o certo seria Quando eu chegar lá, te aviso.
Textos normativos: leis e normas (ECA)
18Verdadeiro ou falso
Leia as afirmações e escreva V para verdadeiro e F para falso.
( ) Uma norma é uma regra criada por um grupo específico, como uma turma ou uma família. ( ) Uma lei é estabelecida pelo governo e vale para toda a sociedade. ( ) As regras de um jogo entre amigos são um exemplo de lei. ( ) O ECA é uma lei que protege os direitos de crianças e adolescentes. ( ) Normas e leis têm exatamente o mesmo alcance e a mesma obrigatoriedade.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( V ) Uma norma é uma regra criada por um grupo específico. ( V ) Uma lei é estabelecida pelo governo e vale para toda a sociedade. ( F ) As regras de um jogo entre amigos são um exemplo de lei. ( V ) O ECA é uma lei que protege os direitos de crianças e adolescentes. ( F ) Normas e leis têm exatamente o mesmo alcance e a mesma obrigatoriedade.
Resolução passo a passo
Passo 1: fixe a diferença. Norma é a regra de um grupo (turma, família, condomínio, jogo). Lei é criada pelo poder público e vale para todos os cidadãos do país.
Passo 2 (itens 1 e 2): as duas afirmações repetem exatamente essas definições. Portanto, são V.
Passo 3 (item 3): as regras de um jogo entre amigos valem só para quem está jogando. São normas, não leis. F.
Passo 4 (item 4): o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) é a Lei nº 8.069, de 1990. É lei mesmo. V.
Passo 5 (item 5): quem descumpre uma lei pode sofrer punição prevista pelo Estado; quem descumpre uma norma de grupo responde só dentro daquele grupo. O alcance é diferente. F.
19Múltipla escolha
Leia o trecho abaixo, inspirado no Estatuto da Criança e do Adolescente:
*"Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa e ao preparo para o exercício da cidadania."*
Em que tempo e modo verbal está escrito esse artigo?
Resposta
Alternativa b) Presente do indicativo.
Resolução passo a passo
Passo 1: encontre o verbo principal do artigo: têm (do verbo ter).
Passo 2: pergunte quando a ação acontece. A criança e o adolescente têm direito — é agora, sempre, como um fato. Isso é presente.
Passo 3: pergunte que modo é. Não há dúvida nem desejo; há uma afirmação de certeza. Isso é modo indicativo.
Passo 4: elimine as outras. No pretérito perfeito seria tiveram; no presente do subjuntivo, tenham; no futuro do subjuntivo, tiverem. Nenhuma dessas formas aparece no texto.
20Múltipla escolha
Leia o artigo do ECA organizado em itens:
*"Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: I – ir, vir e estar nos logradouros públicos; II – opinião e expressão; III – crença e culto religioso; IV – brincar, praticar esportes e divertir-se; [...]"*
Nesse artigo, as informações indicadas pelos algarismos romanos
Resposta
Alternativa b) detalham o que é considerado "direito à liberdade" pela lei.
Resolução passo a passo
Passo 1: leia a parte inicial do artigo: "O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos". A palavra compreende significa "inclui, abrange".
Passo 2: entenda a função dos algarismos romanos (I, II, III, IV). Eles organizam os incisos, que são os itens que detalham o artigo.
Passo 3: observe o conteúdo dos itens: ir e vir, opinar, ter crença, brincar. São exemplos concretos de liberdade. Logo, eles ampliam e explicam o direito, não o restringem.
Passo 4: elimine as outras. A letra a diz o contrário; c fala de criação de leis, que não está no texto; d fala de deveres, e os itens são direitos.
21Verdadeiro ou falso
Marque V ou F sobre as características dos textos normativos estudadas no capítulo.
( ) Usam linguagem informal, cheia de gírias, para ficarem mais divertidos. ( ) Organizam-se em partes com hierarquia: títulos, capítulos e artigos. ( ) A linguagem deve ser clara e objetiva, sem permitir duas interpretações. ( ) Circulam apenas dentro de tribunais, longe do acesso da população. ( ) Têm a finalidade de organizar a vida em sociedade.
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Resposta
( F ) Usam linguagem informal, cheia de gírias. ( V ) Organizam-se em partes com hierarquia: títulos, capítulos e artigos. ( V ) A linguagem deve ser clara e objetiva, sem permitir duas interpretações. ( F ) Circulam apenas dentro de tribunais, longe do acesso da população. ( V ) Têm a finalidade de organizar a vida em sociedade.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o que é um texto normativo: aquele que estabelece regras, como leis, estatutos e regulamentos.
Passo 2 (item 1): esses textos usam linguagem formal, seguindo a norma-padrão. Gíria tornaria o texto impreciso e datado. F.
Passo 3 (itens 2 e 3): a divisão em títulos, capítulos, artigos e incisos e a clareza sem ambiguidade são características típicas. V e V.
Passo 4 (item 4): leis são públicas. O ECA, por exemplo, circula em escolas, sites, cartilhas e livros didáticos. F.
Passo 5 (item 5): a razão de existir das regras é organizar a convivência. V.
Mundo digital: regras de comunicação entre aparelhos
22Múltipla escolha
No mundo digital, computadores e celulares também seguem regras para trocar informações. Qual é a principal função dessas regras?
Resposta
Alternativa b) Garantir que os dados sejam transmitidos de forma rápida e segura.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a ideia. Na internet, as mensagens são quebradas em pedacinhos chamados pacotes de dados. Regras combinadas entre os aparelhos (os protocolos) dizem como enviar, numerar e remontar esses pacotes.
Passo 2: pense no objetivo dessas regras: fazer a informação chegar ao destino certo, completa e sem demora.
Passo 3: compare com as regras da vida em sociedade. Assim como as normas organizam a convivência, os protocolos organizam a conversa entre as máquinas.
Passo 4: elimine as outras. Deixar a internet lenta (a) e impedir mensagens (c) são o contrário do objetivo; escolher o aparelho mais bonito (d) não faz sentido nenhum.
23Dissertativo
Imagine que um dos cartões do envelope se perdeu no caminho e a frase chegou incompleta ao grupo destinatário. O que pode acontecer com a mensagem? Relacione essa situação com o que acontece quando um vídeo trava ou uma mensagem chega cortada no celular.
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Resposta
A frase chega incompleta e pode ficar sem sentido ou com um sentido diferente do pretendido; o grupo que recebe precisaria pedir o cartão que faltou. O mesmo acontece no celular: quando alguns pacotes de dados se perdem ou demoram a chegar, o vídeo trava, a imagem fica embaralhada ou a mensagem chega cortada, e o aparelho pede o reenvio das partes que faltam.
Resolução passo a passo
Passo 1: pense na brincadeira. Se a frase era "Toda criança tem direito de brincar" e o cartão "direito" sumiu, o grupo lê "Toda criança tem de brincar" — o sentido muda.
Passo 2: conclua que a mensagem depende de todas as partes chegarem, e na ordem certa.
Passo 3: faça a comparação com o celular. Os dados viajam em pacotes; se alguns se perdem pelo caminho (sinal fraco, rede congestionada), o aparelho não consegue montar a informação completa.
Passo 4: descreva o efeito: o vídeo trava ou fica com qualidade ruim, o áudio corta, a mensagem chega pela metade. O sistema então reenvia os pacotes que faltaram — como pedir o cartão perdido de volta.
Você constrói: produção de um regulamento
24Múltipla escolha
A turma do 6º ano vai criar um regulamento interno. Qual das alternativas apresenta um artigo bem escrito para esse documento?
Resposta
Alternativa b) Art. 3º É dever de todos os alunos manter a sala organizada ao fim de cada aula.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre como deve ser um artigo de regulamento: linguagem formal, clara, objetiva e com a regra bem definida.
Passo 2: analise a letra b. Ela usa a expressão é dever de, diz quem deve cumprir (todos os alunos), o que deve ser feito (manter a sala organizada) e quando (ao fim de cada aula). Está completa.
Passo 3: elimine a e c. Acho que, sei lá, a gente, talvez, de vez em quando são marcas de opinião e informalidade, que não cabem num texto normativo.
Passo 4: elimine d. Essa frase apenas descreve um problema e ainda julga os colegas; não estabelece nenhuma regra.
25Dissertativo
Leia o artigo abaixo, retirado do rascunho de um regulamento de turma:
"Art. 7º Os alunos não devem usar o celular na hora errada."
Esse artigo apresenta um problema típico de texto normativo. Identifique qual é o problema e reescreva o artigo de modo que não reste dúvida sobre o que se espera.
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Resposta
O problema é a imprecisão (falta de clareza): a expressão "na hora errada" é vaga e cada aluno pode interpretá-la de um jeito. Um texto normativo não pode permitir duas interpretações. Reescrita possível: "Art. 7º É proibido o uso do celular durante as aulas, salvo quando o professor autorizar seu uso para atividades pedagógicas."
Resolução passo a passo
Passo 1: procure a parte que gera dúvida. "Hora errada" não indica um momento definido: é o intervalo? A prova? A explicação?
Passo 2: lembre a característica principal do texto normativo: a linguagem deve ser clara e objetiva, sem espaço para interpretações diferentes.
Passo 3: troque a expressão vaga por informações precisas: diga quando o uso é proibido (durante as aulas) e, se houver, qual é a exceção (quando o professor autorizar).
Passo 4: use uma fórmula de obrigação (é proibido, é vedado) e mantenha a numeração do artigo.
Passo 5: releia e teste com um colega: se as duas pessoas entenderem a mesma coisa, o artigo está bem escrito.
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