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Capítulo 15 – Como você se informa? (Gênero notícia, tipos de sujeito e de predicado e concordância verbal)

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Capítulo 15 – Como você se informa? (Gênero notícia, tipos de sujeito e de predicado e concordância verbal)

Resumo completo

Capítulo 15 – Como você se informa? (Gênero notícia, tipos de sujeito e de predicado e concordância verbal)

Resumo completo

1Abertura: informação, velocidade e senso crítico

Hoje as notícias viajam muito rápido. Um terremoto no Japão, por exemplo, pode ser conhecido no Brasil quase no mesmo instante em que acontece, porque a tecnologia espalha a informação pelo mundo todo.

Essa velocidade tem um lado bom: a sociedade e as autoridades conseguem se mobilizar e ajudar quem precisa mais depressa.

Mas estar bem informado é mais do que receber informação rápido. É preciso senso crítico, ou seja, parar, pensar e checar. Quando a gente lê só o título e sai compartilhando, pode entender o fato de forma errada e ajudar a espalhar desinformação e fake news (notícias falsas).

Outro ponto importante: muitos fatos acontecem todo dia, mas só alguns viram notícia. Em geral, viram notícia os fatos relevantes (que interessam a muita gente) e atuais (que aconteceram há pouco tempo).

Exemplos

  • Manchete de abertura do capítulo: Série de terremotos atinge o Japão no primeiro dia de 2024. É um fato relevante (atinge muitas pessoas) e atual (aconteceu naquele momento), por isso virou notícia no mundo inteiro.
  • Situação para pensar: você recebe no celular a mensagem 'Vai faltar água amanhã na cidade toda!'. Antes de repassar, o certo é procurar a informação em um site oficial ou em um jornal confiável. Isso é agir com senso crítico.

Informação rápida: vantagens e cuidados

VantagensCuidados
Saber o que acontece quase em tempo realLer só o título e entender errado o fato
Permitir solidariedade e ajuda rápidaEspalhar fake news sem checar
Aproximar pessoas de lugares distantesConsumir informação de forma superficial

2O gênero textual NOTÍCIA

A notícia é um texto jornalístico que tem uma função bem clara: informar sobre um acontecimento relevante e atual.

Ela é publicada em vários meios: jornal impresso, revista, rádio, TV, sites, blogs e perfis de jornais nas redes sociais.

Para a notícia cumprir bem seu papel, ela precisa responder com clareza a seis perguntas: o que aconteceu?, onde?, quando?, quem estava envolvido?, como? e por quê?.

As informações essenciais da notícia

PerguntaO que respondeExemplo (notícia do Parque XP)
O quê?O fato centralUma exposição de videogames chamada Parque XP
Onde?O lugarNo Parque Shopping Belém, Av. Augusto Montenegro, em Belém (PA)
Quando?A data/o períodoDas 10h às 22h, até 5 de março de 2023
Quem?Os envolvidosO shopping, os visitantes (adultos e crianças) e a gerente Lidiane Melo
Como?De que maneira ocorreuComo um museu interativo e gratuito, com consoles antigos e atuais
Por quê?O motivoPara celebrar a cultura dos jogos eletrônicos e unir as gerações

2.1Estrutura da notícia: título, linha fina, lide e detalhamento

Toda notícia costuma seguir uma organização parecida.

O título (ou manchete) é a frase em destaque que apresenta o fato central e chama a atenção do leitor. Logo abaixo vem o subtítulo, também chamado de linha fina, que completa o título com mais alguns detalhes.

Depois vem o lide (do inglês lead): é a parte inicial do texto, quase sempre o primeiro parágrafo, onde aparecem resumidas as informações essenciais (o quê, onde, quando, quem, como, por quê).

Em seguida vem o detalhamento do fato: explicações, dados, consequências e, muitas vezes, falas de pessoas envolvidas (as citações entre aspas). Essa estrutura pode variar conforme o veículo e quem escreve.

Exemplos

  • Título: Exposição em Belém promove nostalgia e interatividade sobre o mundo dos videogames. Linha fina: Parque XP é aberto para visitação do público até o dia 5 de março em shopping de Belém. Juntando os dois, descobrimos que Parque XP é o nome da exposição.
  • Lide do Texto 1: *Um software de inteligência artificial (IA) desenvolvido por cientistas das universidades de Halle-Wittenberg, Johannes Gutenberg de Mainz e Ciências Aplicadas de Mainz, na Alemanha, é capaz de decifrar textos cuneiformes.* Nesse único parágrafo já temos o quê (um software que decifra escrita cuneiforme), quem (os cientistas) e onde (Alemanha).

Partes da notícia e suas funções

ParteFunção
Título (manchete)Apresenta o fato central e atrai o leitor
Linha fina (subtítulo)Complementa o título com mais um dado importante
LideResume as informações essenciais no início do texto
DetalhamentoTraz explicações, dados, citações e consequências
Imagem + legendaIlustram e complementam o texto verbal

2.2Linguagem da notícia: 3ª pessoa e imparcialidade

A notícia é escrita em 3ª pessoa, com linguagem padrão, formal e impessoal. O jornalista não escreve eu achei, ele relata o fato.

O ideal é a imparcialidade: relatar sem deixar transparecer a opinião pessoal. Mas essa neutralidade não é absoluta. Lendo com atenção, dá para perceber a opinião do autor no uso de certos adjetivos ou locuções adjetivas.

As citações (falas de pessoas envolvidas ou de especialistas, entre aspas) não deixam o texto informal: pelo contrário, aumentam a credibilidade, porque mostram que a informação veio de quem entende ou participou do assunto.

Exemplos

  • Trecho neutro: Parque XP é gratuito e funciona durante o horário do shopping. Apenas informa.
  • Trecho com opinião: *O Parque XP é um espaço para a diversão, mas também para a reflexão sobre a importância da inovação e da criatividade na indústria dos jogos.* As palavras que avaliam o evento mostram o julgamento do jornalista.
  • Credibilidade por citação: a fala de Lidiane Melo, gerente de marketing do shopping, reforça a notícia porque ela trabalha no local do evento e conhece a exposição de perto.

2.3Imagens, legendas e hiperlinks

Junto do texto verbal, a notícia costuma trazer imagens (fotos ou vídeos) acompanhadas de legendas, que explicam o que aparece ali e ligam a imagem ao fato noticiado.

O tipo de imagem depende da mídia: no jornal impresso só cabe foto; em sites, redes sociais, TV e plataformas como o YouTube também é possível usar vídeo. No rádio não há imagem alguma, por isso tudo precisa ser descrito com palavras.

Nas notícias digitais também existem os hiperlinks: palavras destacadas (sublinhadas ou coloridas) que, quando clicadas, levam o leitor para outra página. Eles servem para ampliar o conhecimento sobre o assunto do texto.

Exemplos

  • No Texto 1, a foto do cientista Ernst Stötzner fazendo a leitura 3D de uma tabuleta ilustra justamente como o software funciona.
  • No Texto 2, a foto do controle de videogame antigo com a legenda O evento é aberto a pessoas de diversas idades e permite o contato com videogames antigos e atuais mostra a ideia de nostalgia citada no título.
  • Hiperlinks dos textos: inteligência artificial (Texto 1) e Belém (Texto 2). Ao clicar, o leitor vai a outra página com mais informações sobre esses assuntos.

2.4Sensacionalismo: um cuidado importante

Sensacionalismo é a prática de transmitir a informação de um jeito exagerado, chocante ou impactante, sem se preocupar se o leitor vai entender o fato corretamente.

Muitas vezes ele aparece no título, que promete algo espantoso e não corresponde ao que o texto realmente conta. Isso pode gerar interpretações erradas e favorecer a desinformação.

Um título bom para uma notícia é aquele que informa com clareza o fato central, sem enganar o leitor.

Exemplos

  • Título sensacionalista: Inteligência artificial ajuda pesquisadores a viajarem no tempo com pergaminhos que foram queimados há 2 mil anos. Ninguém viaja no tempo de verdade! O leitor pode entender errado.
  • Reescrita mais clara: Inteligência artificial ajuda pesquisadores a ler pergaminhos queimados há 2 mil anos.

3Os textos do capítulo (resumo do conteúdo lido)

O capítulo traz duas notícias para análise. Conhecer bem o assunto de cada uma ajuda a responder às questões da prova.

Exemplos

  • Texto 1 – Inteligência artificial é usada para decifrar escrita cuneiforme (Marina Toledo, CNN Brasil, 09/12/2023): cientistas de três universidades alemãs criaram um software de IA que lê textos cuneiformes. Ele usa modelos 3D de quase 2 000 tabuletas sumérias e funciona como o OCR (Reconhecimento Óptico de Caracteres), que transforma imagem de escrita em texto legível por máquina.
  • Texto 2 – Exposição em Belém promove nostalgia e interatividade sobre o mundo dos videogames (G1 Pará, 07/02/2023): o Parque Shopping Belém recebeu o Parque XP, um museu interativo e gratuito sobre a evolução dos videogames, aberto até 5 de março de 2023.

Pontos-chave do Texto 1 (escrita cuneiforme e IA)

ItemExplicação
Tabuletas cuneiformesPedaços de argila não cozidos em que a escrita foi prensada com objetos em forma de cunha; são os registros escritos mais antigos da humanidade (muitos com mais de 5 000 anos)
O que o software fazConverte as imagens 3D da escrita cuneiforme em texto legível por máquinas
Por que o OCR comum não serveO OCR usa fotos ou digitalizações; na argila, a luz e o ângulo de visão mudam muito a forma como os símbolos aparecem
BenefíciosResultados mais confiáveis que as fotos, permite comparar tabuletas entre si e abre novas linhas de pesquisa sobre o passado
LimitaçõesPor enquanto é só um protótipo e reconhece com segurança apenas 2 das 12 línguas cuneiformes conhecidas
Evolução esperadaConseguir decifrar com segurança as doze línguas cuneiformes

4Linguagem em foco: TIPOS DE SUJEITO

O sujeito é o termo sobre o qual se declara algo na oração. É com ele que o verbo faz a concordância.

Para achar o sujeito, faça a pergunta: quem realiza a ação expressa pelo verbo? ou de quem/do que se está falando?

O núcleo do sujeito é a palavra mais importante dele, normalmente um substantivo ou pronome.

O sujeito pode ser determinado, indeterminado, ou a oração pode ser sem sujeito.

📐 Para guardar

  • Para achar o sujeito: verbo + a pergunta Quem? ou O quê? → a resposta é o sujeito.
  • Sujeito = de quem se fala | Predicado = o que se declara sobre ele

Exemplos

  • Um software de inteligência artificial (IA) desenvolvido por cientistas das universidades alemãs / é capaz de decifrar textos cuneiformes. → Pergunta: o que é capaz de decifrar? Resposta: um software... Logo, o sujeito é longo, mas tem um só núcleo (software): é sujeito simples.

4.1Sujeito determinado (simples, composto e desinencial)

O sujeito determinado é aquele que conseguimos identificar: ou ele aparece escrito na oração, ou dá para descobri-lo pela terminação do verbo e pelo contexto. Ele tem três tipos.

Sujeito simples – tem apenas um núcleo.

Sujeito composto – tem dois ou mais núcleos.

Sujeito desinencial (também chamado de oculto ou elíptico) – não aparece escrito, mas é identificado pela conjugação do verbo e/ou pelo contexto.

Exemplos

  • Simples: Os cientistas alemães desenvolveram um novo software de IA. → um núcleo: cientistas.
  • Composto: Cientistas e professores utilizaram o novo software de IA. → dois núcleos: cientistas e professores.
  • Desinencial: (Eu) Utilizei o novo software para decifrar uma tabuleta. → a terminação -ei mostra que o sujeito é eu.
  • Desinencial pelo contexto: As tábuas fornecem um vislumbre do passado. No entanto, estão fortemente desgastadas. → na segunda oração o sujeito é elas (as tábuas), identificado pelo contexto: sujeito desinencial.
  • Passo a passo (A luz e o ângulo de visão influenciam a identificação dos caracteres.): 1) Verbo: influenciam. 2) Pergunta: o que influencia? 3) Resposta: a luz e o ângulo. 4) São dois núcleos → sujeito composto.

Tipos de sujeito determinado

TipoCaracterísticaExemplo
SimplesUm único núcleoO sistema de escrita cuneiforme abrangia vários idiomas. (núcleo: sistema)
CompostoDois ou mais núcleosCientistas e professores aprovam o novo sistema de IA.
Desinencial (oculto/elíptico)Não aparece escrito; é descoberto pelo verbo ou pelo contextoAchei a notícia interessante. (sujeito: eu)

4.2Sujeito indeterminado

O sujeito indeterminado existe (alguém realiza a ação), mas não sabemos quem é: ele não está escrito, não dá para descobrir pelo verbo nem pelo contexto.

Isso acontece de dois modos:

1) Verbo na 3ª pessoa do plural em frase isolada, isto é, sem um contexto anterior que revele quem agiu.

2) Verbo na 3ª pessoa do singular seguido do pronome se.

Atenção ao contexto! Se antes da frase já apareceu quem fez a ação, o sujeito passa a ser desinencial, não indeterminado.

Exemplos

  • Indeterminado (3ª pessoa do plural): Publicaram hoje a notícia no jornal. → alguém publicou, mas não sabemos quem.
  • Desinencial (com contexto): Os jornalistas foram rápidos. Publicaram hoje a notícia no jornal. → agora sabemos: foram os jornalistas.
  • Indeterminado (verbo + se): Hoje, fala-se bastante sobre inteligência artificial. / Sabe-se da existência de doze línguas cuneiformes.
  • Cuidado: em Publicou-se a matéria, o sujeito é a matéria (A matéria foi publicada) → sujeito determinado, simples. Em Percebeu-se alegre, o sujeito é desinencial (Ele percebeu a si mesmo alegre).

Como reconhecer o sujeito indeterminado

MarcaExemploObservação
Verbo na 3ª pessoa do plural, sem contextoRelataram novos tremores no Japão.Se houver contexto anterior, vira desinencial
Verbo na 3ª pessoa do singular + seIndica-se aumento no preço do leite.Se o verbo puder ter um sujeito paciente (A matéria foi publicada), o sujeito é determinado

4.3Orações sem sujeito

Algumas orações são formadas apenas por predicado: não há sujeito nenhum. Elas trazem os chamados verbos impessoais, que não admitem sujeito.

Os casos mais comuns são: verbos que indicam fenômenos da natureza, o verbo haver no sentido de existir e os verbos ser/estar indicando tempo.

Exemplos

  • Fenômeno da natureza: Choveu na madrugada.
  • Verbo haver = existir: Há muito a ser feito.
  • Ser/estar indicando tempo: Já é tarde. / Está tarde. / É cedo para comemorar os resultados.

Verbos impessoais (oração sem sujeito)

CasoExemplo
Fenômeno da naturezaNevou muito ontem.
Haver no sentido de existirHavia dez tabuletas na mesa.
Ser/estar indicando tempoSão três horas. / Está cedo.

4.4Sujeito indeterminado em manchetes: por que evitar

A notícia existe para informar com clareza. Por isso, usar sujeito indeterminado em uma manchete não é uma boa escolha: o leitor fica sem saber quem realizou a ação, e a informação perde precisão e confiabilidade.

Exemplos

  • Manchete com sujeito indeterminado: Relataram novos tremores no Japão ao longo de todo o dia 1º. → Quem relatou? Não sabemos.
  • Reescrita com sujeito determinado: Moradores e autoridades japonesas relataram novos tremores ao longo de todo o dia 1º.
  • Manchete com sujeito indeterminado: Indica-se aumento no preço do leite e da soja. → Reescrita: Economistas indicam aumento no preço do leite e da soja.

5Linguagem em foco: TIPOS DE PREDICADO

O predicado é o termo que declara algo a respeito do sujeito. Ele sempre tem um verbo.

Para saber o tipo de predicado, olhe para o papel do verbo: ele indica uma ação (processo) feita pelo sujeito? Ou apenas liga o sujeito a uma característica/estado? Ou as duas coisas ao mesmo tempo?

📐 Para guardar

  • Verbo de ação → predicado verbal
  • Verbo de ligação (ser, estar, ficar, parecer, continuar...) + nome → predicado nominal
  • Verbo de ação + nome que caracteriza o sujeito → predicado verbo-nominal

Exemplos

  • Passo a passo (Todos leram a notícia fascinados.): 1) O verbo leram indica ação. 2) A palavra fascinados diz um estado de todos. 3) Há ação + estado → predicado verbo-nominal.

Os três tipos de predicado

TipoO que informaNúcleoExemplo
Predicado verbalUm processo (ação) realizado pelo sujeitoO verboOs cientistas divulgaram o trabalho.
Predicado nominalUma característica ou estado do sujeitoUm nomeOs cientistas ficaram empolgados.
Predicado verbo-nominalAção + característica/estado ao mesmo tempoUm verbo e um nomeOs cientistas divulgaram o trabalho empolgados.

Classificando os predicados das orações do capítulo

OraçãoTipo de predicadoPor quê
O sistema é inovador.NominalO verbo é apenas liga o sujeito à característica inovador
O sistema já decifra dois idiomas.VerbalDecifra indica uma ação do sujeito
Os pesquisadores estão animados.NominalEstão liga o sujeito ao estado animados
Os cientistas explicaram o software.VerbalExplicaram indica ação
O pai chegou em casa cansado.Verbo-nominalAção (chegou) + estado (cansado)
As amigas correram felizes até o carrossel.Verbo-nominalAção (correram) + estado (felizes)

6Concordância verbal: regra geral

Concordância verbal é o acerto entre o verbo e o sujeito. A regra geral é: o verbo concorda com o sujeito em pessoa e número (singular ou plural).

Quando o sujeito é simples, o verbo concorda com ele, mesmo que o sujeito venha depois do verbo na oração.

Quando o sujeito é composto, a concordância depende da posição:

• Sujeito composto antes do verbo → verbo no plural.

• Sujeito composto depois do verbo → o verbo pode ficar no plural ou concordar apenas com o núcleo mais próximo.

📐 Para guardar

  • Sujeito simples: verbo concorda em pessoa e número, venha antes ou depois.
  • Sujeito composto antes do verbo → verbo no plural.
  • Sujeito composto depois do verbo → plural OU concordância com o núcleo mais próximo.

Exemplos

  • Sujeito simples antes: Os cientistas analisaram as tabuletas. / Sujeito simples depois: Analisaram as tabuletas os cientistas. (nos dois casos o verbo fica no plural, porque o sujeito é plural)
  • Sujeito composto antes: IA e OCR são tecnologias atuais. (verbo no plural)
  • Sujeito composto depois: Na pesquisa, participaram um cientista e dois professores. ou Na pesquisa, participou um cientista e dois professores. (as duas formas são aceitas)
  • Exercício resolvido: O jornalista e o câmera ______ para coletar informações (sair – pretérito perfeito). Sujeito composto antes do verbo → plural → saíram.
  • Exercício resolvido: As informações ______ desatualizadas (estar – presente). Sujeito simples plural → estão.
  • Exercício resolvido: Os jornalistas e a sociedade ______ em choque com o ocorrido (ficar – futuro do presente). Sujeito composto antes → plural → ficarão.
  • Exercício resolvido: ______ um especialista e dois convidados (opinar – pretérito perfeito). Sujeito composto depois do verbo → opinaram (plural) ou opinou (concordando com o núcleo mais próximo, um especialista).

Resumo da concordância verbal

SituaçãoRegraExemplo
Sujeito simples (antes ou depois do verbo)Verbo concorda em pessoa e númeroChegaram as notícias.
Sujeito composto antes do verboVerbo no pluralO rádio e a TV informaram o fato.
Sujeito composto depois do verboPlural ou concordância com o núcleo mais próximoParticiparam/Participou um cientista e dois professores.

7Você constrói: como produzir uma notícia

A proposta do capítulo é escrever, em dupla, uma notícia sobre um acontecimento relevante e atual da sua comunidade (uma conquista da escola, uma ação voluntária, um evento do bairro, um incidente no trânsito).

O trabalho tem três momentos: planejar, escrever e revisar/publicar. Ao investigar, é preciso usar fontes seguras (pessoas envolvidas, especialistas, sites oficiais), pedir permissão para fotografar pessoas e evitar expor marcas.

Exemplos

  • Exemplo de título e linha fina para uma notícia escolar: Título – Alunos do 6º ano criam horta na escola; Linha fina – Projeto começou em março e já abastece a merenda com temperos e hortaliças.

Passo a passo da produção da notícia

PassoO que fazer
1º – PlanejarEscolher o acontecimento relevante e atual e registrar o fato central
2º – InvestigarColetar o quê, onde, quando, quem, como e por quê; anotar, gravar, fotografar e usar fontes confiáveis
3º – EscreverMontar título e linha fina, lide, detalhamento do fato e imagem com legenda, usando linguagem padrão e impessoal
4º – AvaliarConferir estrutura, informações essenciais, imagem/legenda, clareza de sujeito e predicado e uso da 3ª pessoa
5º – AjustarCorrigir o que estiver faltando ou incorreto
6º – PublicarMontar um jornal impresso ou criar uma página de notícias na internet (com hiperlinks entre os textos)

8Recapitulando – tudo o que você precisa lembrar

Este é o resumão para revisar antes da prova. Releia as tabelas e tente classificar sozinho o sujeito e o predicado de frases do dia a dia.

Exemplos

  • Classifique: Torci para meu time ontem. → sujeito desinencial (eu) / predicado verbal.
  • Classifique: Os mares e as florestas necessitam de cuidado. → sujeito composto / predicado verbal.
  • Classifique: Elogiaram a moça pela apresentação de sua pesquisa. → sujeito indeterminado (verbo na 3ª pessoa do plural sem contexto).
  • Classifique: Vive-se um tempo de grandes descobertas. → sujeito indeterminado (verbo na 3ª pessoa do singular + se).

Mapa final do capítulo

ConteúdoPontos essenciais
NotíciaInforma fatos relevantes e atuais; responde a o quê, onde, quando, quem, como e por quê
EstruturaTítulo, linha fina, lide, detalhamento, imagem com legenda
Linguagem3ª pessoa, padrão, impessoal, buscando imparcialidade
Sujeito determinadoSimples (1 núcleo), composto (2 ou mais núcleos), desinencial (identificado pelo verbo/contexto)
Sujeito indeterminadoVerbo na 3ª pessoa do plural sem contexto ou 3ª pessoa do singular + se
Oração sem sujeitoVerbos impessoais: fenômenos da natureza, haver = existir, ser/estar de tempo
PredicadoVerbal (ação), nominal (estado/característica), verbo-nominal (ação + estado)
Concordância verbalVerbo concorda com o sujeito em pessoa e número; com sujeito composto, depende da posição

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Resumo rápido

Capítulo 15 – Como você se informa? (Gênero notícia, tipos de sujeito e de predicado e concordância verbal)

Resumo rápido

1O gênero notícia

A notícia é um texto que informa sobre um acontecimento relevante e atual. Ela circula em jornais, revistas, rádio, TV, sites e redes sociais.

Hoje as informações chegam muito rápido. Por isso é preciso ter senso crítico: ler com atenção e checar a fonte para não cair em fake news (notícias falsas) nem espalhar desinformação.

1.1Informações essenciais e lide

Toda notícia deve responder a seis perguntas: o que aconteceu, onde, quando, quem estava envolvido, como e por que aconteceu.

A parte inicial do texto (geralmente o primeiro parágrafo) que já responde a essas perguntas se chama lide. Depois vêm os detalhes e, às vezes, falas de pessoas envolvidas.

Exemplo

  • "O Parque Shopping Belém está recebendo uma exposição nostálgica... até 5 de março de 2023" – aí já aparecem o quê, onde e quando.

1.2Título, linha fina, imagens e hiperlinks

O título mostra o fato central e chama a atenção. O subtítulo, chamado de linha fina, acrescenta informações e completa o título.

As imagens (fotos ou vídeos) ilustram o fato e vêm com legenda. Em textos digitais existem os hiperlinks: palavras destacadas que, ao serem clicadas, levam o leitor a outra página com mais informação.

Exemplo

  • Título: Exposição em Belém promove nostalgia e interatividade sobre o mundo dos videogames; linha fina: "Parque XP" é aberto para visitação até 5 de março.

1.3Linguagem da notícia e sensacionalismo

A notícia costuma ser escrita em 3ª pessoa, com linguagem formal e imparcialidade, ou seja, sem mostrar a opinião de quem escreve. Mesmo assim, alguns adjetivos podem deixar escapar a opinião do autor.

Quando o texto exagera para chocar o leitor, temos o sensacionalismo. Ele atrapalha a compreensão do fato e favorece a desinformação.

Exemplo

  • Título sensacionalista: Inteligência artificial ajuda pesquisadores a viajarem no tempo... – ninguém viaja no tempo de verdade.

2Tipos de sujeito

O sujeito é o termo sobre o qual a oração declara alguma coisa. É com ele que o verbo faz a concordância. A palavra principal do sujeito é o núcleo.

2.1Sujeito determinado

É aquele que a gente consegue identificar na oração. Ele tem três tipos:

Simples – tem só um núcleo. Composto – tem dois ou mais núcleos. Desinencial (também chamado de oculto ou elíptico) – não aparece escrito, mas é descoberto pela terminação do verbo ou pelo contexto.

Exemplo

  • Simples: Os cientistas alemães desenvolveram um software. / Composto: Cientistas e professores utilizaram o software. / Desinencial: Utilizei o novo software. (eu)

2.2Sujeito indeterminado

Alguém realiza a ação, mas não dá para saber quem. Isso acontece de dois jeitos: verbo na 3ª pessoa do plural em frase isolada, ou verbo na 3ª pessoa do singular + se.

Atenção ao contexto: se o texto antes já disse quem age, o sujeito passa a ser desinencial.

Exemplo

  • Publicaram hoje a notícia no jornal. / Hoje, fala-se bastante sobre inteligência artificial.

2.3Orações sem sujeito

Algumas orações têm só predicado, porque são formadas por verbos impessoais, que não admitem sujeito.

Os casos mais comuns são: verbos que indicam fenômeno da natureza, o verbo haver no sentido de existir e os verbos ser/estar indicando tempo.

Exemplo

  • Choveu na madrugada. / Há muito a ser feito. / Já é tarde.

3Tipos de predicado

O predicado é o termo que declara algo sobre o sujeito e sempre tem um verbo. Ele pode ser de três tipos.

3.1Predicado verbal

O verbo indica uma ação (processo) feita pelo sujeito e é o núcleo do predicado.

Exemplo

  • Os cientistas divulgaram o trabalho.

3.2Predicado nominal

O verbo indica estado e só liga o sujeito a um nome (verbos como ser, estar, ficar). O núcleo é um nome que mostra uma qualidade ou estado do sujeito.

Exemplo

  • Os cientistas ficaram empolgados.

3.3Predicado verbo-nominal

Traz ao mesmo tempo a ideia de processo e de estado. Por isso tem dois núcleos: um verbo e um nome.

Exemplo

  • Os cientistas divulgaram o trabalho empolgados.

4Concordância verbal: regra geral

O verbo concorda com o sujeito em pessoa e número.

Com sujeito simples, isso vale mesmo que o sujeito venha depois do verbo. Com sujeito composto, se ele vem antes do verbo, o verbo fica no plural; se vem depois, o verbo pode ficar no plural ou concordar com o núcleo mais próximo.

Exemplo

  • Os cientistas analisaram as tabletas. / Analisaram as tabletas os cientistas. / Na pesquisa, participaram (ou participou) um cientista e dois professores.

5Produção: escrevendo uma notícia

Escolha um fato atual e relevante da sua comunidade. Investigue e anote as respostas das seis perguntas, sempre usando fontes confiáveis.

Depois escreva o texto com título e linha fina, lide, detalhamento do fato (com falas de entrevistados) e imagem com legenda. Use linguagem padrão, formal e impessoal e, por fim, revise se o sujeito e o predicado estão claros.

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