Capítulo 13 – Você tem uma boa alimentação? (Artigo de opinião, frase, oração, período e preposição)
Resumo completo
Capítulo 13 – Você tem uma boa alimentação? (Artigo de opinião, frase, oração, período e preposição)
Resumo completo
1Abertura: o tema do capítulo
O capítulo começa falando do filme Tá chovendo hambúrguer. Nele, o cientista Flint Lockwood inventa uma máquina que transforma água em comida. Logo começa a chover hambúrguer, panqueca e sorvete na cidade.
Parece ótimo, mas surgem problemas: a comida em excesso traz riscos à saúde. A partir daí o livro convida você a pensar: o que é mesmo se alimentar bem?
Será comer muito? Será cortar vários alimentos? Ou será comer com prazer e equilíbrio? Essa pergunta guia todo o capítulo.
Exemplos
Pergunta de abertura 1: "Para você, o que é ter uma boa alimentação e estar bem alimentado?" – não existe uma única resposta certa; o importante é justificar sua opinião.
Pergunta de abertura 2: "Você diria que tem hábitos alimentares saudáveis no seu dia a dia? Por quê?" – aqui você olha para a sua própria rotina (café da manhã, lanches, frutas, água).
2Texto 1 – "Precisamos acabar com o terrorismo nutricional e aprender a comer sem culpa" (Sophie Deram)
Esse é um artigo de opinião: um texto em que um autor defende um ponto de vista e tenta convencer o leitor. A autora, Sophie Deram, é nutricionista (profissional que estuda a alimentação).
Já no título ela mostra o que pensa: as pessoas vivem com medo e culpa na hora de comer, e isso precisa acabar. O texto foi dividido em 3 partes no livro.
Guarde essa ideia central: comer não deveria ser motivo de medo, e sim de prazer com equilíbrio.
As três partes do texto de Sophie Deram
Parte
Título
Ideia principal
Parte 1
Precisamos acabar com o terrorismo nutricional...
As pessoas olham o alimento como "bom ou ruim" e sentem ansiedade e culpa ao comer.
Parte 2
Sofremos de nutricionismo / Quando você só foca os nutrientes...
O excesso de "cientificismo" reduz alimentos a nutrientes e faz a gente parar de escutar o corpo.
Parte 3
Precisamos acabar com essa culpa ao comer
É preciso reconectar com o corpo, escutar fome e saciedade e comer sem culpa.
2.1Parte 1 – O medo e a culpa de comer
Sophie diz que hoje olhamos a comida de forma simplificada: ou o alimento é bom, ou é ruim; ou engorda, ou emagrece. Ela afirma que a ciência da nutrição não funciona assim.
Nenhum alimento sozinho faz alguém engordar de repente, nem cura doenças. Quando alguém pergunta "você come bem?", a maioria responde "Eu como bem, mas...". Esse mas mostra a ansiedade que sentimos.
A autora reproduz falas comuns das pessoas para mostrar, na prática, essa ansiedade. Ela também conversa direto com o leitor, usando a palavra você, o que dá sensação de proximidade.
Exemplos
Falas que Sophie reproduz: "Eu como bem, mas algumas vezes eu piso na jaca...", "Eu como bem, mas não consigo manter a disciplina...", "Eu como bem, mas não consigo ficar sem chocolate...".
Diálogo com o leitor: o título do tópico "E você, come bem?" usa a palavra você, falando diretamente com quem lê. Efeito: aproxima a autora do leitor.
Vocabulário da Parte 1
Palavra
Significado
dilema
conflito, dúvida
pisar na jaca
perder o controle, cometer excessos
terrorismo
forma de impor um comportamento pelo medo
Verdadeiro ou falso sobre a Parte 1 (com correção)
Afirmação
V ou F
Correção
A ciência da nutrição comprova que há alimentos bons e ruins.
F
A ciência da nutrição mostra que não existem alimentos simplesmente bons ou ruins.
Antigamente, comer bem era comer o suficiente.
V
—
Escolher o que comer virou um grande dilema do homem moderno.
V
—
As pessoas relacionam comida saudável ao que é gostoso.
F
As pessoas acreditam que o gostoso faz mal e que o saudável não é gostoso.
2.2Parte 2 – Nutricionismo e escutar o corpo
Nutricionismo é uma palavra criada pelo pesquisador Gyorgy Scrinis. Ela descreve o excesso de ciência que reduz o alimento a nutrientes: você não come pão, come "carboidrato"; não come cenoura, come "betacaroteno".
Sophie explica que, de tempos em tempos, um alimento vira vilão: primeiro a gordura, depois o carboidrato, o açúcar, o glúten, a lactose e a frutose. As informações mudam o tempo todo e muitas vezes são conflitantes (uma contradiz a outra).
O problema não é a ciência, e sim a interpretação exagerada dela. A ciência diz "excesso de açúcar pode aumentar o risco de diabetes", mas as pessoas escutam "açúcar dá diabetes". Resultado: quem só pensa em nutrientes e calorias esquece de escutar o corpo, ou seja, deixa de perceber a fome e a saciedade.
Exemplos
Exemplo de nutricionismo na prática: "Você não come macarrão ou pão, mas carboidratos."
Diferença importante do texto: "Você pode comer de tudo, mas não tudo!" → comer de tudo = provar um pouco de cada tipo de alimento, sem proibições. Comer tudo = comer em excesso, exagerar na quantidade. A autora defende a moderação.
Esquecer de escutar o corpo no dia a dia: comer no horário certo mesmo sem fome; continuar comendo mesmo já satisfeito; deixar de comer algo que o corpo pede só porque a dieta proíbe.
Vocabulário da Parte 2
Palavra
Significado
doença celíaca
intolerância ao glúten, que provoca lesões no intestino
informações conflitantes
informações contrárias, que não concordam entre si
insanidade
loucura
saciedade
satisfação do apetite
2.3Parte 3 – Comer sem culpa
Na conclusão, Sophie conta o que faz no consultório: ajuda os pacientes a quebrar crenças limitantes (ideias que impedem a pessoa de ver as coisas de outro jeito) para fazerem as pazes com a comida e com o corpo.
Ela apresenta o que as pesquisas mostram sobre a culpa ao comer: ela aumenta o risco de engordar, faz a pessoa comer mais rápido e em maior quantidade sem perceber, atrapalha a digestão e aumenta o estresse.
Já quem come com prazer e sem culpa saboreia mais devagar, fica satisfeito mais cedo e acaba comendo menos ao longo do tempo. Por isso ela termina com "bon appétit! Sem terrorismo e sem culpa".
Exemplos
Relação defendida por Sophie: reconectar-se com o corpo → escutar fome e saciedade → comer sem culpa. Consequência principal: mais saúde física, mental e social, e menos risco de engordar.
Tipos de argumentos usados por ela no texto: situações práticas vividas pelas pessoas (as falas com mas), conclusões de pesquisas recentes e o ponto de vista de outro especialista (o pesquisador Gyorgy Scrinis).
Comer com culpa x comer sem culpa
Comer com culpa
Comer com prazer e sem culpa
Come mais rápido e em maior quantidade
Saboreia devagar
Aumenta o risco de engordar
Come menos ao longo do tempo
Altera a digestão e aumenta o estresse
Fica satisfeito mais cedo
Prejudica a saúde mental, social e física
Melhora a relação com o corpo
2.4Dietas da moda x ideias de Sophie
O livro apresenta três dietas famosas para você comparar com o que a autora defende. Todas elas cortam ou restringem grupos de alimentos.
Como Sophie diz que não existe alimento vilão e que devemos comer de tudo com moderação, essas dietas não combinam com as ideias dela.
Exemplos
Resposta esperada: não, essas dietas não estão de acordo com Sophie, porque proíbem alimentos e reforçam a ideia de que certos nutrientes são vilões — exatamente o "terrorismo nutricional" que ela critica.
Dietas populares citadas no capítulo
Dieta
Como funciona
Dukan
Foco em proteínas, com grande redução de carboidratos, frutas, legumes e verduras
Paleolítica
Baseada na alimentação dos ancestrais: carne vermelha, sementes, castanhas e carboidratos
Low-carb
Redução drástica de carboidratos e aumento de proteínas e gorduras
3Linguagem em foco: Frase
Frase é todo enunciado que tem sentido completo, ou seja, que consegue comunicar alguma coisa para outra pessoa. A frase pode ter uma palavra só ou várias palavras.
Se alguém diz Cheguei! ou Ótimo!, entendemos a mensagem. Então são frases. Mas Você bem e? não faz sentido, porque as palavras estão fora de ordem: não é frase.
A frase existe para estabelecer comunicação entre as pessoas. Por isso, o mais importante nela é o sentido, e não a presença de verbo.
📐 Para guardar
Frase = enunciado com sentido completo (pode ter 1 ou mais palavras)
Exemplos
Original do texto: E você, come bem? → pergunta se a pessoa se alimenta bem.
Reescrita que mantém o sentido: Você come bem?
Reescrita sem sentido: Você bem e? → não dá para saber o que responder.
Reescritas que fazem sentido, mas mudam o significado: E você, come? (pergunta se a pessoa come, não se come bem); E você? (pergunta genérica); Come! (vira uma ordem).
3.1Tipos de frase quanto ao sentido
A frase pode expressar sentidos diferentes: informar, perguntar, emocionar, mandar ou desejar. A pontuação ajuda muito a identificar cada tipo.
São cinco tipos: declarativa, interrogativa, exclamativa, imperativa e optativa. Preste atenção especial na diferença entre imperativa (ordem/pedido) e optativa (desejo, votos).
Exemplos
Classificando: Bom apetite! → optativa (é um voto, um desejo bom).
Que prato colorido! → exclamativa (expressa emoção, espanto).
Coma o restante mais tarde. → imperativa (é um pedido/ordem).
Essa sobremesa é uma boa opção. → declarativa (informa algo).
Você já preparou a nova receita de bolo? → interrogativa (faz uma pergunta).
Os cinco tipos de frase
Tipo
Para que serve
Pontuação
Exemplo
Declarativa
Dá uma informação ou declaração (afirmativa ou negativa)
Ponto final
Existe muita ansiedade na hora de comer. / Você não comeu tudo.
Interrogativa
Pede uma informação (direta ou indireta)
Ponto de interrogação (direta) / ponto final (indireta)
O que eu posso comer? / Gostaria de saber a que horas o almoço fica pronto.
Exclamativa
Expressa emoção: susto, alegria, espanto, raiva
Ponto de exclamação
É hora de comer! / Que delícia!
Imperativa
Expressa ordem, convite ou pedido
Ponto final ou de exclamação
Coma mais devagar, por favor. / Largue esse bolinho!
Optativa
Expressa desejo positivo ou votos
Geralmente ponto de exclamação
Tenha uma boa refeição! / Saúde!
3.2Frase nominal e frase verbal
Verbo é a palavra que indica ação, estado ou fenômeno da natureza (comer, estar, chover).
Quando a frase não tem verbo, ela é nominal. Quando a frase é construída em torno de um verbo, ela é verbal.
Isso prova que o verbo não é obrigatório para a frase ter sentido: Que gostoso! não tem verbo e a gente entende perfeitamente.
📐 Para guardar
Frase nominal = frase SEM verbo
Frase verbal = frase COM verbo
Exemplos
Com a palavra sopa: nominal → Que sopa deliciosa! ; verbal → Eu quero sopa hoje.
Com a palavra atenção: nominal → Atenção, alunos! ; verbal → Preste atenção na aula.
Com a palavra saúde: nominal → Saúde em primeiro lugar! ; verbal → Cuido da minha saúde todos os dias.
Elogio a um colega: nominal → Parabéns, texto incrível! ; verbal → Você escreveu muito bem!
Nominal x Verbal
Classificação
Tem verbo?
Exemplos do livro
Nominal
Não
Coitado do açúcar! / Que gostoso! / Belo prato o seu!
Verbal
Sim
Quero um sorvete. / Hoje vamos ao mercado.
4Linguagem em foco: Oração
Oração é o enunciado organizado em torno de um verbo ou de uma locução verbal. Diferente da frase, a oração não precisa ter sentido completo.
Para contar quantas orações existem, conte os verbos: cada verbo (ou locução verbal) forma uma oração.
Locução verbal é quando dois verbos juntos passam um único sentido, como estão jantando ou está sendo. Nesse caso, os dois contam como uma só oração.
📐 Para guardar
Número de orações = número de verbos (locução verbal conta como 1)
Exemplos
Comemos de tudo. → 1 verbo (comemos) = 1 oração.
Elas estão jantando no restaurante da esquina. → locução verbal estão jantando = 1 oração.
Comemos de tudo | e fazemos atividade física. → 2 verbos = 2 orações, cada uma com sentido próprio.
Queremos | que as pessoas sejam conscientes com sua alimentação. → 2 verbos = 2 orações; a 1ª sozinha não tem sentido completo.
4.1Diferenciando frase e oração
A marca principal da frase é o sentido. A marca principal da oração é o verbo.
Por isso: nem toda frase é oração (frases nominais não têm verbo) e nem toda oração é frase (uma oração pode ser só um pedaço, sem sentido sozinha).
Às vezes, o mesmo enunciado é frase e oração ao mesmo tempo: tem verbo e tem sentido completo.
Exemplos
Que refeição maravilhosa! → é frase (tem sentido), mas não é oração (não tem verbo).
Disseram (em Disseram que o exercício e a boa alimentação melhoram a qualidade de vida.) → é oração, mas não é frase, pois sozinha não tem sentido completo.
Almocei. → é frase e oração ao mesmo tempo: tem verbo (almoçar) e sentido completo.
Exercício resolvido: Chegamos ao restaurante bem cedo! → frase e oração. Não sei (em Não sei se eles virão) → apenas oração. Que gosto ruim! → apenas frase. Ele disse (em Ele disse que não iria fazer o jantar hoje) → apenas oração. Bom dia! → apenas frase.
Frase x Oração
Enunciado
Tem sentido completo?
Tem verbo?
Classificação
Que refeição maravilhosa!
Sim
Não
Só frase
Disseram (parte de um período maior)
Não
Sim
Só oração
Almocei.
Sim
Sim
Frase e oração
Bom dia!
Sim
Não
Só frase
5Linguagem em foco: Período
Período é a frase verbal formada por uma ou mais orações. Ele começa com letra maiúscula e termina com ponto final, de interrogação, de exclamação ou reticências.
Se o período tem uma só oração (um verbo), ele é simples. Se tem duas ou mais orações, é composto.
Truque para a prova: conte os verbos. Um verbo → período simples. Dois ou mais → período composto.
📐 Para guardar
Período simples = 1 oração (1 verbo)
Período composto = 2 ou mais orações (2 ou mais verbos)
Exemplos
Coma com moderação. → 1 verbo = período simples.
Estou com muito apetite. → 1 verbo = período simples.
Eu como bem, | mas algumas vezes eu piso na jaca... → 2 verbos (como, piso) = período composto.
Enquanto esperava seu pedido de comida, | ela lavou o seu prato | e colocou-o sobre a mesa. → 3 verbos = período composto por 3 orações.
Tirinha do Charlie Brown: "Você está sendo ridículo, Charlie Brown." → locução verbal está sendo = 1 oração, período simples. | "Eu simplesmente não consigo ir até lá e conversar com aquela garotinha ruiva..." → 3 verbos (consigo, ir, conversar)... como não consigo ir forma uma ideia e conversar outra, o período é composto. | "Ela tem um rostinho bonito, e rostinhos bonitos me deixam nervoso." → 2 orações, período composto. | "Comigo você consegue falar!" → 1 oração (locução consegue falar), período simples.
Classificação do período
Tipo
Quantas orações
Exemplo
Simples
1
Coma com moderação.
Composto
2 ou mais
Eu como bem, mas algumas vezes eu piso na jaca...
Exercício resolvido com o infográfico da pesquisa (2022)
Etapa
Resposta
Período organizado
Dentre as pessoas entrevistadas, 15,4% não consumiam diariamente o café da manhã; 10,0% não almoçavam todos os dias da semana; 19,9% não jantavam nessa frequência.
Quantas orações
3 orações: não consumiam..., não almoçavam..., não jantavam...
Classificação
Período composto (tem mais de uma oração)
Conclusão sobre os dados
Boa parte dos brasileiros entrevistados não conseguia fazer as três refeições básicas todos os dias, o que mostra insegurança alimentar.
6Linguagem em foco: Preposição
Preposição é a palavra invariável (não muda de gênero nem de número) que liga dois termos de uma frase e cria uma relação de sentido entre eles.
O termo que vem antes da preposição se chama antecedente ou termo regente. O que vem depois se chama consequente ou termo regido.
Trocar a preposição muda o sentido! Em salada de frutas, o de especifica o tipo de salada. Em salada com frutas, o com mostra que as frutas acompanham a salada.
📐 Para guardar
termo regente + PREPOSIÇÃO + termo regido
Exemplos
Comi salada de frutas no lanche. → de liga salada a frutas com ideia de especificação.
Comi salada com frutas no almoço. → com liga salada a frutas com ideia de acompanhamento.
Exercício resolvido: I. É preciso aprender a comer sem culpa. II. Sophie Deram fala sobre alimentação em seu texto. III. É preciso escutar quando nosso corpo está com fome. IV. Há uma diferença entre comer de tudo e comer tudo. → A função dessas palavras é ligar os termos de uma frase estabelecendo relação entre eles.
Exercício resolvido: a) Ela foi buscar o bolo de casamento em Florianópolis. b) João vai ao restaurante com a esposa toda semana. c) O consultório da nutricionista fica entre os Correios e a casa lotérica. d) Estou cuidando melhor da minha alimentação desde o mês passado. e) O cozinheiro trabalha para o bem-estar de todos. → A preposição que cria ideia de finalidade é para, pois mostra o objetivo do trabalho do cozinheiro.
6.1Classificação das preposições e locuções prepositivas
As preposições se dividem em dois grupos. As essenciais só funcionam como preposição, sempre. As acidentais são palavras de outras classes que, às vezes, funcionam como preposição.
Existe também a locução prepositiva: um grupo de palavras que funciona como uma preposição só, por exemplo ao lado do, a fim de, de acordo com.
Exemplos
Locução prepositiva: Ele toma café da manhã ao lado do clube. → liga toma a clube.
Exercício resolvido: a) Camila chegou mais cedo à escola a fim de ter uma conversa com a coordenadora. b) O advogado age de acordo com a lei. c) Ninguém, além de meus pais, foi assistir ao jogo. d) Minha mãe estacionou em frente à padaria.
Preposições essenciais e acidentais
Tipo
Lista
Essenciais
a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás
Cada preposição tem um sentido principal, mas pode ganhar outros sentidos de acordo com o contexto. Por isso, para descobrir o sentido, você precisa olhar a frase inteira.
A preposição de, por exemplo, pode indicar posse, causa, meio, matéria, origem, tempo, quantidade e até propósito.
Exemplos
Exercício resolvido (relacionar sentidos): A luta contra o nutricionismo é importante. → oposição. Aquele bolo de cenoura estava muito gostoso. → matéria. Faço atividade física de manhã. → tempo. Só como alimentos sem lactose. → ausência. Seu trabalho é sobre alimentação saudável? → assunto. Hoje estudarei culinária com a Bruna. → companhia. Esse livro de receitas é de Fernando. → posse. Fomos até a cafeteria a pé. → modo. Ana deixou o celular em casa. → lugar. Ele ficou desapontado com a desfeita. → causa.
Exercício resolvido com a preposição de: Lanchei de tarde. → tempo. Cheguei de Natal hoje. → origem. Sentou-se à mesa de jantar. → propósito. Atrasou-se para o jantar de propósito. → causa. __De__ quem é esse biscoito? → posse. Chamei um grupo de vinte e cinco amigos. → quantidade.
Criando frases com de em sentidos diferentes: O carro de minha tia é azul. (posse) / A blusa de lã é quentinha. (matéria) / Vim de ônibus para a escola. (meio)
Sentidos que as preposições podem expressar
Sentido
Exemplo
Posse
A cafeteria de Paulo abriu ontem.
Causa
O atleta quase passou mal de sede.
Meio
O entregador de pizza veio de bicicleta.
Companhia
Fui à churrascaria com os amigos.
Matéria
A mulher preparou um pastel de queijo.
Modo
Papai fez um lanche para mim com carinho.
Finalidade
Ela discursou para o convencimento da plateia.
Falta ou ausência
Andava sem apetite ultimamente.
Lugar
Aquela senhora mora em São Paulo.
Origem
O prato típico da minha família veio de Pernambuco.
Destino
André viajou para Curitiba.
Assunto
Conversavam sobre o preço dos alimentos.
6.3Contração e combinação de preposições
Algumas preposições se unem a outras palavrinhas, como artigos e pronomes. Existem dois casos.
Na contração, a união modifica as palavras e há perda de som (fonema): de + o = do. Na combinação, nada se perde nem se modifica: a + o = ao.
A crase é um caso especial de contração: acontece quando a preposição a se junta ao artigo a/as ou aos pronomes aquele, aquela, aquilo. Ela é marcada pelo acento grave (`).
📐 Para guardar
Contração: de + o = do | em + o = no | de + este = deste | per + o = pelo
Combinação: a + o = ao | a + os = aos | a + onde = aonde
Crase: a (preposição) + a (artigo) = à | a + aquele = àquele
Exemplos
Vou à sorveteria. → a (preposição) + a (artigo feminino singular) = à.
Eu disse às meninas que era hora de almoçar. → a + as = às.
Compareci àquela aula de nutrição. → a + aquela = àquela.
Exercício resolvido: Você enviou o trabalho ao professor? → (2) combinação. Queria saber aonde ele vai se exercitar. → (2) combinação. Fomos à padaria ontem. → (1) contração. Será que Carolina ainda come naquele lugar? → (1) contração.
Em Fomos à padaria ontem, a crase acontece porque o verbo ir pede a preposição a e a palavra padaria é feminina, pedindo o artigo a.
Contração x Combinação
Processo
O que acontece
Exemplos
Contração
Há modificação das palavras e perda de fonema
de + o = do; de + um = dum; de + esta = desta; em + o = no; em + este = neste; per + o = pelo
Combinação
Não há modificação nem perda
a + o = ao; a + os = aos; a + onde = aonde
7(Com)Texto – exercícios de revisão comentados
Nesta seção você aplica tudo: identificar frase, contar orações e reconhecer o sentido das preposições.
Lembre sempre das perguntas-chave: "Isso tem sentido completo?" (frase) e "Quantos verbos tem aqui?" (orações e período).
Exemplos
Qual palavra também é frase: Amanhã. / Estar. / Fui! → A resposta é Fui!, porque tem sentido completo ([Eu] fui) e é construída em torno de um verbo. Estar sozinho é só um verbo no infinitivo, sem sentido completo no contexto.
Trecho: *"Será que precisamos parar de comer frutas? Claro que não! Isso é excesso de cientificismo mal interpretado e transformado em terrorismo. As informações mudam o tempo todo e, muitas vezes, são conflitantes."* → São 4 frases: 1 interrogativa, 1 exclamativa e 2 declarativas. As orações são contadas pelos verbos: precisamos, parar de comer, é, mudam, são.
Recapitulando os conceitos gramaticais
Conceito
Definição rápida
Frase
Enunciado com sentido completo; pode ser declarativa, interrogativa, exclamativa, imperativa ou optativa; nominal (sem verbo) ou verbal (com verbo)
Oração
Enunciado estruturado em torno de um verbo ou locução verbal; pode ou não ter sentido completo
Período
Frase verbal formada por uma (simples) ou mais orações (composto)
Preposição
Palavra invariável que liga termos e cria relação de sentido; essencial (de, para, com) ou acidental (menos, conforme)
Contração/Combinação
União da preposição com outra palavra, com perda (do, no) ou sem perda (ao, aos)
Crase
Contração da preposição a com o artigo a (à) ou com aquele(s), aquela(s), aquilo
8Panorama – Texto 2: "Alimentação saudável" (Cláudia Cristina de Souza)
O segundo artigo de opinião é de outra nutricionista, Cláudia Cristina de Souza. Ela escreve a partir do Dia Nacional da Saúde e Nutrição (31 de março).
Seu ponto de vista principal é: a nutrição comportamental, que olha a individualidade de cada pessoa, é a melhor ferramenta para criar hábitos alimentares saudáveis.
Ela critica as dietas da moda, porque estudos mostram que, depois de uma dieta malsucedida, a pessoa pode ganhar até 20% a mais do peso anterior. Também explica que confundir os dois tipos de fome gera um círculo de culpa.
Exemplos
Introdução do texto 2: a autora cita aumento da diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão, câncer e depressão que aparecem no noticiário. Assim mostra que é preciso refletir sobre nossos hábitos.
Ao dizer que esses problemas não têm causas apenas genéticas, ela defende que os hábitos (alimentação inadequada, pouco lazer e muito trabalho) também causam doenças — ou seja, dá para mudar isso.
Argumento contra dietas da moda: estudos provam que, após uma dieta malsucedida, pode haver acréscimo de até 20% sobre o peso anterior.
Por que a nutrição comportamental ajuda: porque foca na pessoa, analisa seus hábitos e padrões e, a partir dessa análise, encontra a solução mais adequada para ela.
Conclusão do texto 2: "comer com prazer, mas com muita atenção na verdade que o corpo nos fala" — retoma a ideia de conhecer a própria individualidade para fazer escolhas certas.
Fome biológica x Fome emocional
Tipo de fome
Como é
Fome biológica
Aparece aos poucos; a comida traz saciedade quando ingerida em quantidade e qualidade apropriadas
Fome emocional
É a "vontade" de comer algo gorduroso e calórico (chocolate, sorvete, pizza), mesmo com o estômago parcialmente cheio
Estrutura de um artigo de opinião (aplicada ao texto 2)
Parte
O que faz
No texto 2
Introdução
Contextualiza o tema e apresenta o ponto de vista
1º parágrafo: Dia Nacional da Saúde e Nutrição e as doenças ligadas aos hábitos
Desenvolvimento
Apresenta argumentos, dados e exemplos para convencer
2º e 3º parágrafos: obesidade, dietas da moda, os 20% de ganho de peso, os dois tipos de fome
Conclusão
Resume e reafirma o ponto de vista
Último parágrafo: conhecer a individualidade e comer com prazer e atenção ao corpo
Comparando os dois textos
Aspecto
Texto 1 – Sophie Deram
Texto 2 – Cláudia Cristina
Título
Já revela o ponto de vista: acabar com o terrorismo nutricional
Só indica o tema (Alimentação saudável), não o ponto de vista
Crítica principal
Nutricionismo e culpa ao comer
Dietas da moda e confusão entre fome emocional e biológica
Solução defendida
Escutar o corpo e comer sem culpa
Nutrição comportamental, respeitando a individualidade
Concordam?
Sim: ambos defendem comer com prazer, sem culpa, ouvindo o corpo
Sim
9O gênero artigo de opinião
O artigo de opinião é um gênero textual em que o autor apresenta um ponto de vista sobre um tema com o objetivo de convencer o leitor.
O título deve sinalizar o tema ou já o ponto de vista defendido. Quem escreve geralmente é um especialista na área ou alguém que estudou bastante o assunto.
A linguagem precisa ser clara e objetiva. Esses textos circulam em jornais impressos, revistas e sites de notícias. Os argumentos são o coração do texto: são eles que dão confiabilidade à opinião.
📐 Para guardar
Artigo de opinião = introdução (ponto de vista) + desenvolvimento (argumentos) + conclusão (retomada da ideia)
Exemplos
Tipos de argumento que dão credibilidade: situações práticas do cotidiano, dados e conclusões de pesquisas, opiniões de especialistas no assunto.
Características do artigo de opinião
Elemento
Como deve ser
Objetivo
Defender um ponto de vista e convencer o leitor
Título
Sinaliza o tema ou o ponto de vista
Autor
Especialista ou pessoa que estudou o tema
Linguagem
Clara e objetiva
Onde circula
Jornais, revistas, sites de notícias
Estrutura
Introdução, desenvolvimento e conclusão
10Vozes em Cena – Debate: "Para você, o que é uma alimentação saudável?"
Antes de escrever, a turma vai debater. Para argumentar bem, é preciso se preparar: pesquisar o tema e escolher dados que sustentem a opinião.
A turma é dividida em dois grupos. Cada grupo pesquisa na internet diferentes posicionamentos e seleciona argumentos.
Depois, cada integrante fica responsável por defender um argumento. No final, o professor analisa qual grupo apresentou a defesa mais embasada, ou seja, mais apoiada em informações confiáveis.
Exemplos
Passo a passo do debate: 1) dividir a turma em dois grupos e pesquisar; 2) listar dados e argumentos; 3) distribuir um argumento por integrante; 4) seguir as regras e o tempo definidos pelo professor; 5) ouvir a análise final do professor.
11Você Constrói – Escrevendo seu artigo de opinião
A produção final é escrever um artigo de opinião sobre alimentação saudável, que será compartilhado com a comunidade escolar.
O trabalho tem cinco passos: planejar, escrever a primeira versão, revisar o texto do colega, escrever a versão final e compartilhar.
Dica importante do livro: use bem as frases, orações e períodos e as preposições que você estudou, para que o texto fique claro. Troque de parágrafo a cada novo argumento.
Exemplos
Planejamento: Título → indica o assunto (pode ser escrito por último). Introdução → explique por que alimentação saudável é um tema atual e importante. Desenvolvimento → apresente seu ponto de vista com dados e estudos. Conclusão → reforce o motivo do seu posicionamento e finalize.
Os 5 passos da produção
Passo
O que fazer
Passo 1
Planejar a estrutura: título, introdução, desenvolvimento e conclusão
Passo 2
Escrever a primeira versão em folha de caderno ou A4, com seu nome
Passo 3
Trocar com um colega: ler, revisar e comentar o texto dele (e receber comentários sobre o seu)
Passo 4
Reescrever a versão final e grampear as duas versões para entregar ao professor
Passo 5
Compartilhar o texto em um canal de comunicação da escola
Roteiro de revisão do texto do colega
Pergunta de revisão
O título sinaliza o assunto do artigo?
O início mostra a importância do tema e o ponto de vista está claro?
Há argumentos e dados que comprovam o ponto de vista?
A conclusão retoma, resumidamente, a ideia central?
As frases, orações e períodos estão bem construídos?
As preposições foram usadas corretamente?
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Leitura e compreensão do artigo de opinião
1Múltipla escolha
Leia o trecho do artigo de uma nutricionista:
"Muita gente acredita que existe comida do bem e comida do mal. Essa divisão não existe na ciência da nutrição. Nenhum alimento, sozinho, faz você engordar de repente nem cura uma doença. O que muda a saúde é o conjunto das escolhas ao longo do tempo."
Qual é o ponto de vista defendido pela autora nesse trecho?
Resposta
Alternativa b) Não existem alimentos bons ou ruins; o que importa é o conjunto das escolhas.
Resolução passo a passo
Primeiro, lembre que o ponto de vista é a opinião que o autor defende no texto. Para achá-la, procuramos a frase em que a autora diz o que ela pensa.
No trecho, ela escreve: "Essa divisão não existe na ciência da nutrição" e "O que muda a saúde é o conjunto das escolhas ao longo do tempo". Essas duas frases já mostram a opinião dela.
Agora vamos testar as alternativas. A letra a fala em eliminar alimentos para sempre, mas a autora diz justamente o contrário. A letra c fala em comer sempre a mesma coisa, ideia que não aparece no trecho. A letra d diz que o açúcar causa todas as doenças, e a autora afirma que nenhum alimento sozinho faz isso.
Sobra a letra b, que repete com outras palavras exatamente o que a nutricionista defende: o que importa são as escolhas do dia a dia somadas ao longo do tempo.
2Dissertativo
No texto de Sophie Deram, a autora escreve: "Eu como bem, mas não consigo ficar sem chocolate...". Explique por que ela coloca falas como essa no meio do artigo. O que essas falas ajudam o leitor a perceber?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Ela coloca falas comuns das pessoas para aproximar o leitor do texto. Essas falas funcionam como exemplos do dia a dia e ajudam o leitor a perceber que aquelas dúvidas e culpas com a comida são muito comuns — e que o artigo foi escrito para responder a elas.
Resolução passo a passo
Passo 1: observe quem fala. A frase "Eu como bem, mas não consigo ficar sem chocolate..." não é da autora: é a fala de uma pessoa comum, do tipo que a gente ouve na escola ou em casa.
Passo 2: pense no efeito dessa fala. Quando o leitor lê algo que ele mesmo já disse ou pensou, ele sente que o texto está falando com ele. Isso é uma forma de aproximar o leitor.
Passo 3: pense no papel dessa fala dentro do artigo de opinião. Ela serve como exemplo do cotidiano, um tipo de argumento que mostra que o problema discutido é real e frequente.
Passo 4: junte tudo na resposta. As falas ajudam o leitor a perceber que muita gente vive com medo e culpa de comer, e preparam o caminho para a opinião da autora, que diz que não é preciso ter essa culpa.
3Verdadeiro ou falso
Sobre as ideias dos dois artigos lidos no capítulo (o de Sophie Deram e o de Cláudia Cristina de Souza), marque V para verdadeiro e F para falso.
Sophie afirma que o excesso de informação sobre nutrientes deixa as pessoas confusas e com medo de comer.
Cláudia defende que as dietas da moda são a melhor solução para emagrecer.
Os dois textos valorizam escutar o próprio corpo na hora de comer.
Para Cláudia, fome biológica e fome emocional são a mesma coisa.
Sophie afirma que podemos comer de tudo, mas com moderação.
Resposta
V – F – V – F – V
Resolução passo a passo
Vamos analisar uma afirmação por vez.
1ª) O excesso de informação sobre nutrientes deixa as pessoas confusas e com medo de comer. Sophie critica esse excesso de regras e informações. V.
2ª) Cláudia defende que as dietas da moda são a melhor solução para emagrecer. Ela faz o contrário: critica as dietas da moda, porque elas são restritivas e não duram. F.
3ª) Os dois textos valorizam escutar o próprio corpo. Sim: os dois falam em perceber a fome, a saciedade e comer com atenção. V.
4ª) Fome biológica e fome emocional são a mesma coisa. Cláudia separa as duas justamente para mostrar que são diferentes. F.
5ª) Podemos comer de tudo, mas com moderação. É exatamente a ideia da frase "Você pode comer de tudo, mas não tudo!". V.
4Dissertativo
Cláudia Cristina de Souza fala em dois tipos de fome. Explique, com suas palavras, a diferença entre fome biológica e fome emocional e dê um exemplo de situação do dia a dia para cada uma.
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Resposta
A fome biológica é a fome do corpo: o estômago avisa que precisa de energia, e ela passa quando a gente come. A fome emocional é a vontade de comer que nasce de um sentimento (tristeza, tédio, ansiedade, alegria), e não da necessidade do corpo. Exemplos: sentir o estômago roncando no fim da aula, antes do almoço (biológica); querer comer um pacote de biscoitos depois de brigar com um amigo, mesmo tendo acabado de almoçar (emocional).
Resolução passo a passo
Passo 1: identifique de onde vem cada fome. A biológica vem do corpo; a emocional vem dos sentimentos.
Passo 2: observe como cada uma aparece. A fome biológica cresce devagar: barriga roncando, um pouco de fraqueza, qualquer comida serve. A fome emocional chega de repente e costuma pedir um alimento específico, como doce ou salgadinho.
Passo 3: veja como cada uma termina. A fome biológica acaba quando a gente fica satisfeito. A emocional muitas vezes não acaba com a comida, porque o que incomoda é o sentimento, não a falta de alimento.
Passo 4: crie exemplos do seu dia a dia, como os da resposta. Lembre-se de que a segunda situação precisa mostrar uma emoção (tristeza, tédio, nervosismo) provocando a vontade de comer.
5Dissertativo
Sophie Deram escreve: "Você pode comer de tudo, mas não tudo!". Um colega leu essa frase e disse: "Então ela está mandando a gente comer o dia inteiro". Ele entendeu corretamente? Explique a diferença entre comer de tudo e comer tudo.
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Resposta
Não, o colega entendeu errado. Comer de tudo significa ter variedade, ou seja, provar alimentos de todos os tipos, sem proibir nenhum. Comer tudo significa quantidade sem limite, comer o tempo todo e em excesso. A autora defende variedade com moderação, e não exagero.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe as duas expressões. Na frase, só muda uma palavrinha: a preposição de. Mas ela muda tudo!
Passo 2: pense em comer de tudo. Aqui a ideia é variedade: um pouco de arroz, de feijão, de fruta, de verdura e, às vezes, de chocolate. Nenhum alimento é proibido.
Passo 3: pense em comer tudo. Aqui a ideia é quantidade: acabar com tudo o que está na mesa, sem limite.
Passo 4: volte ao que a autora defende. Ela é contra a culpa e contra as proibições, mas também é a favor da moderação. Por isso ela escreve "mas não tudo". Logo, o colega inverteu o sentido da frase.
6Dissertativo
Leia a descrição de uma dieta popular: "Dieta do suco: durante 15 dias, a pessoa toma apenas sucos e elimina pão, arroz, massas e carnes". Essa dieta combina com as ideias defendidas nos artigos que você leu? Justifique sua resposta usando pelo menos um argumento dos textos.
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Resposta
Não combina. Os artigos defendem que nenhum alimento precisa ser proibido e que a saúde vem do conjunto das escolhas ao longo do tempo, com variedade e moderação. A dieta do suco faz o contrário: proíbe grupos inteiros de alimentos (pão, arroz, massas e carnes) por 15 dias, é uma dieta da moda e restritiva, do tipo que Cláudia critica, e ainda alimenta o medo de comer que Sophie condena.
Resolução passo a passo
Passo 1: identifique o que a dieta faz. Ela proíbe vários alimentos e deixa apenas um tipo (sucos) por 15 dias.
Passo 2: lembre a ideia central dos textos: "Você pode comer de tudo, mas não tudo!". Os autores defendem variedade e moderação, não proibição.
Passo 3: compare. Se a dieta corta pão, arroz, massas e carnes, ela elimina a variedade e trata esses alimentos como vilões — a tal divisão entre comida "do bem" e "do mal" que a nutricionista diz não existir.
Passo 4: escreva a conclusão citando um argumento dos textos, como fizemos na resposta. Vale também lembrar que dietas muito restritivas não se mantêm por muito tempo e podem aumentar a culpa com a comida.
O gênero artigo de opinião
7Múltipla escolha
O artigo de opinião é um texto que apresenta um ponto de vista para convencer o leitor. Qual das alternativas indica corretamente a ordem das partes que costumam formar esse gênero?
Resposta
Alternativa b) Introdução, desenvolvimento e conclusão.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre como funciona o artigo de opinião. Ele começa apresentando o tema e a opinião do autor (introdução), depois traz os argumentos que sustentam essa opinião (desenvolvimento) e termina retomando o ponto de vista (conclusão).
Passo 2: elimine as alternativas erradas. A letra a coloca a conclusão antes de tudo, o que não faz sentido. A letra c apresenta partes da narrativa (personagens, enredo, desfecho), que é outro gênero. A letra d mostra as partes de uma receita.
Passo 3: sobra a letra b, que é a ordem correta.
8Múltipla escolha
Leia os títulos abaixo e marque aquele que mais deixa claro o ponto de vista do autor, e não apenas o assunto:
Resposta
Alternativa c) A escola precisa servir frutas todos os dias.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a diferença. O assunto diz sobre o que o texto fala; o ponto de vista mostra o que o autor pensa sobre esse assunto.
Passo 2: analise as opções. Alimentação escolar, A merenda da escola e Cardápio da semana apenas anunciam o assunto. Lendo esses títulos, não dá para saber a opinião de ninguém.
Passo 3: observe a letra c. A expressão precisa servir mostra uma defesa, uma posição clara do autor.
Passo 4: por isso, o título que revela o ponto de vista é a letra c.
9Dissertativo
Marque com um X os tipos de argumento que dão credibilidade a um artigo de opinião sobre alimentação. Depois, escolha um deles e explique por que ele convence o leitor. ( ) Situações do dia a dia vividas pelas pessoas. ( ) Resultados de pesquisas científicas. ( ) Opinião de um especialista no assunto. ( ) Uma história inventada sobre um personagem mágico. ( ) Dados numéricos de uma pesquisa confiável.
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Resposta
Devem ser marcados: (X) situações do dia a dia vividas pelas pessoas; (X) resultados de pesquisas científicas; (X) opinião de um especialista; (X) dados numéricos de uma pesquisa confiável. NÃO se marca a história inventada sobre um personagem mágico. Exemplo de explicação: a opinião de um especialista convence porque ele estudou muito o assunto e tem experiência, então o leitor confia mais na informação do que se fosse apenas um palpite.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o que é argumento: uma ideia que justifica o ponto de vista e ajuda a convencer o leitor.
Passo 2: teste cada item. Situações do dia a dia mostram que o problema é real. Pesquisas científicas e dados numéricos trazem provas. A opinião de um especialista traz autoridade, porque vem de quem estuda o tema.
Passo 3: elimine o item que não serve. Uma história inventada com personagem mágico pertence ao mundo da ficção; ela não prova nada sobre alimentação, então não dá credibilidade ao artigo.
Passo 4: escolha um argumento e explique por que ele convence, como no exemplo da resposta. Você poderia escolher também os dados numéricos: números de uma pesquisa confiável mostram o tamanho do problema e são difíceis de contestar.
10Dissertativo
Um aluno escreveu esta introdução para o artigo dele: "Eu acho que lanche é uma coisa boa." Explique por que essa introdução é fraca e reescreva-a de modo que apresente o tema e um ponto de vista claro.
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Resposta
A introdução é fraca porque não apresenta o tema com clareza, não explica nada e traz uma opinião vaga (coisa boa não diz em que sentido nem por quê). Reescrita possível: "O lanche da tarde faz parte do dia de quase todos os estudantes. Na minha opinião, o lanche precisa ter frutas e alimentos de verdade, porque é ele que dá energia para a gente aguentar bem o resto do dia."
Resolução passo a passo
Passo 1: veja o que uma boa introdução precisa ter: o tema (sobre o que vamos falar) e o ponto de vista (o que defendemos).
Passo 2: analise a frase do aluno: "Eu acho que lanche é uma coisa boa." O tema aparece de forma muito solta (lanche) e a opinião é vaga: bom por quê? Bom para quem? Que tipo de lanche?
Passo 3: escolha uma opinião clara. Por exemplo: o lanche deve ser saudável e não pode ser pulado.
Passo 4: escreva duas ou três frases juntando tema + opinião + um motivo, como fizemos na resposta. Assim o leitor já sabe, logo no começo, o que você vai defender.
Frase e tipos de frase
11Dissertativo
Relacione cada frase ao tipo correspondente, escrevendo o número nos parênteses. 1. Declarativa 2. Interrogativa 3. Exclamativa 4. Imperativa 5. Optativa ( ) Que salada linda! ( ) Lave as frutas antes de comer. ( ) O café da manhã é a primeira refeição do dia. ( ) Tenha um ótimo almoço! ( ) Você já experimentou essa sopa?
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Resposta
( 3 ) Que salada linda! ( 4 ) Lave as frutas antes de comer. ( 1 ) O café da manhã é a primeira refeição do dia. ( 5 ) Tenha um ótimo almoço! ( 2 ) Você já experimentou essa sopa?
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o que cada tipo faz. A declarativa informa; a interrogativa pergunta; a exclamativa expressa emoção; a imperativa dá ordem, conselho ou pedido; a optativa expressa um desejo para alguém.
Passo 2: Que salada linda! mostra admiração e termina com ponto de exclamação → exclamativa (3).
Passo 3: Lave as frutas antes de comer. dá uma instrução, o verbo está no imperativo → imperativa (4).
Passo 4: O café da manhã é a primeira refeição do dia. apenas informa um fato → declarativa (1).
Passo 5: Tenha um ótimo almoço! é um desejo bom para a outra pessoa → optativa (5).
Passo 6: Você já experimentou essa sopa? termina com ponto de interrogação → interrogativa (2).
12Múltipla escolha
A frase é o enunciado que tem sentido completo. Ela pode ser nominal (sem verbo) ou verbal (construída em torno de um verbo). Qual alternativa apresenta apenas frases nominais?
Resposta
Alternativa a) Que fome! / Bom apetite! / Coitado do açúcar!
Resolução passo a passo
Passo 1: relembre a regra. A frase nominal não tem verbo; a frase verbal tem verbo ou locução verbal.
Passo 2: procure verbos em cada alternativa. Na letra b há comi e vamos; na letra c há almoçou; na letra d há quero, prove e estou.
Passo 3: confira a letra a: Que fome!, Bom apetite! e Coitado do açúcar! — nenhuma delas tem verbo, mas todas têm sentido completo.
Passo 4: por isso, a resposta é a letra a.
13Dissertativo
Crie uma frase nominal e uma frase verbal para cada palavra indicada. a) Jantar. b) Cuidado. c) Parabéns.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Respostas possíveis: a) Nominal: Jantar em família! / Verbal: Hoje vamos jantar mais cedo. b) Nominal: Cuidado com a panela quente! / Verbal: Tenha cuidado ao usar a faca. c) Nominal: Parabéns pelo bolo! / Verbal: Todos deram parabéns ao cozinheiro.
Resolução passo a passo
Passo 1: para a frase nominal, escreva um enunciado com sentido completo e sem verbo. Geralmente ela é curta e vem com exclamação, como Cuidado com a panela quente!.
Passo 2: para a frase verbal, use a mesma palavra dentro de um enunciado que tenha verbo. Em Hoje vamos jantar mais cedo, o verbo é a locução vamos jantar.
Passo 3: confira cada frase que você criou fazendo a pergunta: "tem verbo aqui?". Se não tiver, é nominal; se tiver, é verbal.
Passo 4: cuidado com uma pegadinha: jantar pode ser substantivo (o jantar está pronto) ou verbo (vamos jantar). O que decide é o uso na frase.
14Dissertativo
Leia a reescrita de uma pergunta do texto de Sophie:
Original: E você, come bem? Reescritas: I. Você come bem? II. E bem você come? III. Come! IV. Você bem e come?
Indique qual reescrita mantém o sentido da pergunta original, qual ficou sem sentido e qual mudou o sentido. Explique suas escolhas.
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Resposta
A reescrita I (Você come bem?) mantém o sentido da pergunta original. A reescrita III (Come!) mudou o sentido: deixou de ser pergunta e virou uma ordem (frase imperativa). A reescrita IV (Você bem e come?) ficou sem sentido, porque as palavras estão fora de ordem. A II (E bem você come?) tem uma ordem estranha, que soa esquisita na fala do dia a dia, e por isso atrapalha o entendimento.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a pergunta original. E você, come bem? é uma frase interrogativa: a autora quer saber a opinião do leitor sobre a própria alimentação.
Passo 2: analise I. Você come bem? tem as mesmas palavras principais, na ordem normal, e continua sendo pergunta. Mantém o sentido.
Passo 3: analise III. Come! tem verbo no imperativo e ponto de exclamação: virou ordem, não pergunta. O sentido mudou.
Passo 4: analise IV. Você bem e come? embaralha as palavras: o e aparece no meio, sem ligar nada. Fica sem sentido.
Passo 5: analise II. E bem você come? ainda tem cara de pergunta, mas a ordem das palavras é estranha e não é assim que falamos. Conclusão: a ordem das palavras e a pontuação mudam o sentido de uma frase.
15Dissertativo
Imagine que você chegou à cozinha e sentiu o cheiro de um bolo recém-assado. Escreva duas frases para essa situação: uma exclamativa e uma interrogativa. Depois, indique se cada uma é nominal ou verbal.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Resposta possível: Exclamativa: Que cheiro bom de bolo! → frase nominal (não tem verbo). Interrogativa: Quem fez esse bolo? → frase verbal (tem o verbo fez).
Resolução passo a passo
Passo 1: imagine a cena e pense na emoção. Ao sentir o cheiro, a gente costuma exclamar algo curto: Que cheiro bom de bolo!. Como não há verbo, essa frase é nominal.
Passo 2: agora pense em uma dúvida que surge na cozinha: Quem fez esse bolo?. Ela termina com ponto de interrogação, então é interrogativa.
Passo 3: procure o verbo dessa segunda frase. O verbo é fez, logo ela é verbal.
Passo 4: você pode inventar outras, como Que delícia! (exclamativa nominal) e O bolo já pode ser cortado? (interrogativa verbal). O importante é justificar com a presença ou ausência do verbo.
Oração e a diferença entre frase e oração
16Múltipla escolha
A oração é o enunciado organizado em torno de um verbo ou de uma locução verbal. Quantas orações há no enunciado "Enquanto esperava o almoço, Júlia lavou as mãos e arrumou a mesa"?
Resposta
Alternativa c) Três orações.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre a dica de ouro: cada verbo (ou locução verbal) forma uma oração. Então basta contar os verbos.
Passo 2: procure os verbos no enunciado: esperava, lavou e arrumou. São três.
Passo 3: separe as orações: 1ª – Enquanto esperava o almoço; 2ª – Júlia lavou as mãos; 3ª – e arrumou a mesa.
Passo 4: três verbos, três orações. A resposta é a letra c.
17Dissertativo
Indique se os trechos destacados são apenas oração, apenas frase ou frase e oração ao mesmo tempo. a) Que cheiro bom! b) Pediram que eu levasse a sobremesa. c) Jantei. d) Ele contou que odeia beterraba. e) Boa tarde!
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Resposta
a) Apenas frase. b) Apenas oração. c) Frase e oração ao mesmo tempo. d) Apenas oração. e) Apenas frase.
Resolução passo a passo
Passo 1: relembre os conceitos. A frase tem sentido completo (pode ou não ter verbo). A oração é o enunciado organizado em torno de um verbo, mas sozinha nem sempre tem sentido completo.
Passo 2: a) Que cheiro bom! tem sentido completo, mas não tem verbo. Logo, é só frase.
Passo 3: b) Pediram tem verbo, então é oração; mas sozinho o trecho não se sustenta (pediram o quê?). É apenas oração dentro de um período maior.
Passo 4: c) Jantei. tem verbo e tem sentido completo. É frase e oração ao mesmo tempo.
Passo 5: d) Ele contou tem verbo (oração), mas o sentido só se completa com o resto: que odeia beterraba. É apenas oração.
Passo 6: e) Boa tarde! comunica algo completo, porém não tem verbo: é só frase.
18Dissertativo
Explique, com suas palavras, por que "Que refeição maravilhosa!" é uma frase, mas não é uma oração.
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Resposta
Porque Que refeição maravilhosa! tem sentido completo — quem lê entende que a pessoa gostou muito da comida —, então é uma frase. Mas ela não tem verbo nem locução verbal, e a oração só existe quando há um verbo organizando o enunciado. Por isso ela é frase nominal, e não oração.
Resolução passo a passo
Passo 1: teste o sentido. Se alguém disser essa frase na mesa, todos entendem a mensagem. Sentido completo = frase.
Passo 2: procure o verbo. As palavras são que, refeição e maravilhosa. Nenhuma delas é verbo.
Passo 3: aplique a definição. A oração precisa de um verbo ou locução verbal. Sem verbo, não há oração.
Passo 4: conclua. Trata-se de uma frase nominal. Se disséssemos Esta refeição estava maravilhosa!, aí sim teríamos verbo (estava) e, portanto, uma oração.
19Dissertativo
Transforme cada frase nominal abaixo em uma oração, ou seja, reescreva-a usando um verbo. a) Silêncio na cozinha! b) Que suco gostoso! c) Bom apetite!
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Resposta
Respostas possíveis: a) Façam silêncio na cozinha! / Ninguém pode fazer barulho na cozinha. b) Este suco está muito gostoso! c) Desejo a vocês um bom apetite! / Tenham um bom apetite!
Resolução passo a passo
Passo 1: identifique que todas as frases dadas são nominais, isto é, não têm verbo.
Passo 2: para virar oração, cada uma precisa ganhar um verbo, mantendo a mesma ideia.
Passo 3: em a), a ideia é pedir silêncio; use o verbo fazer no imperativo: Façam silêncio na cozinha!.
Passo 4: em b), a ideia é elogiar o suco; use o verbo estar: Este suco está muito gostoso!.
Passo 5: em c), a ideia é desejar algo bom; use desejar ou ter: Desejo a vocês um bom apetite!. Depois de reescrever, confira se cada frase tem pelo menos um verbo — é isso que a transforma em oração.
Período simples e período composto
20Múltipla escolha
O período é a frase formada por uma ou mais orações. Marque a alternativa em que aparece um período simples.
Resposta
Alternativa c) Ela está jantando no restaurante da esquina.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre a regra. O período simples tem uma só oração, ou seja, um só verbo ou uma só locução verbal. O período composto tem duas ou mais orações.
Passo 2: teste a letra a: Comemos frutas e bebemos suco. Há dois verbos (comemos, bebemos) → composto.
Passo 3: teste a letra b: Queremos que você coma com calma. Há queremos e coma → composto.
Passo 4: teste a letra d: Quando cheguei, o almoço já estava pronto. Há cheguei e estava → composto.
Passo 5: agora a letra c: está jantando é uma locução verbal, que conta como um verbo só. Uma oração apenas → período simples. Resposta: letra c.
21Dissertativo
Para cada período, escreva o número de orações e classifique-o em simples ou composto. a) Sinto fome no meio da tarde. b) Lavei a louça e guardei os pratos. c) Meu irmão disse que não gosta de abóbora. d) Estamos aprendendo a comer sem culpa.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) 1 oração – período simples (verbo: sinto). b) 2 orações – período composto (verbos: lavei e guardei). c) 2 orações – período composto (verbos: disse e gosta). d) 1 oração – período simples (locução verbal: estamos aprendendo).
Resolução passo a passo
Passo 1: em cada item, sublinhe mentalmente os verbos. Depois conte: 1 verbo = 1 oração.
Passo 2: a) Sinto fome no meio da tarde. Só há o verbo sinto → uma oração → período simples.
Passo 3: b) Lavei a louça e guardei os pratos. Dois verbos, ligados pelo e → duas orações → período composto.
Passo 4: c) Meu irmão disse que não gosta de abóbora. Verbos disse e gosta → duas orações → composto.
Passo 5: d) Estamos aprendendo a comer sem culpa. Aqui está a pegadinha: estamos aprendendo é uma locução verbal (verbo auxiliar + verbo principal) e conta como um verbo só. Por isso o período é simples.
22Dissertativo
Observe os dados de uma pesquisa imaginária sobre a alimentação de uma escola: • 22% dos alunos não tomam café da manhã; • 8% não almoçam todos os dias; • 17% não jantam com a família.
a) Transforme essas informações em um único período, escrevendo-o em uma linha só. b) O período que você escreveu é simples ou composto? Diga quantas orações ele tem e justifique.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) Resposta possível: "Na nossa escola, 22% dos alunos não tomam café da manhã, 8% não almoçam todos os dias e 17% não jantam com a família." b) É um período composto, com três orações, porque há três verbos: tomam, almoçam e jantam.
Resolução passo a passo
Passo 1: junte os três dados em uma única frase, separando as duas primeiras informações por vírgula e ligando a última com e.
Passo 2: escreva tudo em uma linha só, como pede o enunciado, e termine com ponto final. Assim você tem um período, que é a frase que vai de uma pontuação forte a outra.
Passo 3: conte os verbos do período: tomam (1), almoçam (2), jantam (3).
Passo 4: aplique a regra: três verbos = três orações. Como há mais de uma oração, o período é composto.
23Dissertativo
Leia a fala de um personagem de tirinha: "Eu não consigo comer verduras, mas hoje vou tentar de novo!". Indique o número de orações e o tipo de período. Em seguida, reescreva a fala transformando-a em dois períodos simples.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A fala tem duas orações e é um período composto (1ª: Eu não consigo comer verduras; 2ª: mas hoje vou tentar de novo). Reescrita em dois períodos simples: "Eu não consigo comer verduras. Hoje vou tentar de novo!"
Resolução passo a passo
Passo 1: localize os verbos. Na primeira parte temos consigo comer; na segunda, vou tentar. Cada uma dessas duplas funciona como um núcleo verbal (locução), formando uma oração.
Passo 2: conte: duas orações dentro do mesmo período (entre a maiúscula inicial e o ponto de exclamação). Logo, o período é composto.
Passo 3: observe a palavra mas: ela é a conjunção que liga as duas orações e marca a ideia de oposição.
Passo 4: para transformar em dois períodos simples, tire o mas e separe as orações com ponto final, deixando cada uma com um verbo só: "Eu não consigo comer verduras. Hoje vou tentar de novo!"
Preposição: função e classificação
24Dissertativo
Complete as frases com as palavras do quadro: de – sem – com – sobre – para. I. O médico conversou ______ alimentação saudável. II. Ela tomou o suco ______ açúcar. III. Fui ao mercado ______ minha avó. IV. Esse é o prato ______ ferro da minha mãe. V. Guardei uma fatia ______ meu irmão.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
I. sobre — II. sem — III. com — IV. de — V. para
Resolução passo a passo
Passo 1: leia cada frase e pergunte qual relação falta entre as palavras.
Passo 2: I. O médico conversou ______ alimentação saudável. Quem conversa, conversa sobre um assunto → sobre.
Passo 3: II. Ela tomou o suco ______ açúcar. A ideia é de ausência, de falta → sem.
Passo 4: III. Fui ao mercado ______ minha avó. A ideia é de companhia → com.
Passo 5: IV. Esse é o prato ______ ferro da minha mãe. A ideia é de matéria (do que o prato é feito) → de.
Passo 6: V. Guardei uma fatia ______ meu irmão. A ideia é de destino, para quem a fatia foi guardada → para.
25Múltipla escolha
Qual é a função das palavras que você usou no exercício anterior?
Resposta
Alternativa b) Ligar dois termos de uma frase, criando uma relação de sentido entre eles.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre a definição. A preposição é a palavra invariável que liga dois termos e cria uma relação de sentido entre eles.
Passo 2: veja um exemplo do exercício anterior: em prato de ferro, a preposição de liga prato a ferro e indica matéria.
Passo 3: elimine as outras opções. Indicar ação é papel do verbo (letra a); caracterizar substantivo é papel do adjetivo (letra c); substituir nomes é papel do pronome (letra d).
Passo 4: a resposta correta é a letra b.
26Dissertativo
As preposições essenciais funcionam sempre como preposição; as acidentais vêm de outras classes de palavras e, às vezes, funcionam como preposição. Classifique as palavras destacadas em essencial (E) ou acidental (A). a) Comi tudo, exceto a cebola. b) Fomos até a padaria. c) Durante o almoço, ninguém falou. d) Ele veio de bicicleta. e) Segundo a nutricionista, precisamos de variedade.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) exceto – A (acidental) b) até – E (essencial) c) durante – A (acidental) d) de – E (essencial) e) segundo – A (acidental)
Resolução passo a passo
Passo 1: relembre a diferença. As preposições essenciais nasceram preposições e só servem para isso: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.
Passo 2: as preposições acidentais vêm de outras classes (advérbio, adjetivo, verbo, numeral) e só às vezes funcionam como preposição: exceto, durante, segundo, conforme, salvo, mediante, fora.
Passo 3: aplique a lista. Até (item b) e de (item d) estão na lista das essenciais → E.
Passo 4: Exceto, durante e segundo não estão na lista. Repare que segundo também pode ser numeral (o segundo lugar) e durante vem do verbo durar. Por isso são acidentais (A).
27Dissertativo
Complete as frases com as locuções prepositivas do quadro: a fim de – de acordo com – além de – em frente à. a) Chegamos cedo ______ ajudar na cozinha. b) ______ os especialistas, comer devagar faz bem. c) ______ frutas, ela levou castanhas para o lanche. d) A cantina fica ______ quadra da escola.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) a fim de b) De acordo com c) Além de d) em frente à
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o que é locução prepositiva: duas ou mais palavras que juntas funcionam como uma preposição, como a fim de e em frente a.
Passo 2: a) Chegamos cedo ______ ajudar na cozinha. A ideia é de finalidade (para quê?) → a fim de.
Passo 3: b) ______ os especialistas, comer devagar faz bem. A ideia é de conformidade (segundo quem?) → De acordo com.
Passo 4: c) ______ frutas, ela levou castanhas. A ideia é de acréscimo (uma coisa além da outra) → Além de.
Passo 5: d) A cantina fica ______ quadra da escola. A ideia é de lugar → em frente à (com crase, porque quadra é palavra feminina e pede o artigo a).
Preposição e sentido
28Dissertativo
Relacione cada frase ao sentido criado pela preposição destacada. 1. Lugar 2. Companhia 3. Matéria 4. Causa 5. Finalidade 6. Assunto ( ) O menino quase desmaiou de fome. ( ) Meus pais moram em Recife. ( ) Fiz um bolo de cenoura. ( ) Almocei com meus primos. ( ) O programa falava sobre desperdício de comida. ( ) Ela treina para a competição.
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Resposta
( 4 ) O menino quase desmaiou de fome. (causa) ( 1 ) Meus pais moram em Recife. (lugar) ( 3 ) Fiz um bolo de cenoura. (matéria) ( 2 ) Almocei com meus primos. (companhia) ( 6 ) O programa falava sobre desperdício de comida. (assunto) ( 5 ) Ela treina para a competição. (finalidade)
Resolução passo a passo
Passo 1: em cada frase, faça uma pergunta para descobrir a relação criada pela preposição.
Passo 2: desmaiou de fome — por que ele desmaiou? Por causa da fome → causa (4).
Passo 3: moram em Recife — onde moram? → lugar (1).
Passo 4: bolo de cenoura — feito de quê? → matéria (3). Almocei com meus primos — com quem? → companhia (2).
Passo 5: falava sobre desperdício — falava de que assunto? → assunto (6). Treina para a competição — treina para quê? → finalidade (5).
Passo 6: perceba que a mesma preposição de apareceu com dois sentidos diferentes (causa e matéria). Quem decide o sentido é o contexto.
29Múltipla escolha
Na frase "O entregador de pizza chegou de moto", os sentidos das duas ocorrências da preposição de são, respectivamente:
Resposta
Alternativa b) especificação e meio.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe as duas ocorrências: entregador de pizza e chegou de moto.
Passo 2: analise a primeira. A preposição liga entregador a pizza para dizer que tipo de entregador é. Isso é especificação (ele não é entregador de cartas, é de pizza).
Passo 3: analise a segunda. Chegou de moto responde "como ele chegou?", ou seja, indica o meio de transporte.
Passo 4: compare com as outras alternativas: não há ideia de tempo, de causa nem de matéria (a moto não é feita de pizza!). Logo, a resposta é a letra b.
30Dissertativo
Compare as frases: "Comi salada de frutas." e "Comi salada com frutas.". Explique a diferença de sentido criada pela troca da preposição.
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Resposta
Em salada de frutas, a preposição de indica do que a salada é feita: ela é formada só por frutas (é uma sobremesa). Em salada com frutas, a preposição com indica acréscimo: é uma salada (de verduras e legumes, por exemplo) à qual se juntaram frutas. Trocando a preposição, muda o prato que a pessoa comeu.
Resolução passo a passo
Passo 1: observe que só muda a preposição; o resto das palavras é igual.
Passo 2: pense no sentido de de nessa frase. Ela indica matéria/composição: a salada é feita de frutas, do começo ao fim.
Passo 3: pense no sentido de com. Ela indica acréscimo, companhia: existe uma salada, e as frutas foram colocadas junto com o que já havia nela.
Passo 4: conclua com um exemplo. Salada de frutas = mamão, banana e laranja picados. Salada com frutas = alface, tomate e pedaços de manga. Isso mostra como uma preposição muda todo o sentido.
31Dissertativo
Escreva três frases usando a preposição de com sentidos diferentes: uma indicando posse, uma indicando tempo e uma indicando origem. Depois, sublinhe a preposição em cada frase.
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Resposta
Respostas possíveis (a preposição aparece em itálico e deve ser sublinhada no caderno): Posse: A lancheiradeMarina ficou na mesa. Tempo: Eu tomo cafédemanhã, antes da aula. Origem: Meu avô veiodePortugal e trouxe uma receita de bolo.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda que a preposição de é "coringa": o sentido dela muda conforme as palavras que ela liga.
Passo 2: para posse, ligue um objeto ao seu dono: a lancheira de Marina (a lancheira pertence a Marina).
Passo 3: para tempo, use expressões como de manhã, de noite, de segunda a sexta: Eu tomo café de manhã.
Passo 4: para origem, mostre de onde alguém ou algo veio: Meu avô veio de Portugal.
Passo 5: por fim, sublinhe a palavra de em cada frase do seu caderno e escreva ao lado qual é o sentido. Isso ajuda a memorizar.
Contração, combinação e crase
32Dissertativo
Quando a preposição se une a outra palavra e há perda de som, ocorre contração; quando não há mudança nas palavras, ocorre combinação. Assinale (1) para contração e (2) para combinação. Depois, sublinhe a ocorrência em cada frase. ( ) Entreguei a receita ao cozinheiro. ( ) Ela mora no prédio da esquina. ( ) Aonde você vai depois do lanche? ( ) Gostei muito daquele restaurante.
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Resposta
( 2 ) Entreguei a receita ao cozinheiro. (combinação: a + o) ( 1 ) Ela mora no prédio da esquina. (contração: em + o; de + a) ( 2 ) Aonde você vai depois do lanche? (combinação: a + onde; obs.: do = de + o é contração) ( 1 ) Gostei muito daquele restaurante. (contração: de + aquele)
Resolução passo a passo
Passo 1: relembre a diferença. Na combinação, a preposição se junta à outra palavra e nada se perde: a + o = ao, a + onde = aonde. Na contração, há perda de letras ou sons: em + o = no, de + a = da, de + aquele = daquele.
Passo 2: 1ª frase — ao vem de a + o. As duas palavrinhas continuam inteiras dentro de ao → combinação (2).
Passo 3: 2ª frase — no vem de em + o; o em perdeu letras. É contração (1). O mesmo acontece em da (de + a).
Passo 4: 3ª frase — aonde vem de a + onde, sem perda → combinação (2).
Passo 5: 4ª frase — daquele vem de de + aquele; o e do de desapareceu → contração (1).
33Múltipla escolha
Em qual alternativa há crase corretamente empregada?
Resposta
Alternativa b) Cheguei à sorveteria antes de todos.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o que é crase: o encontro da preposição a com o artigo a das palavras femininas. Esse encontro é marcado pelo acento grave: à.
Passo 2: teste a letra b: quem chega, chega a algum lugar; e dizemos a sorveteria (palavra feminina). Então a + a = à. Correto!
Passo 3: elimine as erradas. Em a mercado, a palavra é masculina (o mercado), então não há crase. Em à Pedro, nome masculino também não aceita crase. Em à comer, temos um verbo, e antes de verbo nunca há crase.
Passo 4: a resposta é a letra b.
34Dissertativo
Na frase "Compareci àquela aula de nutrição", explique quais palavras se uniram para formar àquela e diga por que o acento grave foi usado.
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Resposta
Em àquela uniram-se a preposição a (exigida pelo verbo comparecer: quem comparece, comparece a alguma coisa) e o pronome demonstrativo aquela. O acento grave marca a crase, ou seja, a fusão desses dois "a" em um só.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe a palavra: àquela = a + aquela.
Passo 2: descubra de onde vem o primeiro a. Ele é pedido pelo verbo: dizemos comparecer a uma aula. Esse a é preposição.
Passo 3: veja o segundo a: é o comecinho do pronome demonstrativo aquela, que aponta para uma aula específica.
Passo 4: como os dois "a" se encontram e viram um só, usamos o acento grave para avisar o leitor. Isso é a crase. Sem o acento, ficaria Compareci aquela aula, sem marcar a preposição.
35Dissertativo
Reescreva as frases fazendo a contração ou a combinação necessária entre a preposição e a palavra seguinte. a) Voltei de a padaria com pão quente. b) Guardei o suco em o armário. c) Mostrei a receita a os meus colegas. d) Gosto muito de este tempero.
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Resposta
a) Voltei da padaria com pão quente. (de + a) b) Guardei o suco no armário. (em + o) c) Mostrei a receita aos meus colegas. (a + os) d) Gosto muito deste tempero. (de + este)
Resolução passo a passo
Passo 1: em cada frase, localize a preposição e a palavra que vem logo depois.
Passo 2: a) de + a (artigo feminino) = da → contração, porque houve perda de letra.
Passo 3: b) em + o = no → contração.
Passo 4: c) a + os = aos → combinação, pois nada se perdeu.
Passo 5: d) de + este = deste → contração. Depois de reescrever, leia as frases em voz alta: elas soam naturais, porque é assim que falamos no dia a dia.
Debate e produção do artigo de opinião
36Dissertativo
Sua turma vai debater o tema: "A escola deve proibir a venda de refrigerantes na cantina?". Escreva dois argumentos a favor e dois argumentos contra essa proibição. Lembre-se: argumento é uma ideia que justifica um ponto de vista.
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Resposta
Argumentos a favor da proibição: (1) O refrigerante tem muito açúcar e pouco valor nutritivo, e o consumo frequente aumenta o risco de cáries, obesidade e outras doenças; (2) A escola é um lugar de educação, e oferecer só bebidas saudáveis (água, sucos naturais, leite) ensina bons hábitos na prática. Argumentos contra a proibição: (1) Proibir não ensina a escolher: o aluno pode comprar refrigerante fora da escola, então seria melhor informar e oferecer boas opções ao lado; (2) Segundo os textos lidos, nenhum alimento precisa ser proibido — o problema é o exagero, e proibições podem aumentar a vontade e a culpa.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a tarefa. Em um debate, você precisa enxergar os dois lados, mesmo que tenha uma opinião pessoal.
Passo 2: para os argumentos a favor, pense nos efeitos do refrigerante na saúde e no papel educativo da escola.
Passo 3: para os argumentos contra, pense na liberdade de escolha e nas ideias dos artigos do capítulo, que criticam proibições e defendem a moderação.
Passo 4: escreva cada argumento como uma ideia completa, com um motivo (use palavras como porque, já que, pois). Argumento não é só opinião: é opinião + justificativa.
37Dissertativo
Planeje um artigo de opinião sobre o tema "O que é comer bem?". Preencha o roteiro abaixo com frases completas: a) Título: b) Introdução (tema + seu ponto de vista): c) Dois argumentos que você usaria no desenvolvimento: d) Conclusão (como você retomaria seu ponto de vista):
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Resposta
Modelo de resposta: a) Título: Comer bem é comer de tudo com equilíbrio. b) Introdução: "Muita gente pensa que comer bem é viver de salada e passar fome. Eu penso diferente: comer bem é ter variedade, prazer e equilíbrio nas refeições do dia a dia." c) Argumentos: (1) Nosso corpo precisa de nutrientes diferentes, e só a variedade de alimentos oferece todos eles; (2) Segundo nutricionistas como Sophie Deram, dietas cheias de proibições não duram e ainda geram culpa, enquanto comer com atenção e moderação funciona a longo prazo. d) Conclusão: "Por isso, comer bem não é seguir a dieta da moda, mas fazer boas escolhas na maior parte do tempo. Se aprendermos a escutar o corpo e a variar o prato, vamos comer com saúde e sem culpa."
Resolução passo a passo
Passo 1: comece pelo ponto de vista, ou seja, decida o que você vai defender. No modelo, a opinião é: comer bem é comer com variedade e equilíbrio.
Passo 2: crie o título. Ele deve mostrar sua opinião, e não apenas o assunto (lembre do exercício 8).
Passo 3: escreva a introdução apresentando o tema em uma frase e a sua opinião em outra.
Passo 4: escolha dois argumentos fortes. Bons tipos: informação científica, opinião de especialista e exemplos do dia a dia.
Passo 5: na conclusão, retome a opinião com outras palavras e, se quiser, termine com um convite ao leitor. Assim o texto fecha as ideias que abriu.
38Múltipla escolha
Ao revisar o artigo de um colega, qual das observações abaixo NÃO ajuda a melhorar o texto?
Resposta
Alternativa b) "Está ótimo, não precisa mudar nada."
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre para que serve a revisão: ajudar o colega a melhorar o texto, apontando o que pode ficar mais claro ou mais correto.
Passo 2: observe as letras a, c e d. Todas apontam um ponto específico (título, uso da preposição, conclusão) e sugerem uma mudança. São comentários úteis.
Passo 3: observe a letra b. Ela é apenas um elogio geral: não mostra o que está bom nem o que pode melhorar. O colega fica sem saber o que fazer.
Passo 4: por isso, a observação que não ajuda é a letra b.
39Dissertativo
Escreva um parágrafo de conclusão (3 a 5 linhas) para um artigo de opinião que defende a ideia de que "comer sem culpa faz bem à saúde". Use pelo menos um período composto e uma preposição que indique finalidade.
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Resposta
Modelo de conclusão: "Comer sem culpa não é comer de qualquer jeito. Quando a gente aprende a escutar o corpo, come com prazer e para de brigar com a comida. Por isso, defendo que cada pessoa escolha seus alimentos com liberdade, a fim de cuidar da saúde do corpo e também da mente. Afinal, refeição boa é aquela que alimenta e não deixa ninguém triste."
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre a função da conclusão: retomar o ponto de vista defendido no artigo, sem inventar um assunto novo.
Passo 2: escreva de 3 a 5 linhas reafirmando a ideia de que comer sem culpa faz bem à saúde.
Passo 3: inclua um período composto, isto é, uma frase com duas ou mais orações. No modelo: Quando a gente aprende a escutar o corpo, come com prazer e para de brigar com a comida (três verbos: aprende, come, para).
Passo 4: inclua uma preposição (ou locução prepositiva) de finalidade, como para ou a fim de. No modelo, usamos a fim de cuidar da saúde.
Passo 5: releia seu parágrafo e confira os dois itens pedidos: mais de uma oração no mesmo período e a ideia de finalidade.
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Capítulo 13 – Você tem uma boa alimentação? (Artigo de opinião, frase, oração, período e preposição)
Resumo rápido
Capítulo 13 – Você tem uma boa alimentação? (Artigo de opinião, frase, oração, período e preposição)
Resumo rápido
1O tema do capítulo: comer bem sem culpa
O capítulo discute o que é ter uma boa alimentação. A nutricionista Sophie Deram diz que não existe alimento "bom" ou "ruim" por si só.
Ela critica o terrorismo nutricional: o medo exagerado de certos alimentos, criado por informações confusas e sensacionalistas.
A ideia central é: "Você pode comer de tudo, mas não tudo!" Ou seja, coma variado e com moderação.
1.1Nutricionismo
Nutricionismo é o hábito de reduzir os alimentos a nutrientes, esquecendo a comida de verdade.
Quem sofre disso deixa de escutar o próprio corpo (a fome e a saciedade) e passa a seguir só regras. Isso gera culpa e estresse na hora de comer.
Exemplo
Você não come pão, come "carboidratos"; não come cenoura, come "betacaroteno".
1.2Fome biológica x fome emocional
A fome biológica aparece aos poucos e passa quando comemos a quantidade certa.
A fome emocional é só vontade de comer, mesmo sem o estômago vazio. Geralmente pede algo gorduroso ou doce e depois traz culpa.
Exemplo
Comer sorvete por tristeza, logo depois do almoço, é fome emocional.
2Artigo de opinião (gênero textual)
O artigo de opinião é um texto em que o autor defende um ponto de vista sobre um tema para convencer o leitor.
Geralmente é escrito por um especialista, com linguagem clara e objetiva. Circula em jornais, revistas e sites.
Usa argumentos: ideias que justificam a opinião (dados de pesquisas, exemplos do dia a dia, falas de especialistas).
Exemplo
O título já pode mostrar a opinião: "Precisamos acabar com o terrorismo nutricional e aprender a comer sem culpa".
2.1Estrutura do artigo
Introdução: apresenta o tema e o ponto de vista.
Desenvolvimento: traz os argumentos, dados e exemplos que sustentam a opinião.
Conclusão: retoma a ideia principal e finaliza o texto.
3Frase
Frase é todo enunciado com sentido completo, capaz de comunicar algo. Pode ter uma ou várias palavras.
O que define a frase é o sentido, não o verbo.
Exemplo
Cheguei! e Ótimo! são frases, pois já comunicam uma ideia completa.
3.1Tipos de frase quanto ao sentido
Declarativa: informa ou declara algo (afirmativa ou negativa) – Existe muita ansiedade na hora de comer.
Interrogativa: faz pergunta direta (O que eu posso comer?) ou indireta (Gostaria de saber a que horas o almoço fica pronto.).
Exclamativa: mostra emoção – Que delícia!
Imperativa: dá ordem, pedido ou convite – Coma mais devagar, por favor.
Optativa: expressa desejo – Tenha uma boa refeição!
3.2Tipos de frase quanto à construção
Frase nominal: não tem verbo – Que gostoso!
Frase verbal: é construída em torno de um verbo – Quero um sorvete.
4Oração
Oração é o enunciado organizado em torno de um verbo (ou locução verbal). Ela pode ter ou não sentido completo.
Para contar orações, conte os verbos. Quando dois verbos passam um só sentido, formam uma locução verbal e contam como uma única oração.
📐 Para guardar
Nº de orações = nº de verbos (ou locuções verbais)
Exemplo
Comemos de tudo e fazemos atividade física. → dois verbos = duas orações.
4.1Diferença entre frase e oração
A marca da frase é o sentido; a marca da oração é o verbo.
Nem toda frase é oração: Que refeição maravilhosa! tem sentido, mas não tem verbo.
Nem toda oração é frase: em Disseram que o exercício melhora a vida, a oração "Disseram" sozinha não tem sentido completo.
Exemplo
Almocei. é frase e oração ao mesmo tempo: tem sentido completo e tem verbo.
5Período
Período é a frase verbal formada por uma ou mais orações. Termina com ponto final, de interrogação ou de exclamação.
Período simples: uma só oração – Coma com moderação.
Período composto: mais de uma oração – Eu como bem, mas algumas vezes eu piso na jaca. (duas orações)
6Preposição
Preposição é a palavra invariável (não muda em gênero nem número) que liga dois termos, criando relação de sentido entre eles.
O termo que vem antes é o termo regente; o que vem depois é o termo regido.
Quando um grupo de palavras faz esse papel, chamamos de locução prepositiva (ao lado do, a fim de, de acordo com).
📐 Para guardar
termo regente + preposição + termo regido
Exemplo
Comi salada de frutas. → "de" liga "salada" a "frutas" indicando especificação.
6.1Classificação
Essenciais: sempre funcionam como preposição – a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.
Acidentais: são de outras classes, mas às vezes viram preposição – conforme, durante, exceto, segundo, menos, salvo, fora.
6.2Preposição e sentido
Cada preposição pode ganhar sentidos diferentes conforme o contexto.
Alguns sentidos comuns: posse (a cafeteria de Paulo), causa (passou mal de sede), meio (veio de bicicleta), companhia (fui com os amigos), matéria (pastel de queijo), modo, finalidade (estudou para passar), ausência (sem apetite), lugar (mora em São Paulo), origem, destino e assunto (falaram sobre comida).
6.3Contração e combinação
A preposição pode se juntar a artigos e pronomes.
Contração: há mudança e perda de som – de + o = do, em + este = neste, per + o = pelo.
Combinação: não há perda de som – a + o = ao, a + os = aos, a + onde = aonde.
Crase: caso especial de contração da preposição a com o artigo a(s) ou com aquele, aquela, aquilo. É marcada pelo acento grave (à).
📐 Para guardar
a (preposição) + a (artigo) = à
a + aquele = àquele
Exemplo
Vou à sorveteria. → quem vai, vai a algum lugar + a sorveteria.
7Produção: escrever um artigo de opinião
Passo a passo: planejar (título, introdução, desenvolvimento com argumentos e conclusão), escrever a primeira versão, revisar em dupla, reescrever a versão final e compartilhar com a comunidade escolar.
Na revisão, confira se o título mostra o tema, se os argumentos convencem, se a conclusão retoma a ideia e se frases, orações e preposições estão bem usadas.
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Leitura e compreensão do artigo de opinião
1Múltipla escolha
Leia o trecho do artigo de uma nutricionista:
"Muita gente acredita que existe comida do bem e comida do mal. Essa divisão não existe na ciência da nutrição. Nenhum alimento, sozinho, faz você engordar de repente nem cura uma doença. O que muda a saúde é o conjunto das escolhas ao longo do tempo."
Qual é o ponto de vista defendido pela autora nesse trecho?
Resposta
Alternativa b) Não existem alimentos bons ou ruins; o que importa é o conjunto das escolhas.
Resolução passo a passo
Primeiro, lembre que o ponto de vista é a opinião que o autor defende no texto. Para achá-la, procuramos a frase em que a autora diz o que ela pensa.
No trecho, ela escreve: "Essa divisão não existe na ciência da nutrição" e "O que muda a saúde é o conjunto das escolhas ao longo do tempo". Essas duas frases já mostram a opinião dela.
Agora vamos testar as alternativas. A letra a fala em eliminar alimentos para sempre, mas a autora diz justamente o contrário. A letra c fala em comer sempre a mesma coisa, ideia que não aparece no trecho. A letra d diz que o açúcar causa todas as doenças, e a autora afirma que nenhum alimento sozinho faz isso.
Sobra a letra b, que repete com outras palavras exatamente o que a nutricionista defende: o que importa são as escolhas do dia a dia somadas ao longo do tempo.
2Verdadeiro ou falso
Sobre as ideias dos dois artigos lidos no capítulo (o de Sophie Deram e o de Cláudia Cristina de Souza), marque V para verdadeiro e F para falso.
Sophie afirma que o excesso de informação sobre nutrientes deixa as pessoas confusas e com medo de comer.
Cláudia defende que as dietas da moda são a melhor solução para emagrecer.
Os dois textos valorizam escutar o próprio corpo na hora de comer.
Para Cláudia, fome biológica e fome emocional são a mesma coisa.
Sophie afirma que podemos comer de tudo, mas com moderação.
Resposta
V – F – V – F – V
Resolução passo a passo
Vamos analisar uma afirmação por vez.
1ª) O excesso de informação sobre nutrientes deixa as pessoas confusas e com medo de comer. Sophie critica esse excesso de regras e informações. V.
2ª) Cláudia defende que as dietas da moda são a melhor solução para emagrecer. Ela faz o contrário: critica as dietas da moda, porque elas são restritivas e não duram. F.
3ª) Os dois textos valorizam escutar o próprio corpo. Sim: os dois falam em perceber a fome, a saciedade e comer com atenção. V.
4ª) Fome biológica e fome emocional são a mesma coisa. Cláudia separa as duas justamente para mostrar que são diferentes. F.
5ª) Podemos comer de tudo, mas com moderação. É exatamente a ideia da frase "Você pode comer de tudo, mas não tudo!". V.
3Dissertativo
Cláudia Cristina de Souza fala em dois tipos de fome. Explique, com suas palavras, a diferença entre fome biológica e fome emocional e dê um exemplo de situação do dia a dia para cada uma.
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Resposta
A fome biológica é a fome do corpo: o estômago avisa que precisa de energia, e ela passa quando a gente come. A fome emocional é a vontade de comer que nasce de um sentimento (tristeza, tédio, ansiedade, alegria), e não da necessidade do corpo. Exemplos: sentir o estômago roncando no fim da aula, antes do almoço (biológica); querer comer um pacote de biscoitos depois de brigar com um amigo, mesmo tendo acabado de almoçar (emocional).
Resolução passo a passo
Passo 1: identifique de onde vem cada fome. A biológica vem do corpo; a emocional vem dos sentimentos.
Passo 2: observe como cada uma aparece. A fome biológica cresce devagar: barriga roncando, um pouco de fraqueza, qualquer comida serve. A fome emocional chega de repente e costuma pedir um alimento específico, como doce ou salgadinho.
Passo 3: veja como cada uma termina. A fome biológica acaba quando a gente fica satisfeito. A emocional muitas vezes não acaba com a comida, porque o que incomoda é o sentimento, não a falta de alimento.
Passo 4: crie exemplos do seu dia a dia, como os da resposta. Lembre-se de que a segunda situação precisa mostrar uma emoção (tristeza, tédio, nervosismo) provocando a vontade de comer.
4Dissertativo
Sophie Deram escreve: "Você pode comer de tudo, mas não tudo!". Um colega leu essa frase e disse: "Então ela está mandando a gente comer o dia inteiro". Ele entendeu corretamente? Explique a diferença entre comer de tudo e comer tudo.
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Resposta
Não, o colega entendeu errado. Comer de tudo significa ter variedade, ou seja, provar alimentos de todos os tipos, sem proibir nenhum. Comer tudo significa quantidade sem limite, comer o tempo todo e em excesso. A autora defende variedade com moderação, e não exagero.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe as duas expressões. Na frase, só muda uma palavrinha: a preposição de. Mas ela muda tudo!
Passo 2: pense em comer de tudo. Aqui a ideia é variedade: um pouco de arroz, de feijão, de fruta, de verdura e, às vezes, de chocolate. Nenhum alimento é proibido.
Passo 3: pense em comer tudo. Aqui a ideia é quantidade: acabar com tudo o que está na mesa, sem limite.
Passo 4: volte ao que a autora defende. Ela é contra a culpa e contra as proibições, mas também é a favor da moderação. Por isso ela escreve "mas não tudo". Logo, o colega inverteu o sentido da frase.
O gênero artigo de opinião
5Múltipla escolha
Leia os títulos abaixo e marque aquele que mais deixa claro o ponto de vista do autor, e não apenas o assunto:
Resposta
Alternativa c) A escola precisa servir frutas todos os dias.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a diferença. O assunto diz sobre o que o texto fala; o ponto de vista mostra o que o autor pensa sobre esse assunto.
Passo 2: analise as opções. Alimentação escolar, A merenda da escola e Cardápio da semana apenas anunciam o assunto. Lendo esses títulos, não dá para saber a opinião de ninguém.
Passo 3: observe a letra c. A expressão precisa servir mostra uma defesa, uma posição clara do autor.
Passo 4: por isso, o título que revela o ponto de vista é a letra c.
6Dissertativo
Marque com um X os tipos de argumento que dão credibilidade a um artigo de opinião sobre alimentação. Depois, escolha um deles e explique por que ele convence o leitor. ( ) Situações do dia a dia vividas pelas pessoas. ( ) Resultados de pesquisas científicas. ( ) Opinião de um especialista no assunto. ( ) Uma história inventada sobre um personagem mágico. ( ) Dados numéricos de uma pesquisa confiável.
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Resposta
Devem ser marcados: (X) situações do dia a dia vividas pelas pessoas; (X) resultados de pesquisas científicas; (X) opinião de um especialista; (X) dados numéricos de uma pesquisa confiável. NÃO se marca a história inventada sobre um personagem mágico. Exemplo de explicação: a opinião de um especialista convence porque ele estudou muito o assunto e tem experiência, então o leitor confia mais na informação do que se fosse apenas um palpite.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o que é argumento: uma ideia que justifica o ponto de vista e ajuda a convencer o leitor.
Passo 2: teste cada item. Situações do dia a dia mostram que o problema é real. Pesquisas científicas e dados numéricos trazem provas. A opinião de um especialista traz autoridade, porque vem de quem estuda o tema.
Passo 3: elimine o item que não serve. Uma história inventada com personagem mágico pertence ao mundo da ficção; ela não prova nada sobre alimentação, então não dá credibilidade ao artigo.
Passo 4: escolha um argumento e explique por que ele convence, como no exemplo da resposta. Você poderia escolher também os dados numéricos: números de uma pesquisa confiável mostram o tamanho do problema e são difíceis de contestar.
Frase e tipos de frase
7Dissertativo
Relacione cada frase ao tipo correspondente, escrevendo o número nos parênteses. 1. Declarativa 2. Interrogativa 3. Exclamativa 4. Imperativa 5. Optativa ( ) Que salada linda! ( ) Lave as frutas antes de comer. ( ) O café da manhã é a primeira refeição do dia. ( ) Tenha um ótimo almoço! ( ) Você já experimentou essa sopa?
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Resposta
( 3 ) Que salada linda! ( 4 ) Lave as frutas antes de comer. ( 1 ) O café da manhã é a primeira refeição do dia. ( 5 ) Tenha um ótimo almoço! ( 2 ) Você já experimentou essa sopa?
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o que cada tipo faz. A declarativa informa; a interrogativa pergunta; a exclamativa expressa emoção; a imperativa dá ordem, conselho ou pedido; a optativa expressa um desejo para alguém.
Passo 2: Que salada linda! mostra admiração e termina com ponto de exclamação → exclamativa (3).
Passo 3: Lave as frutas antes de comer. dá uma instrução, o verbo está no imperativo → imperativa (4).
Passo 4: O café da manhã é a primeira refeição do dia. apenas informa um fato → declarativa (1).
Passo 5: Tenha um ótimo almoço! é um desejo bom para a outra pessoa → optativa (5).
Passo 6: Você já experimentou essa sopa? termina com ponto de interrogação → interrogativa (2).
8Múltipla escolha
A frase é o enunciado que tem sentido completo. Ela pode ser nominal (sem verbo) ou verbal (construída em torno de um verbo). Qual alternativa apresenta apenas frases nominais?
Resposta
Alternativa a) Que fome! / Bom apetite! / Coitado do açúcar!
Resolução passo a passo
Passo 1: relembre a regra. A frase nominal não tem verbo; a frase verbal tem verbo ou locução verbal.
Passo 2: procure verbos em cada alternativa. Na letra b há comi e vamos; na letra c há almoçou; na letra d há quero, prove e estou.
Passo 3: confira a letra a: Que fome!, Bom apetite! e Coitado do açúcar! — nenhuma delas tem verbo, mas todas têm sentido completo.
Passo 4: por isso, a resposta é a letra a.
Oração e a diferença entre frase e oração
9Múltipla escolha
A oração é o enunciado organizado em torno de um verbo ou de uma locução verbal. Quantas orações há no enunciado "Enquanto esperava o almoço, Júlia lavou as mãos e arrumou a mesa"?
Resposta
Alternativa c) Três orações.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre a dica de ouro: cada verbo (ou locução verbal) forma uma oração. Então basta contar os verbos.
Passo 2: procure os verbos no enunciado: esperava, lavou e arrumou. São três.
Passo 3: separe as orações: 1ª – Enquanto esperava o almoço; 2ª – Júlia lavou as mãos; 3ª – e arrumou a mesa.
Passo 4: três verbos, três orações. A resposta é a letra c.
10Dissertativo
Explique, com suas palavras, por que "Que refeição maravilhosa!" é uma frase, mas não é uma oração.
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Resposta
Porque Que refeição maravilhosa! tem sentido completo — quem lê entende que a pessoa gostou muito da comida —, então é uma frase. Mas ela não tem verbo nem locução verbal, e a oração só existe quando há um verbo organizando o enunciado. Por isso ela é frase nominal, e não oração.
Resolução passo a passo
Passo 1: teste o sentido. Se alguém disser essa frase na mesa, todos entendem a mensagem. Sentido completo = frase.
Passo 2: procure o verbo. As palavras são que, refeição e maravilhosa. Nenhuma delas é verbo.
Passo 3: aplique a definição. A oração precisa de um verbo ou locução verbal. Sem verbo, não há oração.
Passo 4: conclua. Trata-se de uma frase nominal. Se disséssemos Esta refeição estava maravilhosa!, aí sim teríamos verbo (estava) e, portanto, uma oração.
Período simples e período composto
11Múltipla escolha
O período é a frase formada por uma ou mais orações. Marque a alternativa em que aparece um período simples.
Resposta
Alternativa c) Ela está jantando no restaurante da esquina.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre a regra. O período simples tem uma só oração, ou seja, um só verbo ou uma só locução verbal. O período composto tem duas ou mais orações.
Passo 2: teste a letra a: Comemos frutas e bebemos suco. Há dois verbos (comemos, bebemos) → composto.
Passo 3: teste a letra b: Queremos que você coma com calma. Há queremos e coma → composto.
Passo 4: teste a letra d: Quando cheguei, o almoço já estava pronto. Há cheguei e estava → composto.
Passo 5: agora a letra c: está jantando é uma locução verbal, que conta como um verbo só. Uma oração apenas → período simples. Resposta: letra c.
12Dissertativo
Para cada período, escreva o número de orações e classifique-o em simples ou composto. a) Sinto fome no meio da tarde. b) Lavei a louça e guardei os pratos. c) Meu irmão disse que não gosta de abóbora. d) Estamos aprendendo a comer sem culpa.
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Resposta
a) 1 oração – período simples (verbo: sinto). b) 2 orações – período composto (verbos: lavei e guardei). c) 2 orações – período composto (verbos: disse e gosta). d) 1 oração – período simples (locução verbal: estamos aprendendo).
Resolução passo a passo
Passo 1: em cada item, sublinhe mentalmente os verbos. Depois conte: 1 verbo = 1 oração.
Passo 2: a) Sinto fome no meio da tarde. Só há o verbo sinto → uma oração → período simples.
Passo 3: b) Lavei a louça e guardei os pratos. Dois verbos, ligados pelo e → duas orações → período composto.
Passo 4: c) Meu irmão disse que não gosta de abóbora. Verbos disse e gosta → duas orações → composto.
Passo 5: d) Estamos aprendendo a comer sem culpa. Aqui está a pegadinha: estamos aprendendo é uma locução verbal (verbo auxiliar + verbo principal) e conta como um verbo só. Por isso o período é simples.
13Dissertativo
Leia a fala de um personagem de tirinha: "Eu não consigo comer verduras, mas hoje vou tentar de novo!". Indique o número de orações e o tipo de período. Em seguida, reescreva a fala transformando-a em dois períodos simples.
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Resposta
A fala tem duas orações e é um período composto (1ª: Eu não consigo comer verduras; 2ª: mas hoje vou tentar de novo). Reescrita em dois períodos simples: "Eu não consigo comer verduras. Hoje vou tentar de novo!"
Resolução passo a passo
Passo 1: localize os verbos. Na primeira parte temos consigo comer; na segunda, vou tentar. Cada uma dessas duplas funciona como um núcleo verbal (locução), formando uma oração.
Passo 2: conte: duas orações dentro do mesmo período (entre a maiúscula inicial e o ponto de exclamação). Logo, o período é composto.
Passo 3: observe a palavra mas: ela é a conjunção que liga as duas orações e marca a ideia de oposição.
Passo 4: para transformar em dois períodos simples, tire o mas e separe as orações com ponto final, deixando cada uma com um verbo só: "Eu não consigo comer verduras. Hoje vou tentar de novo!"
Preposição: função e classificação
14Dissertativo
As preposições essenciais funcionam sempre como preposição; as acidentais vêm de outras classes de palavras e, às vezes, funcionam como preposição. Classifique as palavras destacadas em essencial (E) ou acidental (A). a) Comi tudo, exceto a cebola. b) Fomos até a padaria. c) Durante o almoço, ninguém falou. d) Ele veio de bicicleta. e) Segundo a nutricionista, precisamos de variedade.
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Resposta
a) exceto – A (acidental) b) até – E (essencial) c) durante – A (acidental) d) de – E (essencial) e) segundo – A (acidental)
Resolução passo a passo
Passo 1: relembre a diferença. As preposições essenciais nasceram preposições e só servem para isso: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.
Passo 2: as preposições acidentais vêm de outras classes (advérbio, adjetivo, verbo, numeral) e só às vezes funcionam como preposição: exceto, durante, segundo, conforme, salvo, mediante, fora.
Passo 3: aplique a lista. Até (item b) e de (item d) estão na lista das essenciais → E.
Passo 4: Exceto, durante e segundo não estão na lista. Repare que segundo também pode ser numeral (o segundo lugar) e durante vem do verbo durar. Por isso são acidentais (A).
Preposição e sentido
15Dissertativo
Relacione cada frase ao sentido criado pela preposição destacada. 1. Lugar 2. Companhia 3. Matéria 4. Causa 5. Finalidade 6. Assunto ( ) O menino quase desmaiou de fome. ( ) Meus pais moram em Recife. ( ) Fiz um bolo de cenoura. ( ) Almocei com meus primos. ( ) O programa falava sobre desperdício de comida. ( ) Ela treina para a competição.
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Resposta
( 4 ) O menino quase desmaiou de fome. (causa) ( 1 ) Meus pais moram em Recife. (lugar) ( 3 ) Fiz um bolo de cenoura. (matéria) ( 2 ) Almocei com meus primos. (companhia) ( 6 ) O programa falava sobre desperdício de comida. (assunto) ( 5 ) Ela treina para a competição. (finalidade)
Resolução passo a passo
Passo 1: em cada frase, faça uma pergunta para descobrir a relação criada pela preposição.
Passo 2: desmaiou de fome — por que ele desmaiou? Por causa da fome → causa (4).
Passo 3: moram em Recife — onde moram? → lugar (1).
Passo 4: bolo de cenoura — feito de quê? → matéria (3). Almocei com meus primos — com quem? → companhia (2).
Passo 5: falava sobre desperdício — falava de que assunto? → assunto (6). Treina para a competição — treina para quê? → finalidade (5).
Passo 6: perceba que a mesma preposição de apareceu com dois sentidos diferentes (causa e matéria). Quem decide o sentido é o contexto.
16Dissertativo
Compare as frases: "Comi salada de frutas." e "Comi salada com frutas.". Explique a diferença de sentido criada pela troca da preposição.
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Resposta
Em salada de frutas, a preposição de indica do que a salada é feita: ela é formada só por frutas (é uma sobremesa). Em salada com frutas, a preposição com indica acréscimo: é uma salada (de verduras e legumes, por exemplo) à qual se juntaram frutas. Trocando a preposição, muda o prato que a pessoa comeu.
Resolução passo a passo
Passo 1: observe que só muda a preposição; o resto das palavras é igual.
Passo 2: pense no sentido de de nessa frase. Ela indica matéria/composição: a salada é feita de frutas, do começo ao fim.
Passo 3: pense no sentido de com. Ela indica acréscimo, companhia: existe uma salada, e as frutas foram colocadas junto com o que já havia nela.
Passo 4: conclua com um exemplo. Salada de frutas = mamão, banana e laranja picados. Salada com frutas = alface, tomate e pedaços de manga. Isso mostra como uma preposição muda todo o sentido.
Contração, combinação e crase
17Dissertativo
Quando a preposição se une a outra palavra e há perda de som, ocorre contração; quando não há mudança nas palavras, ocorre combinação. Assinale (1) para contração e (2) para combinação. Depois, sublinhe a ocorrência em cada frase. ( ) Entreguei a receita ao cozinheiro. ( ) Ela mora no prédio da esquina. ( ) Aonde você vai depois do lanche? ( ) Gostei muito daquele restaurante.
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Resposta
( 2 ) Entreguei a receita ao cozinheiro. (combinação: a + o) ( 1 ) Ela mora no prédio da esquina. (contração: em + o; de + a) ( 2 ) Aonde você vai depois do lanche? (combinação: a + onde; obs.: do = de + o é contração) ( 1 ) Gostei muito daquele restaurante. (contração: de + aquele)
Resolução passo a passo
Passo 1: relembre a diferença. Na combinação, a preposição se junta à outra palavra e nada se perde: a + o = ao, a + onde = aonde. Na contração, há perda de letras ou sons: em + o = no, de + a = da, de + aquele = daquele.
Passo 2: 1ª frase — ao vem de a + o. As duas palavrinhas continuam inteiras dentro de ao → combinação (2).
Passo 3: 2ª frase — no vem de em + o; o em perdeu letras. É contração (1). O mesmo acontece em da (de + a).
Passo 4: 3ª frase — aonde vem de a + onde, sem perda → combinação (2).
Passo 5: 4ª frase — daquele vem de de + aquele; o e do de desapareceu → contração (1).
18Dissertativo
Reescreva as frases fazendo a contração ou a combinação necessária entre a preposição e a palavra seguinte. a) Voltei de a padaria com pão quente. b) Guardei o suco em o armário. c) Mostrei a receita a os meus colegas. d) Gosto muito de este tempero.
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Resposta
a) Voltei da padaria com pão quente. (de + a) b) Guardei o suco no armário. (em + o) c) Mostrei a receita aos meus colegas. (a + os) d) Gosto muito deste tempero. (de + este)
Resolução passo a passo
Passo 1: em cada frase, localize a preposição e a palavra que vem logo depois.
Passo 2: a) de + a (artigo feminino) = da → contração, porque houve perda de letra.
Passo 3: b) em + o = no → contração.
Passo 4: c) a + os = aos → combinação, pois nada se perdeu.
Passo 5: d) de + este = deste → contração. Depois de reescrever, leia as frases em voz alta: elas soam naturais, porque é assim que falamos no dia a dia.
Debate e produção do artigo de opinião
19Dissertativo
Planeje um artigo de opinião sobre o tema "O que é comer bem?". Preencha o roteiro abaixo com frases completas: a) Título: b) Introdução (tema + seu ponto de vista): c) Dois argumentos que você usaria no desenvolvimento: d) Conclusão (como você retomaria seu ponto de vista):
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Resposta
Modelo de resposta: a) Título: Comer bem é comer de tudo com equilíbrio. b) Introdução: "Muita gente pensa que comer bem é viver de salada e passar fome. Eu penso diferente: comer bem é ter variedade, prazer e equilíbrio nas refeições do dia a dia." c) Argumentos: (1) Nosso corpo precisa de nutrientes diferentes, e só a variedade de alimentos oferece todos eles; (2) Segundo nutricionistas como Sophie Deram, dietas cheias de proibições não duram e ainda geram culpa, enquanto comer com atenção e moderação funciona a longo prazo. d) Conclusão: "Por isso, comer bem não é seguir a dieta da moda, mas fazer boas escolhas na maior parte do tempo. Se aprendermos a escutar o corpo e a variar o prato, vamos comer com saúde e sem culpa."
Resolução passo a passo
Passo 1: comece pelo ponto de vista, ou seja, decida o que você vai defender. No modelo, a opinião é: comer bem é comer com variedade e equilíbrio.
Passo 2: crie o título. Ele deve mostrar sua opinião, e não apenas o assunto (lembre do exercício 8).
Passo 3: escreva a introdução apresentando o tema em uma frase e a sua opinião em outra.
Passo 4: escolha dois argumentos fortes. Bons tipos: informação científica, opinião de especialista e exemplos do dia a dia.
Passo 5: na conclusão, retome a opinião com outras palavras e, se quiser, termine com um convite ao leitor. Assim o texto fecha as ideias que abriu.
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